sábado, 30 de junho de 2007

Visões

Muitas são as visões por nós concebidas do mundo, visões físicas, ao pé da letra, ou então interpretações a respeito de nossas percepções.
Quando menos esperamos, viramos a cabeça, ou abaixamos para um alongamento e vemos a cena em nossa volta de um ângulo totalmente diferente.
Esse novo ângulo pode proporcionar um leitura completamente nova, um panorama inédito. O novo panorama pode nos levar a novas impressões, novas percepções, do local e das pessoas. Repentinamente surgem novas idéias, novas reflexões, um novo olho...
O principal é estarmos acessíveis, 'abertos', às essas novas imagens, essas novas percepções, para não tomá-las como algo corriqueiro, para não deixarmos de perceber essa nova janela para novos horizontes.
Seria interessante todos nós exercitarmos nosso olhar, nossa disponibilidade, para captarmos esses preciosos fragmentos de oportunidades e, quem sabe, numa dessas iluminações encontramos mais soluções para os problemas cotidianos.

sexta-feira, 29 de junho de 2007

Celular

Há certa falta de objetividade a rondar a mente das pessoas. De certa forma parece que a tecnologia aliada ao consumismo contaminaram irremediavelmente as pessoas.
Um dos assuntos da semana é o lançamento do iPhone. Mais um dos de tudo um pouco presentes na mídia.
Eu adoro traquitanas tecnológicas, cheias de novidades e capacidades, mas mais como uma obra de arte, um exercício de possibilidades. Ainda acredito que a função de um telefone é telefonar. Nada mais simples, prático e objetivo.
Se levarmos em conta o custo do aparelho então, US$ 500 a US$ 649, no mercado americano, onde as pessoas não estão dispostas a pagar mais do que US$ 100 em média por um telefone, temos muito a refletir.
A situação fica pior quando se noticia a possibilidade de no Brasil tê-lo por algo em torno de R$ 4.500,00, com uma série de gambiarras para destravá-lo, mais custos de uma operadora internacional.
É bem provável que essa falta de parâmetro seja reflexo de outras tantas faltas, de parâmetros e horizontes, perceptíveis no dia-a-dia de muitas pessoas...

quinta-feira, 28 de junho de 2007

Identidade

A definição da identidade de alguém excede os limites de nossos conceitos cotidianos de identificação. Como podemos garantir que a identidade de um interlocutor é a que ele próprio afirma ter?
Instantaneamente pensamos em documentos de identidade, mas estes não são garantia alguma. Podem ser falsos, ou pior, verdadeiros, mas emitidos à partir de origens falsas.
Nossa identidade somente passa a fazer sentido quando a concebemos associada às relações pessoais que possuímos. Fulano é filho de ciclano, estudou com beltrano, etc.
Essas relações constroem nossa imagem identificadora e nossa história, quem somos...
Mesmo em comunidades virtuais, na Internet, as melhores formas de identificação são baseadas na identidade comunitária, no 'networking', seja pela relação formada com o site de comércio eletrônico, seja pelo contato real precendente ao convite no Orkut, como já precognizava Ester Dyson nos anos 90.
Apesar de toda evolução tecnológica, ainda dependemos de nossas relações, como no passado mais remoto. Ainda bem, afinal um dos maiores diferenciais humanos é sua complexa estrutura social.

quarta-feira, 27 de junho de 2007

Jogos

Já faz tempo que os jogos eletrônicos, ou videogames, se preferir, deixaram de ser simplesmente um brinquedo, principalmente para a indústria produtora. Haja vista a própria denominação de indústria...
Muitos dos jogos garantem faturamentos maiores do que muitas outras áreas do entretenimento. Alguns são usados em atividades profissionais, como os simuladores. Sua tecnologia é fomento para desenvolvimento em muitas outras áreas.
Esse fenômeno cultural gerou ao menos duas novas atividades relacionadas, sem precedentes.
A primeira são os esportistas profissionais do videogame. Equipes formadas e patrocinadas por empresas de hardware, com rotinas de treinamento diário e campeonatos premiadíssimos mundo afora. Há muitos brasileiros se saindo muito bem nessa área.
A segunda são as bandas com repertório baseado em temas de músicas de videogame, o chamado gamerock. Já existem muitas bandas desse novo gênero e uma brasileira, a Megadriver, já é uma recordista em número de downloads, superando muitas das mais tradicionais bandas existentes no cenário.
Será essa tendência é mostra de estarmos nos tornando mais lúdicos? Ou nossa sociedade está mais infantil? Ou observamos uma grande fuga, em massa, de parte da sociedade para um mundo virtual?

