segunda-feira, 27 de abril de 2009

Morse

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Dias atrás, eu escrevia sobre o crescente hábito do instantâneo entre nós. Nesta segunda-feira é comemorado o aniversário de nascimento de Samuel Morse, mais um dos responsáveis por essa noção.

Suas criações, o código Morse e o telégrafo, encurtaram distâncias, reduziram o tempo e permitiram a comunicação mais instantânea e direta do que antes imaginado.

Intrigante conjunto de traços e pontos, o alfabeto minimalista otimizou o uso das linhas de transmissão e permitiu o contato rápido entre lugares muito distantes.

Fruto do interesse científico do seu criador, ao participar de uma conversa sobre eletroímã, envolveu longa dedicação até a obtenção de um código funcional.

Linguagem multimídia, afinal pode ser transmitida em diversos meios: pulsos elétricos por cabo, ondas mecânicas, sinais visuais ou ondas eletromagnéticas, se mostra prática e útil nas mais diversas situações.

Apesar de ter passado por inúmeras formulações, utilizada em guerras ou aplicações comerciais, sobrevive há mais de 100 anos. Radioamadores e escoteiros ainda aprendem e fazem uso, mantendo viva esse alfabeto pictórico, meio hieróglifo.

Nem é preciso uma pedra da roseta para conseguir traduzir mensagens codificadas. Muito menos a dedicação em aprender e exercitar a tabela. Há diversas versões de site para tradução, onde basta digitar o texto, em um código ou outro, e receber na outra codificação.

Bom lembrar, é claro, que pouco adiantará se você estiver em algum lugar distante de um computador. Perdido em alguma ilha deserta, seu iPhone ou iPod Touch será de pouca valia, afinal qualquer antena estará longe demais para um contato... Convém aprender pelo menos o código para S.O.S..

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