quarta-feira, 1 de outubro de 2008

Ecopedal

Atenção! Os videogames ajudam a indústria.

Depois da geração Coca-cola, talvez as gerações seguintes sofreram a influência dos jogos eletrônicos. Talvez não, certamente. Geração Nintendo?

Geração influenciada, novas tendências lançadas a todos os cantos. O aprendizado na infância carregamos para a vida adulta, principalmente quando adquirido de forma lúdica.

Os controles com tecnologia force feedback já não são novidade. Presenteiam os jogadores com alguns sentidos a mais, além da visão e audição.

Nosso computador central agradece quando temos alguma resposta adicional para conduzir nossas ações e condicionamentos. É muito mais legal perceber a resistência do ar, ou de uma frenagem, em um ambiente virtual.

Sem perceber, em nosso mundo real, bem concreto mesmo, às vezes somos privados de utilizar algum dos nossos sentidos, ou eles são mascarados. Dentro de um veículo em movimento, normalmente perdemos a noção das condições externas, principalmente em automóveis com tecnologia e potência.

A Nissan produziu uma novidade, prevista para estrear em 2009, que mudará bastante a sensação ao volante: o Ecopedal. Similar aos controles com force feedback, este pedal de freio reage de acordo com as condições do movimento do veículo.

Algumas vantagens proporcionadas pelo novo sistema são muito bem-vindas. Em determinadas condições, se o sistema notar acerta anormalidade na condução, poderá emitir vibrações para despertar o motorista desavisado ou distraído.

Em questão de segurança, com a determinação de distâncias seguras, de acordo com a velocidade, ele pode oferecer resistência para impedir o aumento da aceleração. Informação plausível em sensores visuais ou sonoros, mas que parece bastante adequada ao sentido do tato.

Além disso, em tempos de preocupação ambiental e crise econômica global, é possível sua utilização para evitar o desperdício de combustível. Apenas se as variáveis forem favoráveis, mais pressão será aceita para aumentar a velocidade.

Quantas outras utilidades não podem ser encontradas? De que outras formas os controles podem evoluir? Prestemos atenção ao mundo da diversão eletrônica. Mais do que diversão, os frutos dessa geração têm potencial para revolucionar muito mais do que equipamentos...

terça-feira, 30 de setembro de 2008

Vinho

"In vino veritas".

Bebida ancestral, os gregos relacionaram o vinho, aos menos seus efeitos, à desinibição e revelação da verdade. Coitada da bebida.

O consumo em excesso, e o alto "grau etílico" do bebedor, sempre foram os responsáveis. Nem sempre com tanta veracidade...

Descobri os sabores de seu mundo um tanto tarde. Apesar da ascendência lusitana, foi a nova família italiana que me aproximou do suco idílico.

Ícone em tantas culturas, mereceu do povo dos grandes filósofos um deus exclusivo: Dionísio (vulgo Baco), o deus do vinho. Tudo bem que era um deus de muito mais, mas a associação ao néctar supremo da uva é inevitável...

Tintos ou brancos, espumantes ou frisantes, varietais ou seleções, de mesa ou sobremesa, sua diversidade denota a variação de usos e influências, culturas e tecnologias envolvidas em sua produção, durante a história da humanidade.

A arte de sua elaboração nos faz admirar as capacidades de um enólogo. Conseguir conciliar as variações de safra, clima, economia, dentre outros fatores, e produzir algo equilibrado, com qualidade e identidade, é tarefa para poucos.

Com tantos milênios de história, de maior ou menor popularidade e acessibilidade, vivenciamos em nosso país um movimento por sua disseminação. E assim se gerou uma leva de novos atores, os enófilos, presentes nas mais diferentes camadas sociais.

Tão presentes que às vezes se torna maçante tomar apenas uma taça. Tantas análises, tanto discurso acerca de uma garrafa, gestos e trejeitos cerimoniais, beira do exagero da moda vinífera. Acabamos negligenciando o ato mais importante: bebê-lo.

Prefiro a inspiração nos mais velhos. Almoços familiares, o prazer à mesa, a gostosa taça brindada e o calor da reunião. Melhor da melhores combinações: boa comida, boa companhia e bom vinho! Para desencanar, abrirei uma garrafa e tomarei uma taça no jantar. Só para celebrar a vida!

segunda-feira, 29 de setembro de 2008

Cartas

De um jeito, ou de outro, nos escrevemos.

O advento do e-mail transformou nossa comunicação escrita, a agilizou e, de certa maneira, até a banalizou. Descuido maior, menor extensão, vemos a mutação da troca de textos.

Machados de Assis trocava correspondência com sua amada. Em estudos sobre suas bem traçadas linhas, revelações da alma do mestre da literatura.

Lembro, com carinho, do "evento" da chegada de cartas, vindas de Portugal, na casa da minha avó. Momento especial, notícias de além-mar, saudades lembradas.

Ela buscava os óculos, sentava confortavelmente na sala, abria o envelope e lia. Às vezes em voz alta. Noutras em alta emoção. A vida, dos familiares que lá ficaram, a passar em frente a seus olhos, por letras enfileiradas.

