segunda-feira, 17 de dezembro de 2007

Novo

Vivenciamos cotidianamente a 'crise do novo'. Explico-me...

Em uma conversa descompromissada, ou até mesmo em alguma situação profissional, todo mundo deseja saber as últimas novidades. Mais do que desejar, todo mundo categoricamente afirma saber.

Estar por fora de qualquer assunto é um pecado mortal. Os assuntos todos são tratados na ordem do dia, em grande parte instantaneamente, graças a Internet. Muitos deles são tão importantes que horas depois já nem são lembrados.

É nítida a reação de alguns, em uma roda de amigos, procurando demonstrar conhecimento mesmo não o tendo. Sonhos testemunhas de um verdadeiro culto a novidade. Por que ocorre essa atração, essa necessidade?

Pior quando, em algumas situações, saímos da esfera do 'saber ou não saber' para uma esfera menos polida do 'meu é melhor'. E as conversas vão ocorrendo, como uma grande competição de quem sabe mais, antes e melhor! Um esforço completamente infrutífero...

Percebo a tendência até na audiência deste blog. Se eu ficar uns poucos dias sem postar, o número de acessos diminui significativamente. Quanto mais tempo levar a pausa, mais tempo se leva para os acessos retornarem. Inexistem novidades? Ah, então não me interesso.

Podemos concluir que não mudamos muito desde a adolescência, um pouco imaturos, contenciosos, bastante acelerados por um mundo tecnológico, cheio de lançamentos e ineditismos.

A bem da verdade, em se tratando de imaturidade humana, não há nada de novo.

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