terça-feira, 7 de agosto de 2007

Cura

Com uma profusão tão grande de remédios, e novos diagnósticos nos últimos tempos, fica difícil saber qual cura estamos a buscar.

No passado, povos antigos não tinham muitos recursos, além de um grande conhecimento de remédios naturais e muita fé.

Hoje temos drogas para quase tudo e até uma série de novas doenças à escolha, causando mais neurose e confusão. Para piorar, o uso indevido de algumas classes de medicamentos estão minando seu potencial de atuação, como no caso dos antibióticos.

Há muito dinheiro envolvido e já se foi o tempo onde a busca por novas curas vinha de algum sentimento mais altruísta. Não são novidade as notícias relativas ao desinteresse de laboratórios internacionais pesquisarem drogas para doenças de países pobres, sem garantia de retorno interessante.

Claramente muitos também não estão preocupados em manter a boa saúde e recorrem, após a doença se instalar, ao muitas vezes paliativo: o remédio.

Haverá remédio?

segunda-feira, 6 de agosto de 2007

Anúncios

O segredo do sucesso do Google já não é mais segredo para ninguém. Baseado na venda de anúncios em seus sites, a empresa fatura com a apresentação dos mesmos e promove sua audiência através de parcerias (também beneficiadas com comissões) e bons produtos.

Uma das grandes vantagens do sistema do Google é a aposta na economia de escala. As cobranças por propaganda e as comissões são feitas em pequenos valores, bem reduzidos mesmo, na escala de centavos, mas propagados no grande volume de acesso existente em sua rede.

A tendência se confirma agora com grande sucesso, apesar dos mais de 9 anos de existência, pela a adoção por parte da Microsoft de um sistema similar, dentro de sua área de atuação.

Conhecida por adotar e 'aprimorar' fórmulas de sucesso, a ilustre filha de Redmond, a rainha Microsoft irá distribuir seus softwares 'gratuitamente', em troca da apresentação de anúncios nos mesmos. No complicado e apertado mercado de softwares, a adoção por um gigante de práticas até antigas, afinal o adware já existia, sinaliza a chegada de novos tempos.

Esse modelo sustentado por anúncios há muito também já adotado na TV aberta brasileira. Depender de anúncios implica em fazer a audiência vê-los. Essa necessidade faz o produto ser moldado a audiência. As conseqüências finais já conhecemos...

domingo, 5 de agosto de 2007

Diversidade

A diversidade nos torna humanos e belos.

Somos tão únicos, tão particulares em nossa existência... Através de nossa singularidade ecoamos a natureza, mostramos o quão nós somos sua parte.

Na infinitude de possibilidades está a beleza. Podemos apreciar todas as nuances e imaginar inúmeras combinações. São tantos tons, tantos tamanhos, tantos formatos.

Muitas vezes buscamos padrões, ou os criamos, inventamos para saciar nossa sede de aceitação. Quanto mais nos tentamos enquadrar, mais longe estaremos da natureza.

A cada mudança de olhar um novo horizonte se descortina. São tantas línguas, tantas culturas, tantas histórias... A descoberta de novos horizontes nos enriquece, nos dá novas habilidades, nos diversifica.
Acabamos por fim, sempre e cada vez mais, diversos... Viva nossa humana diversidade!

sábado, 4 de agosto de 2007

Perfeccionismo

Em muitos momentos tendo a buscar perfeição no desenvolvimento ou execução de trabalhos. Nem sempre é possível, ou prático, talvez não o seja nunca, pois pode até mesmo não existir.

Hoje observei um gari varrendo a calçada próxima a um parque. Não haveria para mim nada mais desafiador, para me fazer compreender um pouco mais como objetivar a perfeição é, em quase todas as situações, tolice.

Primeiro, ao varrer uma rua, em plena cidade de São Paulo, é praticamente impossível recolher completamente as pequenas sujeiras existentes. Além disso, após terminar um pequeno pedaço, certamente no começo do seguinte, o anterior poderá já estar sendo sujo por alguém.

De certa forma, no dia seguinte, sem dúvida alguma, todo o trabalho estará lá novamente por fazer. Qual remédio ? As condições são e o trabalho tem que ser feito.

