Mostrando postagens com marcador Armazenamento. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Armazenamento. Mostrar todas as postagens

quinta-feira, 28 de agosto de 2008

Armazenamento

Quanto conseguiremos guardar?

A espécie humana carrega o vírus do colecionar. Adoramos ajuntar coisas durante a vida, mesmo que apenas para ficarem esquecidas, em algum canto.

Assim fazíamos com o álbum de fotos, e todas as inúmeras exemplares soltas, negadas ao direito de brilhar em meio a uma exposição bem organizada.

Livros, roupas, CDs, utensílios domésticos, enfeites... Basta parar e relembrar quantos itens vagam em nossos lares, agregados a tutela zelosa de todos nós.

Um bom momento para perceber quanto ajuntamos é em época de mudança de residência. Se aproveitarmos a oportunidade, conseguimos uma boa seleção e descarte devido do excedente. Senão, encaramos a dificuldade de onde colocar tudo aquilo...

O mundo digital trouxe um pouco mais de complicação para nossa mania. Com a crescente capacidade de armazenamento, e a comum falta de organização e habilidade computacional, os dispositivos de armazenamento vêm se transformando em legítimos depósitos de bits.

Há algumas semanas, meu supervisor precisou backupear três computadores, de ex-colaboradores da empresa. Depois de alguma seleção, redução de itens dispensáveis, conseguiu colocar todo o conteúdo dentro da sua máquina. Notem que as quatro máquinas têm capacidade de armazenamento semelhante, cerca de 80 Gb.

Claramente as máquinas tinham um considerável espaço ocioso e ainda assim continham muitos arquivos, na grande maioria esquecidos. Motivada pelo nosso ímpeto de guardar, a indústria constantemente oferece continuamente mais espaço, a preços extremamente acessíveis.

Alguns culpam as interfaces de acesso pelo esquecimento. Uma vez nas entranhas do computador, um arquivo não é facilmente localizado, como uma folha de papel sobre a mesa. O sucesso da recuperação da informação depende organização, padrões e memória (do usuário).

Como não fosse suficiente, preocupados, ainda depois fazemos backups. Um, dois, três... Quem manda é o tamanho da neurose. Ficamos então com redundâncias, além do desperdício de espaço. E dá-lhe adquirir pendrives, DVDs, discos rígidos, unidades de fita!

Para as empresas, além da segurança, ficam os encargos do gerenciamento. Multiplique os dispositivos por centenas, conecte-os através de redes e surgem necessidades de ferramentas específicas para tornar o trabalho possível.

Imaginem que interessante seria se utilizássemos algum software para gerenciar o espaço disponível, de todo equipamento pelo mundo, com a otimização redundâncias, em uma grande nuvem de armazenamento. Certamente não precisaríamos aumentar a capacidade de nenhum item por alguns anos!

Fotos, músicas, documentos, vídeos, redundantes e espalhados se proliferam aos milhares neste momento. Até quando e quanto conseguiremos armazenar, antes de sermos engolidos e subjugados neste infindável oceano binário?

terça-feira, 27 de maio de 2008

Capacidade

Capacidade digital aumenta continuamente. Qual capacidade?

Há alguns anos, nossas mídias móveis digitais armazenavam pouco mais de alguns milhares de bytes. Cenozóicos tempos dos disquetes.

Em um mundo repleto de iPods, e similares, as crianças em breve conhecerão aquela pecinha de plástico e elementos magnéticos apenas em aulas de história. História do mundo digital.

Com as dimensões atuais de memória, nossas carteiras digitais de mídia comportam confortavelmente toda a biblioteca musical de qualquer pobre mortal.

Se a evolução for mantida, a capacidade de armazenamento possibilitará, em pouco tempo, armazenarmos toda a história da música em um único gadget pessoal!

Ambição por ambição, desejemos as maiores... Quem sabe em menos de uma década, toda a história do vídeo não caberá em um destes ambicionados aparelhinhos.

Quando nosso afã por colecionar atingir estes limites, o que mais nos restará? Almejaremos mais alguma coisa? Ou será que nos desinteressaremos por coletar?

Comprar uma série de TV, em um box completo, se tornou corriqueiro. Poderemos ter todas as temporadas em uma única transição de comércio digital, mesmo que retirado em um meio físico. De repente, o meio será apenas meio, nem produto mais será.

A indústria de mídia, já em maus lençóis, como reagirá? De onde sairá seu sustento? Será grande o esforço para se tornar capaz de prover tamanha demanda. Arriscaria pensar em iPods como itens de direito para qualquer cidadão.

Se música e vídeo seguem esse caminho, por que seria diferente com livros. Que fim levarão bibliotecas e bibliotecárias? Carregaremos vastos volumes de dados em nossos bolsos, catalogados e facilmente acessíveis. Alguém terá necessidade disto?

Em meio a esse oceano de informação, com possíveis pequenas contribuições de arquivos pessoais, como poderemos nos localizar? A deriva num mar de bits, estaremos carentes de organização, método ou capacidade de compreensão.

Novos mundos. Novos volumes. Futuras capacidades viram à tona. Teremos que nos recriar?

segunda-feira, 24 de março de 2008

Dropbox

Espaço nunca é demais!

Desde o surgimento dos primeiros serviços de armazenamento on-line, adotei várias destas alternativas, principalmente para utilização como backup de meus arquivos.

Nos primórdios, foram campeões o Disco Virtual, do UOL, e o Porta-Arquivos, do Yahoo. O primeiro restrito a assinantes, o segundo aberto a inscrições gratuitas, têm uma interface rústica, em tempos de Web 2.0, mas cumprem bem sua função primária: armazenar arquivos.

Novas formas de armazenamento surgiram. Dedicadas a arquivos específicos, em verdade são ferramentas típicas da nova web, mas passíveis de classificação com espaços de armazenamento especiais. Temos, por exemplo, o Picasa e o Docs, do Google, assim como o Flickr, do Yahoo.

Recentemente, a Microsoft disponibilizou o SkyDrive, dentro da sua iniciativa Live.com, procurando oferecer solução uma ambiente de trabalho on-line. É exclusivamente armazenamento, com recursos mais modernos de interface.

Todas as soluções oferecem muitas vantagens, concorrem pelo aumento de espaço disponibilizado, mas são extremamente dependentes da conexão, são completamente on-line. A ubiqüidade dos serviços da Internet não possuía paralelo no universo dos dados.

Em fase beta, como manda a nova etiqueta dos lançamentos, o Dropbox vem preencher essa lacuna. Gratuito e muito completo, oferece alternativa moderna, flexível, compartilhável e segura.

Possui interfaces locais e web. Permite o sincronismo de arquivos onde quer que estejamos. Classificação por tipos distintos, com respectiva possibilidade de edição. Lixeira própria. Histórico de eventos e alterações, com controle de datas e usuários. Todo arquivo armazenado pode ser compartilhado de forma controlada.

Algumas facilidades oferecidas são pensadas para as necessidades atuais. Os arquivos podem ser disponibilizados em blogs, e-mails e sites. Um álbum de fotos é simplesmente arrastado e publicado.

Armazenamento facilitado e farto vem de encontro a tendências wireless, assim com storageless, como os novos MacBooks, claramente despreocupados com grandes espaços de disco. Em espaços vastos e tão diluídos será fácil perder um arquivo. É melhor deixar de jogar as coisas de qualquer forma...