segunda-feira, 21 de abril de 2008

Senso

Senso, bom ou ruim, comum ou não, está sempre à nossa volta.

Sábado fomos comer um sanduíche, em um restaurante próximo. Era a terceira visita, apesar das duas anteriores terem tido seu grau de insucesso.

Pedidos trocados, itens confundidos, confusões na cobrança. Foram ocasiões demais para considerarmos fatalidades. Só o misterioso mundo das memórias para justificar nossa recorrência.

Engano cometido, equívocos repetidos. No final, já quase de saída, um salvador! Um garçom, atento como poucos, terminou o atendimento com presteza, foi agradável e simpático, amenizando a situação.

Teve o bom senso de responder com agilidade, mostrando sua aptidão com o público. Exceção de um grupo sem muito treinamento e preparo. Esse sim um verdadeiro acaso. Ofereceu-nos até a cortesia do café... Gratuito!

Fez-me lembrar que, num passado não muito distante, cerca de 10 anos ou pouco mais, cafezinho era cortesia no final da refeição. Um belo dia, começamos a perceber a cobrança do tão agradável cafezinho em nossas contas. Aos poucos nos acostumamos...

Há bem menos tempo, em uma padaria de almoço cotidiano, fomos agraciados com a cobrança de limão e gelo, para uma Coca-Cola. Exatos R$ 0,30 e R$ 0,10, respectivamente. Logo concluímos: indelicadezas de um proprietário mesquinho! O almoço custa muito mais do que alguns centavos.

Para nossa infeliz surpresa, nas últimas duas semanas, fomos cobrados em outros dois estabelecimentos, por gelo e rodelas de limão. A prática se propaga na esperança de aculturação sem protestos. As cobranças surgem sem cerimônias, onde antes não ocorriam.

Prova irrefutável da má preparação administrativa dos empresários brasileiros. Estão distantes de distinguir custos fixos de variáveis, ou saber avaliar sua margem de lucro ou sua taxa de retorno. Saberão pelo menos como está seu fluxo de caixa? Ou estou falando grego?

Com o andar da carruagem, em breve nossas contas incluirão luz, água e o décimo terceiro salário dos funcionários, proporcionais à permanência no estabelecimento, claro! Gentileza, então, só pagando.

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