Por estar próxima ao parque, a rua não recebe apenas a sujeira das pessoas, mas também as folhas caídas das árvores, um pouco de terra levada pelo vento, ou seja, nem podemos culpar a boa vontade das pessoas em preservar o local limpo.

Não devemos esquecer a perfeição, mas não nos frustremos se não a atingirmos. Somos assim mesmo, aliás a natureza é assim: essa história de perfeição é fruto da capacidade de abstração humana. Ao realizar nossos projetos devemos definir objetivos. Que estes objetivos sejam sempre os mais altos!

sexta-feira, 3 de agosto de 2007

Superficialidade

Uma hora chegaria: o momento da mea culpa! :)

Fiquemos atentos a superficialidade reinante em nosso meio, em muitas questões tratadas por nós, principalmente no entendimento e emissão de opiniões, sobre os mais diversos assuntos.

Acabamos por disseminar um verdadeiro mal quando nos posicionamos sobre o que não dominamos, sem fundamento, sem critério.

Mencionei a mea culpa, pois nada mais sucinto e superficial do que a postagem blogueira, principalmente a diária, mas vejo esse como o local adequado para isso, mesmo porque isto não é sinal de falta de compromisso, afinal podemos ser cuidadosos e atentar aos nossos limites.

É importante frisar essa característica do blog. É legítima nesse reino de tantos autores, das mais diversas formações e origens, em um meio feito para ser breve. Independentemente dessas questões, não confundamos brevidade com leviandade.

Não podemos é admitir a superficialidade, com os componentes de falta de cuidado, nas fontes de informação formal, ciosas da propriedade e direito a informação. Mesmo com relação a elas vale a consciência de sua falibilidade!

Sendo impossível a determinação de uma regra, ou o estabelecimento de uma obrigatoriedade de responsabilidade, a avaliação criteriosa da informação é responsabilidade de todos os leitores, seja qual for o meio.

quinta-feira, 2 de agosto de 2007

Orkut

Há algum tempo vários perfis têm sumido do Orkut, na realidade, têm sido cancelados pelos usuários. Será uma fuga da fuga virtual? :)

Já ouvi os mais diversos motivos para a saída: o ciúme do companheiro(a), a investigação feita por empresas em períodos de contratação, o enjôo depois de algum tempo, dentre outros. É só escolher...

Acostumamos a manter nesta gaveta virtual nossa coleção de amigos, novos ou resgatados do passado, até mesmo os cotidianos, afinal é bem simples encontrarmos e adicionarmos as pessoas. Além disso, a ferramenta já está presente há tempo suficiente para sermos familiares e nos dar tempo de realizarmos muitas pesquisas.

Em alguns sumiços ocorridos, me lembrei ser aquele o único contato ainda mantido. Isso me fez perceber a carência na manutenção da relação e questionar o sentido da 'coleção'.

Observo muitas pessoas usando intensamente o site, mas esse não é o meu caso e de outros tantas pessoas conhecidas minhas. Terei encontrado mais um motivo para os sumiços?

quarta-feira, 1 de agosto de 2007

Por favor

Talvez pareça brincadeira de criança, mas queria começar o movimento pelo por favor e obrigado.

Já faz algum tempo, noto o quanto as pessoas esqueceram de usar as famosas 'palavrinhas mágicas' no trato diário com os outros, principalmente quando acreditam na 'obrigação' da outra parte.

Muitos mais do que gentileza, fazer uso desse tratamento reconhece a gratidão por algum serviço prestado por outra pessoa, mesmo sendo dever da outra fazê-lo.

O esquecimento da gratidão termina na invisibilidade social, fenônemo no qual as pessoas responsáveis pelas atividades mais essenciais do cotidiano de uma cidade são objetadas, passam apenas a fazer parte do cenário e não são mais nem notadas. Inclui-se nesse caso os garis, guardas de trânsito, seguranças de empresas, porteiros. Pensando bem, muito mais do que incluídos estão estes, em verdade, excluídos...

A utilização destas palavras é questão de exercício, não aquele mecânico de proferir palavras, mas o humano da sensibilização.