terça-feira, 26 de junho de 2007

Terceiro Setor

A atuação de ONGs tem sido fundamental em diversas áreas da sociedade e se tornado de grande influência rotineiramente. Sua importância é tal que mereceu a designação de 'Terceiro Setor'.
Sua abrangência tem chegado a limites distantes. Ontem, em um reportagem na TV, foi apresentado um organização não-governamental responsável pela construção, manutenção e administração de uma creche, praticamente uma escola de educação infantil, almejando o atendimento de até 350 crianças.
Esta nova obra é o único recurso para a população carente da região e até mesmo para os não tão carentes.
Por ser a educação e cuidado infantil um direito de todo pequeno cidadão, não seria dever do estado cuidar deles prioritariamente? Estamos chegando ao ponto de delegar para uma instituição o atendimento negligenciado por nossos representantes?
Pode até ser cômodo ao governante deixar rolar e se isentar da responsabilidade, afinal a população atendida, seja por quem for, estará satisfeita.
Porém, se chegarmos ao dia onde todas as necessidades da população forem atendidas pela própria sociedade mobilizada, qual será a função do estado? Quem será mais legítimo? Afinal, quem é o estado?

segunda-feira, 25 de junho de 2007

Economia

Todos sabemos o quanto difícil é poupar no dia-a-dia. Priorizamos nossas necessidades e desejos, contemos alguns deles e tentamos antecipar o esforço em guardar ao prazer em gastar.
Se recebemos um extra, procuramos reservá-lo, para um eventualidade, até mesmo usando uma pequena parte para uma extravagânciazinha, muito contida diga-se de passagem.
Em suma, devemos saber o quanto recebemos e o quanto precisamos para nossa manutenção familiar mensal.
Enquanto isso, nas altas esferas do governo, segundo a revista Época (ed. 475), com a criação de novos cargos e um aumento salarial, haverá um aumento de despesas equivalente à soma de investimos de sete ministérios em 2006 (Minas e Energia, Previdência, Trabalho, Cultura, Meio Ambiente, Combate à Fome e Agricultura), tudo apoiado e mascarado pela boa maré da arrecadação batendo recordes.
Porque somente há responsabilidade de gastos em nossas pequena vida particular?
Talvez por ser mais difícil? Ao acaso por ser um valor menor? O universo de variáveis mais controlável? Ou pela percepção de que é mais NOSSO (não esqueçamos o fato de o dinheiro público ser nosso também)?

domingo, 24 de junho de 2007

Filhos

Os pais esperam o desenvolvimento homogêneo de seus filhos, afinal proporcionam educação similar a todos eles, em princípio.
Provêem a mesma educação baseados na igualdade do amor a seus mais queridos entes, frutos de sua maior doação.
No entanto, é evidente a diferença entre os resultados, talvez influenciados pela vida ou por sua personalidade. Os filhos nunca saem iguais.
Em muitos casos as diferenças são gritantes. Enquanto alguns dos filhos acolhem por toda vida seus pais, seus irmãos não se importam nem um pouco.
Há casos de irmãos disputando bens, em uma relação de alguns a desejar muito e outros não tão preocupados com a disputa. Não há critério de faixa etária, quero dizer de relação, cultura ou classe econômica. Acontece em todo canto.
Não vejo muito como determinar uma relação de causa e conseqüência, as variáveis aparentam ser muitas. Aos pais só resta lembrar a sabedoria popular: 'Os filhos são flechas na mão do valente'.
E ainda há pessoas com preconceitos relativos a adoção de filhos...