Com as novas tecnologias, ficamos com a impressão de sua extinção. O mundo digital já é tão popular, não? Ledo engano...

Ignorando as malas diretas postais, um verdadeiro spam de celulose e tinta, ainda muitas pessoas se utilizam do serviço dos correios para se comunicar. Vale até matar saudades e exercitar a coordenação em escrever a mão!

De qualquer forma, uma coisa não mudou. Para fazê-lo, é preciso saber ler e escrever. Além de ter condições para tanto. Capacidade e acuidade visual, tão cotidianas que nos passam despercebidas em nossa rotina. Só damos falta quando nos falta.

Em São Paulo, no Poupa-Tempo, há um serviço para ajudar as pessoas com dificuldades. O "Escreve Cartas" conta com diversos voluntários, dedicados a atender as pessoas, escutá-las e transcrever suas palavras para o papel.

Bem ao estilo da Dora, do filme "Central do Brasil", se dispõe a serem olhos e mãos de quem não pode, ou não sabe, ler e escrever. No seu caso, não ganham nada além da gratidão e da satisfação de ajudar.

Doação de serviço, de tempo e de vida. Disposição de simplicidade e essencialidade. Corações do tamanho da metrópole que habitam! Mais do que cartas, correspondências inestimáveis a quem necessita, escrevem um chamado a colaboração comunitária.

domingo, 28 de setembro de 2008

Batismo

Batismo, momento de iniciação!

Com suas raízes bem distantes no tempo, marca a transmissão de um legado, uma missão, um compromisso, um presente. Presente da participação em uma vida consciente do amor.

Sendo presente, é proposição, jamais imposição. Pais e padrinhos emitem o convite e cuidam, enquanto possível, para que ele seja lembrado.

Convite feito de vivência, exemplo de vida, modelo. Convite cunhado com a própria alma, com a doação de seu ser e o testemunho concreto no cotidiano.

Pais se comprometem em presentear com mais do que a vida biológica. Encontram mais um pedaço do coração para doar na construção da vida espiritual. Contribuem cada qual com sua parte na formação do novo coraçãozinho.

Padrinhos são mais importantes do que meros substitutos em tempos piores, como na falta dos pais. São modelos de conduta na fé. Inspiração e inspiradores do sopro, do ânimo, na fraternidade e na solidariedade humana.

Esqueçamos o ensino do egoísmo, do individualismo. Isso o mundo se encarregará de ensinar. Mais forte devemos ensinar a partilha e a caridade. A preocupação com o bem comum, em prol de todos. Sem exclusão, sem preconceito, sem distinção!

Primeiro sinal da graça em sua vida cristão, o sacramento nos motiva à celebração! Celebrar a vida e seu exercício pleno. Comemorar a irmandade universal de toda a pessoa humana. Jubilar pelo dom da existência em toda plenitude de sua beleza.

Somos irmãos de todos, batizados ou não. Católicos, espíritas, budistas e muçulmanos, ou seja qual for a denominação, estamos inegavelmente conectados através de nossa humanidade. Batizados, nos diferenciamos apenas pela indiscutível ciência transmitida desta universalidade do amor!

sábado, 27 de setembro de 2008

Empada

Em pequenos detalhes, satisfação do cliente.

A eterna contenda, que mais deveria ser acordo, entre fornecedor e consumidor, poderia ser resolvida de maneira simples, com a devida atenção ao relacionamento.

Já cansei das inúmeras vezes, e não foram poucas, em que ao terminar algumas compras no shopping, decidi tomar um café de "saideira" e não foi uma boa experiência.

Final de dia, para todos... Na praça de alimentação os quiosques de café ainda estão abertos. Um tanto natural, principalmente levando em conta o ritmo da tal saideira, comum a muitas pessoas.

Mesmo com a prorrogação do horário deles, após o fechamento das lojas, invariavelmente me sinto expulso por algum atendente.

Ou a máquina de café está sendo limpa, ou estão organizando o balcão, recolhendo o lixo, ou a realizar qualquer atividade impeditiva para atenção ao cliente...

Falta treinamento ou gerência. Por um lado, se preocupam com sua rotina sem lembrar quem é seu motivador, o freguês. Por outro, quem gerencia deveria instruir, definir horários adequados e dar condições para o trabalho ocorrer sem transtornos.

Certa vez, cheguei a uma loja de roupas 15 minutos antes do fechamento. Entrei "com um pé atrás", receoso de uma má recepção. Não só fui bem atendido e com presteza, como fui comprar um terno e levei sapato, meia, cinta e camisa. Coisa difícil de acontecer. Sempre sou objetivo na hora da compra. Sai completamente satisfeito com a compra e 45 minutos após o fechamento da loja!

Essa semana, na volta para casa, passei rapidamente no shopping. Na saída, avistei um quiosque de empadas e comprei algumas para levar. De recheios variados, foram colocadas em uma excelente embalagem para viagem. Simples, econômica e térmica.

