segunda-feira, 12 de maio de 2008

Impasse

Impasses são comuns na falta de fundamentação.

A questão ambiental ainda carece de clareza com relação a suas causas. O aquecimento é fruto da ação humana ou ciclo natural do planeta?

Discutir o assunto pode ter motivações políticas, com as conseqüentes influências, ou razões de sobrevivência, com as devidas preocupações.

Fatores da ação humana já são bastante divulgados. Os preocupados atentam para os cuidados e mudanças de atitude. Uma série de outras proposições são mais desconhecidas e colocam nossas reações em um impasse...

Em entrevista à revista Época, desta semana, Brian Fagan afirma estarmos passando por mais um ciclo do planeta. Há 12 séculos também sofremos com o aquecimento. O cenário àquela época mudou, civilizações se beneficiaram e outras foram prejudicadas. Incas, mongóis, europeus antigos e outros povos tiveram seus destinos alterados pelo evento climático.

Como estamos nos preparando para o advento de fenômeno desta magnitude? Podemos aprender algo com o passado? Quais condições ainda são presentes e influenciarão economia e política?

Certos estudos mostram que a influência do vapor d'água na atmosfera é mais importante do que o gás carbônico, para o efeito estufa. Uma vistosa contribuição de 98% do total da influência. Estaríamos nos concentrando em um dos agentes menos relevantes (CO2), enquanto um mais comum e importante continua agindo, sem nossa intervenção ou controle.

A confirmar essa lógica, outras pesquisas apontam uma influência pequena do fator humano na distribuição de gases da atmosfera, algo como 0,3% do total. O restante é relativo ao vapor d'água (novamente), atividade biológica dos oceanos, vulcões, atividade animal, etc.

Mesmo com relação às emissões de CO2, segundo alguns trabalhos, fontes naturais são responsáveis pela emissão de 150 bilhões de toneladas por ano. A contribuição humana é de apenas 7 bilhões de toneladas por ano. Óbvia desproporção, tal dado por mudar radicalmente a interpretação dos acontecimentos.

Contrapor novas informações, opostas ao consolidado combate a (assim considerada) nociva ação humana, nos coloca outro grande número de questões. Estamos longe de nos envolver em pesquisa, e termos condições de confirmar algo. Dependemos dos especialistas para tanto, mas o assunto toma contornos filosóficos, metodológicos e epistemológicos, longe de nosso alcance cotidiano.

Quais devem ser nossas futuras ações? Qual nosso papel? Temos condições de atuar de alguma maneira? Como será o futuro? Retomada de antigas questões, em novas condições modernas, como passivos espectadores do espetáculo global.

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