sábado, 1 de dezembro de 2007

Bicentenário

Andrew, o robô do conto "O Homem Bicentário", de Isaac Asimov, é naturalmente humano tanto quanto sua artificialidade permite.

Bem diferente do filme baseado no conto, o texto criado por Asimov traz visões mais profundas da possível evolução dos filhos da nova era.

Essencial é independência da personagem do elemento humano. Independência para agir, para seguir seu destino e evoluir.

Sua humanidade se revela primeiramente no desejo de entender o gênero humano. Curiosidade movida pela intrigar das idiossincrasias de nossas almas conflitantes.

Em sua busca, desenvolve habilidades inimagináveis para uma máquina. Acaso será apenas o acaso? Ou haverá raízes mais profundas em sua genética, oriundas de seu progenitor?

Na busca de sua liberdade, e na eminência do fracasso em alcançá-la, cunhou a pérola de seu pensamento humanóide: "A liberdade não tem preço, patrão. Só a mera possibilidade de obtê-la já vale a pena.".

Ao término, termina sua vida para se equiparar a nós. Abdica de sua possível eternidade em troca de nossa mais completa finitude. A realização de um desejo, o respeito ao sentimento mais nobre, vale mais que a própria vida. Nada mais humano!

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