No caminho lembrei que não havia perguntado como distingui-las. As atendentes conhecem bem os grafismos criados com a massa para fazê-lo. Qual não foi minha grata surpresa ao abrir a embalagem e descobrir que havia sido enviada uma legenda!

O papelzinho é a imagem scaneada neste post. Idéia simples, eficiente e que me agradou, pela atenção dispensada no detalhe essencial. Prova de que com pouco, e cuidado com o relacionamento, podemos perpetuar uma relação de consumo. Bem melhor do que apenas encontrar o caroço da azeitona...

sexta-feira, 26 de setembro de 2008

Googleversário

Tá com uma boa idéia? Manda pro Google!

O gigante da Internet completa 10 anos e quem ganha um belo prêmio é você. Isso mesmo, ele também envelhece... Em matéria de tecnologia, já é uma idadezinha avançada.

Festejos acontecerão aos montes. Há, por exemplo, uma página comemorativa com o retrospecto dos fatos neste último período de sua história. Uma linha do tempo bem interessante e recheada.

Mas, falemos de prêmio... Batizado de Project 10100 , a iniciativa pretende eleger 5 grandes idéias, colhidas pelo planeta, através da rede, que mudem o mundo ajudando um número máximo de pessoas, tanto quanto possível.

As inscrições devem ser feitas até 20 de outubro. Eles publicaram 100 idéias selecionadas, para que nós escolhamos 20 semifinalistas. Então, um comitê da empresa elegerá as 5 melhores idéias. Valor do prêmio: US$ 10 milhões para dividir entre os premiados.

É certo que uma bilionária corporação, com caixa acima de US$ 50 bilhões disponíveis, poderia oferecer algo mais generoso. Afinal, são 10 anos de vida! De qualquer forma, se sobrar só um milhãozinho já é um bom começo para dar vida à idéia.

Propõem definir o menor número de regras possível. Os candidatos devem se enquadrar dentro de determinadas categorias, que irão nortear as avaliações. São elas: comunidade, oportunidade, energia, ambiente, saúde, educação, moradia ou outros (para o caso de não se encaixar nas anteriores).

Independentemente da categoria, pelo menos 5 critérios de avaliação estarão em jogo: alcance, profundidade, viabilidade, eficiência e longevidade. Disfarce de brincadeira, mas assunto de seriedade extrema. Ares de empreendimento bem gerido e com padrões de excelência.

Basta por as mãos à obra! E a cabeça também... Pensar em algo inovador, em tempos de tanto desgaste da inovação, é realmente desgastante. Qual idéia merece tamanha distinção? O que distinguirá, em um espectro tão abrangente, os grandes vencedores? Uma parceria desta monta pelo menos é um bom motivo para o esforço... O mundo agradecerá.

quinta-feira, 25 de setembro de 2008

Futebolístico

"Futebol é uma caixinha de surpresas".

Chavão memorável, desconheço brasileiro que nunca o tenha ouvido ou proferido. Também não é para menos, afinal vivemos na terra da pelota...

Depois da espetacular experiência do Museu da Língua Portuguesa, único no gênero em âmbito mundial, seremos agraciados com outra novidade do mundo das memórias e exposições: o Museu do Futebol.

Até aí, nenhuma surpresa... A intimidade tupiniquim com a redonda é mais do que consagrada. Paixão antiga, somos herdeiros primevos do real esporte inglês e fazemos questão de reivindicar nosso reconhecimento.

Surpreende o fato de ser extremamente tecnológico, com poucos objetos, fundado em apresentação de vídeos, fotos e atrações interativas.

O espanto não é pela tecnologia, pois somos um país apto e ávido para tanto. Porém, com tanto história em campo, não devem faltar objetos ligados à memória do esporte em nossos clubes, cidades e confederações.

Sobressaltos à parte, o espaço em pleno Estádio do Pacaembu, mais precisamente sob as arquibancadas, parece fazer jus ao investimento de mais de R$ 35 milhões, com iniciativa do Governo do Estado e da Prefeitura de São Paulo.

Em seus 6.900 m2, 6 horas de vídeo e quase 1.500 fotos, podemos apreciar, e de certa forma vivenciar, boa parte da desenvolvimento do esporte bretão em nossa terra. Há salas para todos os fins e gostos.

Na Sala dos Rádios, narrações que eternizaram gols em nossa memória. Na da Exaltação, num grande vão livre, projeção de fotos de torcidas, com a execução de seus hinos, dos mais variados escretes. Em uma área dedicada a ciência do futebol, se observa o movimento da bola de ângulos inusitados, o funcionamento do corpo de uma atleta ou testa sua precisão em pênaltis.

Outros tantos espaços estarão disponíveis, como uma sala a homenagear 25 craques brasileiros, expondo suas imagens em tamanho real, suspensos no ar, como anjos a zelar pelo espírito esportivo. Diversão para os olhos, ouvidos e alma!

A inauguração está programada para o final do mês de outubro. Aos amigos espectadores televisivos de final de domingo, fãs das disputas no grande gramado, uma excelente alternativa. Seguramente muito melhor do que agüentar as maçantes discussões de programas de "mesa redonda".