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sábado, 29 de novembro de 2008

Zero-G

Estrelas sempre nos fascinaram.

Os céus repletos de luzes, em noites remotas, já deslumbravam seres humanos pelo planeta. Deuses a olhar os pequenos e imperfeitos seres...

Quantos já não sonharam em um dia serem astronautas? Sonha infantil, como de tantas outras profissões. Porém, a idéia de ser um viajante espacial beira a ficção, mexe com nossas fantasias.

Desde as primeiras aventuras humanas fora do planeta, e lá se vão mais de quarenta anos, a possibilidade ficou mais concreta, mesmo que muitas pessoas duvidem da veracidade dos fatos.

Por exemplo, desconfiamos que meu avô faleceu tendo certeza que o homem não chegou na lua. Certeza de pessoas de outros tempos... Talvez de algumas tantas ainda hoje.

Mesmo para quem confia, sabemos das dificuldades da empreitada. O postulante ao cargo deve gozar de excelente saúde, passar por um treinamento árduo e rigoroso e ainda conseguir uma oportunidade rara para uma viagem. Poucos foram os abençoados com essa chance.

Ainda há que encarar os riscos provenientes da imersão em ambiente tão inóspito. Alterações no fluxo de sangue, pois o coração continua imprimindo a mesma força de quando precisava enfrentar a gravidade.

Sm resistência ou peso, os músculos se encolhem, perdemos massa muscular, inclusive do coração. A falta de peso também afeta a coluna vertebral, pois as vértebras de alongam com o alívio. Para finalizar, em condições especiais com aquelas, o sistema imune se reprime e fica suscetível a doenças oportunistas.

Se ainda assim o sonho for maior, a Virgin Galactic pretende providenciar a sua realização. Com aeronaves especiais, disponibilizará vôos de cerca de 2 horas fora da atmosfera. O duro é poder pagar o preço de US$ 200 mil! As inscrições estão abertas e, apesar de programarem o início da operação daqui a 3 anos, já existe fila para embarcar.

Mas há solução para os menos abastados! A Zero Gravity Corporation vende passagem para vôos de simulação de gravidade zero, os mesmos que os astronautas fazem para treinar. Em grandes aviões preparados para tanto, uma viagem cheia de "altos e baixos" propicia a sensação de falta de gravidade.

Nas subidas, a sensação pode ser de quase duas atmosferas, praticamente dobrando o peso da pessoa. Nas descidas, a gravidade é anulada e podemos "flutuar" por cerca de 40 segundos. Preço da diversão: US$ 5 mil.

É um paliativo... Quem disse que as viagens espaciais também não são? Importantes para o desenvolvimento científico e tecnológico, ficam bem aquém de nossos maiores sonhos. Sonhos de superseres, excepcionais por natureza, no mínimo semideuses.

terça-feira, 28 de outubro de 2008

Passeio

Se quiser aproveitar, passeie!

Assim poderia ser definido o mote da turma do Slow Travel. Mais do que devagar, o ato de viajar para aproveitar deve ser calmo, curtido, apreciado. Um legítimo passeio.

Engajado no mais amplo movimento Slow, como o Slow Food, a proposta é dispensar os roteiros frenéticos oferecidos por agências e agentes de viagem pelo mundo afora.

A idéia é vivenciar períodos mais longos e num clima de imersão da cultura local. Conhecer, como diria Ricardo Freire, é bem difícil mesmo para quem nasceu no local, mas visitar pode ser uma experiência mais rica e profunda.

Em muitas viagens perdemos mais tempo em fotografar e videografar os recantos e lugares do que apreciando a paisagem. Por que não procurar saborear mais o panorama, os aromas de diferentes ares, a energia de outra terra?

No mundo do tudo rápido, é mais um movimento lento, sugerindo o contra-senso. Ao menos parece para um grande número de pessoas. Obviamente a opinião variará de acordo com o objetivo de viajar... Para quem e para que viajamos?

Engajamento no movimento pressupõe mais caminhadas. Gastar um pouco a sola do sapato, para o ritmo ser mais favorável à observação. Interesse pelos costumes e hábitos regionais é importante. Para tanto, certa quantidade de pesquisa prévia se torna indispensável.

Há quem acredite também ser mais saudável e ecológico. Acabaremos por usar meios de transporte menos poluentes, como bicicletas e o tradicional Vulcabrás. Como conseqüência, usamos também nosso bem natural, o próprio corpo, e ganhamos mais condicionamento, além de queimar algumas calorias.

Assim acabamos mais contemplativos. Ou começamos... a mudar o ângulo de visão, a postura frente às nossas opções, escolhas, até nos passeios. Daí é só escolher o destino e... viajar! Literal ou figurativamente.

sábado, 28 de junho de 2008

Aquário

São Paulo abriga de tudo um pouco.

Comum em cidades litorâneas, nossa cidade também possui seu aquário. Recebi, de uma amiga, a divulgação de sua existência esta semana.

Inaugurado em julho de 2006, será reinaugurado em 4 de julho deste ano, para se tornar o maior oceanário da América Latina. Reflexo da megalomania de uma mega cidade...

Visitar aquários é um passeio instigante. Aproxima-nos de um mundo bem distante, mas muito próximo. Debaixo d'água estamos num ambiente tão inóspito a nossa existência... Definitivamente não fomos feitos para lá.

Biomas com lógicas e estruturas completamente diferentes da nossa. A começar pelo sistema respiratório... Viver em um meio aquoso é um tanto quanto úmido! :) Tudo bem que talvez remeta um pouco a nossas lembranças uterinas.

Fui diversas vezes, por exemplo, ao aquário de Ubatuba. De pequeno porte, mas com diversidade marinha interessante, tem até um pequeno tubarão em seu maior tanque. Nele é possível conhecer animais, em determinada seção, que podem ser tocados, sob supervisão.

Mesmo sem aura de aquário, outro lugar bacana é o projeto Tamar. Em Ubatuba, ou outra cidade brasileira que conte com sua presença, podemos conhecer parte de seu trabalho e dar um "oi" para animais recolhidos e abrigados. Sempre é bom também contribuir para a manutenção do projeto, em suas lojinhas ou em ações ambientais.

Tradicionalíssimo, e impossível de não mencionar, é também o aquário de Santos. Com mais de 60 anos de idade, é o segundo mais visitado no estado de São Paulo, apenas superado pelo jardim zoológico de São Paulo, uma atração mais terrena. No aquário há tanques oceânicos, amazônicos, de tartarugas e de pingüins, além de um outra tanto de atrações.

Habitantes urbanos acabam assim... Expectadores da vida selvagem através de herméticas vitrines de vida. Paulistanos, devemos gostar, pois lembra um passeio ao shopping. Brincadeiras à parte, vale lembrar que estas instituições são sempre envolvidas na preservação e respeito aos animais. Zelam pelo seu bem-estar e pelo estudo das melhores condições para sua sobrevivência.

Como minha amiga fez questão de frisar, vale a pena divulgar. Então... Lá vai:

Aquário de São Paulo
R. Huete Bacelar, 407
Telefone (11) 2273-5500
De segunda-feira a domingo das 10h às 18h
Ingresso: R$ 20
Idosos têm 50% de desconto e deficientes não pagam.