quarta-feira, 7 de novembro de 2007

Felicidade

"O que faz você feliz?"

Com esse mote, em recente propaganda comercial na TV, uma rede de supermercados brasileira toca em um ponto nevrálgico da filosofia humana.

Possivelmente a busca da felicidade é uma das mais antigas motivações de nossa espécie. Além de fazer seu merchandising, a empresa nos presenteou com uma bela representação desse sentimento.

Como todos os temas de difícil definição, a felicidade muitas vezes é mais bem compreendida por comparação, ou por associação de coisas a sua volta. Procuramos compreendê-la por sua periferia, por algumas de suas faces permitidas a nós vislumbrar.

O conceito de felicidade está intrinsecamente ligado à idéia de expectativa. Quanto mais esperamos, quanto mais desejamos, mais precisaremos conseguir para nos sentir satisfeitos e, então, felizes. A simplicidade pode nos propiciar um caminho mais natural para obtenção da felicidade.

Muitas pequenas coisas da vida, simples e singelas, são as maiores fontes de alegria. A vida e a natureza são assim, simples e pequenas. Complicados e complicadores somos nós!

Mas afinal, o que faz você feliz?

"A lua, a praia, o mar.
Uma rua, passear.
Um doce, uma dança.
Um beijo ou goiabada com queijo? ..."

terça-feira, 6 de novembro de 2007

Crash

Certos filmes têm o poder de traduzir magistralmente as nossas tragédias do cotidiano.

Pegue uma grande cidade, coloque cidadãos de todas as origens e etnias, some a tudo isso um cotidiano estressante e uma cultura bairrista e violenta.

O resultado é apresentado em Crash - No Limite. Podem esquecer a propaganda com atores e atrizes conhecidos, como Sandra Bullock ou Matt Dillon, todos os personagens tem passagens bem curtas, sendo o mais importante a trama que os envolve e a relação entre eles.

Sabemos que é ficção, mas chegamos a nos perguntar: quão próximos não estaremos da situação descrita no filme? Excluindo-se as coincidências de roteiro, o quanto a nossa sociedade está minada pela intrigas, falta de solidariedade e individualismo?

No filme as histórias de cada um têm suas soluções, boas ou não, e com muita poesia na sua descrição. Em nosso mundo real, conseguiremos dar soluções as nossas situações limites?
Fissuras no tecido social nem sempre são passíveis de conserto. Elas podem desagregar indefinidamente o equilíbrio entre os elementos componentes da sociedade.

Assistir Crash nos faz refletir sobre nossas responsabilidades e as conseqüências de nossas atitudes e omissões. É necessário agir antes de chegarmos ao limite.

segunda-feira, 5 de novembro de 2007

Caneca

Sabe quantos anos leva para um copinho plástico se decompor na natureza? 450 anos!

Assim como os copos plásticos, muitos outros itens do nosso cotidiano têm períodos bem longos para se decomporem. Por serem itens de uso diário os consumimos em grandes quantidades.

Tomo bastante água durante meu dia. Se a cada hora tomo um copo de água, durante meu período de trabalho seriam 8 copos. Terminaria um mês com 160 copos consumidos e um ano com cerca de 1920 copos.

É um montão de lixo para umas cinco gerações!

Não seria melhor utilizar algo descartável e que preservasse a natureza? Foi exatamente o que eu fiz... Como não gostaria de deixar uma herança dessas para meu tataratataratataranetos, resolvi levar uma das minhas canecas para o escritório.

Dessa forma, continuo bebendo minha água e dando uma pequenina contribuição ao meio ambiente. Pequenos cuidados podem fazer muita diferença, principalmente se muitas pessoas os terem.

Que outras pequenas coisas poderemos fazer? Comecemos a fazer uma lista... De preferência sem desperdício de papel. :)

domingo, 4 de novembro de 2007

Santos

Santos são freqüentemente confudidos com pequenos deuses.

Para os incautos desavisados, vou avisando: não o são. Foram pessoas muito humanas, em seu dia-a-dia, com sua limitações e dúvidas, mas com grande certeza na fé.

Nem me refiro a fé no seu sentido mais direto, afinal recentemente foi amplamente divulgada a biografia de Madre Tereza, com declarações suas sobre dúvidas na fé em Deus.

Refiro-me a certeza de fazer a coisa certa, acima dos próprios interesses pessoais e com muito amor.

Hoje, dia de todos os santos, vale a reflexão da santidade, de algo dentro de cada um de nós, reavidado pela representação de tantas pessoas que passaram por esse mundo e deram sua contribuição de amor.

Ousaria fazer a analogia com os celebridades pop da atualidade. Na vida de dedicação ao amor, são os santos os tais pop stars, servindo de modelo de conduta. Quem dera as pessoas tivessem mais celebridades com as características dos santos, para terem em quem espelhar seus desejos e comportamentos.

