sexta-feira, 19 de setembro de 2008

Crescer

Crescer, inevitável odisséia humana.

Física ou psicologicamente, crescemos ou crescemos. Qualquer alternativa foi extinta. Os caminhos são diversos, mas todos trilham seu particular.

Em tempos pós-natais, aprecio admiradamente, contemplativamente, um destes "desenvolveres", bem à frente dos meus olhos.

Tamanha sujeição à vida me faz lembrar as palavras de Khalil Gibran: "Vós sois o arco dos quais vossos filhos, quais setas vivas, são arremessados".

Novo dia, nova descoberta. Mudanças constantes, transformações semanais. Só percebemos as grandes diferenças ao olhar coleções de fotografias. É impressionante a evolução de um mês para o outro!

Centímetros de altura, em estirões, centenas de gramas, em sensível aumento do esforço em manter no colo. E haja leite neste mundo para sustentar tão portentoso desenvolvimento.

Aliás, apenas leite! Leite transformado em ossos, músculos, gordurinhas, chorinhos e chorões, gritos de um balbuciar incessante e inúmeros, deliciosos, sorrisos!

Ah, infindável multiplicar de células. Embasbacado começo a descobrir o verdadeiro significado da palavra fascinação. Plausível até uma nova interpretação da letra da célebre música "Fascinação"...

Imagino o incessante e complexo construir de um cérebro neste processo. Tantas conexões, tantas revisões e muita, mas muita experimentação, mesmo. No momento, a experimentação é de mãos. E como devem ser saborosas aquelas mãozinhas, pois a tentação em colocá-las na boca é permanente.

Espectador e expectador, assisto. Procuro ajudar no possível. Apoio quando necessário, mesmo que num singelo carinho de conforto. E me desmancho... Experimento a ternura da vida acontecendo, dependente, carente e gratuitamente feliz!

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