segunda-feira, 8 de setembro de 2008

Biela

Qualquer um está sujeito a indesejáveis problemas mecânicos em seus veículos.

É por essa, e outras, que mecânicos (os profissionais) figuram no panteão dos personagens imprescindíveis, junto a advogados, médicos e analistas de sistemas (os últimos, principalmente, hoje em dia).

Automóveis já são quase como aparelhos de televisão... Ligamos, usamos, não precisamos tocar em nada e, com as devidas revisões periódicas, funcionarão sem problemas, cumprindo sua função.

Agora, quando resolvem dar problemas, fatalmente é dor de cabeça na certa. Primeiro com a identificação do problema. Depois com a compreensão das inúmeras expressões típicas do meio das oficinas.

É um tal de "cebolinha", virabrequim, biela ou a rebimboca da parafuseta. Uma enorme profusão de termos, uns procedentes, outros fictícios, oriundos dos recantos mais inexplorados da cabeça dos mestres da graxa e ferramentas.

Às vezes, pleiteamos aprender uma pouco mais de mecânica automotiva, para na próxima vez não boiarmos tanto. Um pouquinho de calma e percebemos a inutilidade de um aprofundamento maior. Basta uma noção básica, e um pouco de bom senso, para tentar adivinhar ao que se refere às explicações do técnico entusiasmado.

De qualquer forma, podemos ficar sossegados, pois o problema não atinge apenas pobres mortais. Há duas rodadas do circuito de fórmula 1, a preocupação da equipe Ferrari é com a fatídica biela! Com motores estourados, muita fumaça e preciosos pontos perdidos, a culpa se atribuiu a ela.

Dinheiro certamente não é problema. Mecânicos bem preparados tão pouco. Aliás, mais do que mecânicos, eles contam com uma equipe de engenheiros! De nada adianta, afinal acabam como muitos motoristas em oficinas de esquina. Com o perdão da chula expressão, f. a biela!

Para eles, seria cômico se não fosse trágico. No império dos supermotores ficaram a mercê de uma pecinha, das mais comuns e manjadas na história dos motores. Enquanto isso, Louis Hamilton e McLaren aproveitam para ganhar espaço.

Os italianos precisam acelerar uma solução e garantir a tranqüilidade de seus pilotos, em poder pisar fundo durante as corridas. Quem sabe eles não podiam aspirar um pouco de humildade e pedir umas dicas para o "seô Zé", mecânico ali da esquina.

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