Uma santidade humanizada, muito próxima de nós, poderá nos trazer mais esperança.

sábado, 3 de novembro de 2007

Aférese

Doar sangue ainda não faz parte do vocabulário de boa parte dos brasileiros.

Apesar das diversas campanhas de divulgação, basta uma visita a Fundação Pró-Sangue, uma dos maiores centros de coleta da América Latina, para constatarmos a existência de muitas cadeiras de doação vazias.

Se já é difícil a doação de sangue, o que não dizer da doação de plaquetas por aférese. Muitos menos divulgada, até mesmo do que a doação de medula, ela é tão necessária quanto as outras.

Quando doamos sangue, as plaquetas são aproveitadas, mas a quantidade é pequena, afinal são apenas 450gr por doação.

O processo de doação por aférese retira apenas as plaquetas do sangue, permitindo a quase total retirada das plaquetas de uma pessoa. O organismo as reporá em apenas 2 dias, sem trazer prejuízo algum para o doador.

Assim como nos outros métodos, todo o material utilizado é descartável, garantindo total segurança. Os pré-requisitos são praticamente os mesmos dos para doação de sangue, mais uma certa pré-disposição anatômica, para facilitar o processo.

Plaquetas doadas são essenciais nos mais diversos tipos de tratamentos de tumores, como auxílio na reposição das perdidas pelo paciente em quimioterapia, por exemplo.

Divulguei em post passado a doação de sangue e agora faço campanha para aqueles que possam contribuir com a doação por aférese. Como a doação, não dói, não custa nada e pode ajudar muitas pessoas.

Propaguemos e fiquemos informados!

sexta-feira, 2 de novembro de 2007

Finados

Homenagear nossos entes queridos que já morreram é uma forma de preservarmos nossas origens.

Aqueles que nos antecederam construiram nossas raízes, nossa história e são parte indissolúvel de nosso ser.

A celebração de um dia dos mortos têm origens na cultura celta. Esse povo, habitante da atual região da Irlanda, realizava uma festa conhecida como Samhain.

Eles acreditavam que, no dia da celebração, o mundo dos mortos e o mundo dos vivos ficavam mais próximos. Era essa aproximação celebrada!

Desde o primeiro século, os cristãos rezavam pelos seus falecidos e visitavam seus túmulos. Após alguns séculos, vários papas instituiram a obrigatoriedade de um dia dedicado a lembrança do mortos.

Manter a lembrança acesa está longe de ser um apego ao passado. Lembrar das pessoas queridas aumenta nossa certeza de sua presença em nossa vida. Nossa vida continua, mas é fortemente fudamentada em seu legado.

Em seu amor deixado para nós está sua eternidade. No dia de finados, celebramos então o amor daqueles que nos precederam, amor lembrado em todos os dias de nossa vida!

quinta-feira, 1 de novembro de 2007

Macarrão

Macarrão é uma unanimidade paulistana.

Eu pelo menos desconheço um único paulistano que não goste do prato. Por sinal, conheço várias que o têm como prato preferido.

Provavelmente seja influência da cultura italiana, tão presente na terra da garoa. É mais uma das deliciosas contribuições vinda do reino da tarantela.

Para mim ainda há a tradição do macarrão às quintas-feiras, herdado da família, além do domingo, dia consagrado a iguaria entre muitas famílias.

Nada como saborear os mais diversos tipos, com as mais variadas versões de molho. Defina quem puder se é melhor o molho ou a massa, ou sua combinação. Vermelhos, brancos, roses, com carnes, com ervas, apimentados, cada um guarda sua personalidade e ocasião.

Por muito tempo fui adepto do macarrão com manteiga, um pecado para muitos discípulos da seita macarrônica. Coisa de criança... Depois da descoberta dos molhos vermelhos, os mais originais para muitos, ficou difícil optar por outra variação.

Há que se lembrar do acompanhamento indispensável: o parmesão ralado! Conheço quem preferisse sem, pois não gosta do queijo, apesar de adorar o macarrão. Ele é um exceção. A escolha fica por conta do freguês: ralado fresco, em lascas ou de saquinho industrializado.

Para completar o êxtase gastronômico, fechamos com um bom vinho, para o qual também não faltam opções e nacionalidades. Dou preferências aos tintos, um casamento perfeito em toda essa cerimônia da mesa. Aprendi com os legítimos descendentes um aperitivo delicioso para antes da refeição: pão italiano molhado no copo de vinho. Divino!

Agora, indispensável mesmo, em qualquer situação, é a companhia de muitas pessoas queridas para saborear tão lauta opção. Muita conversa, alegria e confraternização!

Com tanta abundância, de sabores e aromas, sentimentos e motivos, nossa ítalo-herança é uma verdadeira celebração do prazer à mesa!