Mostrando postagens com marcador Segurança. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Segurança. Mostrar todas as postagens

segunda-feira, 25 de agosto de 2008

OpenID

Pagamos pela nossa preguiça...

Tudo bem que ela não é exclusividade humana. Também devemos admitir ser muito bom um momento dela. Porém, é desaconselhável comprometer outros aspectos da vida em sua troca.

O que há de comum entre Yahoo!, Google, Windows Live, CNN, Wikispaces, dentre outros? Deixando de lado estratégias conquistadoras dos mercados virtuais, todos aderiram ao OpenID.

Sistema de identificação, provido por uma rede distribuída na qual a identidade dos usuários corresponde a uma URL ou XRI. Qualquer servidor, a executar o protocolo, pode verificá-la.

A idéia é facilitar a vida das pessoas, com tantos serviços e senhas para lembrar. Com o serviço, precisaremos recordar, ou guardar, apenas uma informação de identidade.

Já conheço essa história de facilidade... Somos capazes de lembrar muitos números de telefone, datas comemorativas ou endereços mais complexos do que uma senha. Bastou ser uma senha, ou melhor, algumas, para começar a "chiadeira". Quem trabalha com sistemas sabe o quanto é comum um gerente delegar a posse de sua senha para uma secretária ou subordinado...

Depois, quando o desastre acontece, não há reclamação que baste. Haja vista o ocorrido nos últimos tempos com os tokens, distribuídos por grande parte dos bancos. O ambiente hostil do serviço bancário na Internet obrigou a maioria das instituições a adotar medidas rígidas de segurança, mas os clientes acham isso "incômodo".

Com o OpenID se cria mais um problema para os administradores de segurança. Basta descobrir uma única identidade para se ter acesso às informações, em todos os serviços que o usuário possui. A robustez do serviço está garantida agora, mas quanto tempo levará para se encontrar pequenas brechas? Aliás, nem precisamos disso... Quantos usuários sabe tratar adequadamente suas assinaturas digitais, quando as possuem?

Problema posto, momento de lembrar dos tempos de teoria da escola. Segurança em TI não é apenas identidade. Edifício fundando em três pilares são necessários identidade, autenticidade e integridade! Por esse motivo o sistema foi batizado de ID e os próprios autores desaconselham seu uso em comércio eletrônico e sistemas bancários.

Sempre é bom lembrar velhos conceitos... Neurose, ou não, os cuidados na terra digital sempre são imprescindíveis. Tenham certeza, mais do que o trabalho de atentar aos requisitos de segurança, reparar os estragos causados dará muito mais preguiiiiiiiiça.

terça-feira, 29 de abril de 2008

Seguro

Terá o seguro morrido de velho?

No âmbito da segurança de software ele vem se tornando objeto folclórico. A guerra entre usuários e atacantes, dos mais variados, ganhou ritmos e contornos insensatos.

Sempre foi preocupação constante, para os avisados, manter atualizações de sistema e antivírus em dia. Garantia de menores dores de cabeça, bastava a disciplina rígida e a escolha de bons fornecedores.

Os antivírus estão no fim de sua existência. Opinião da empresa Panda, importante fornecedor de soluções de segurança, demonstra o sentimento de inutilidade das abordagens tradicionais.

A quantidade de falhas em sistemas, novos ou não, daria conteúdo suficiente para uma publicação exclusiva. Enquanto falhas deveriam ser exceção, parecemos viver tempos de regra.

Por um lado, o ritmo imposto à produção de softwares, independentemente do cuidado dedicado ao processo, produz uma inevitável quantidade de problemas. De outro, o imenso número de usuários e a ampliação do acesso digital, contribui com o aumento da atenção.

Talvez os problemas existissem, anteriormente, mas nem os percebíamos. Percepção aumentada, ou não, a sensação de insegurança é maior. Com a ubiqüidade da tecnologia da informação, considerável parte de nossa vida está em risco!

Em mares incertos, qual a melhor conduta? Alguns especialistas recomendam neurose total. Desconfiar de tudo e de todos. Seguir essa recomendação acarreta em conclusão jocosa: o único computador total seguro é o desligado. Isso se não o roubarem... :)

Adoradores de teorias de conspiração acreditam serem os riscos produzidos pelos fornecedores de proteção. Gerar a necessidade para oferecer a solução. Será preciso tanto esforço em um universo de tantas mentes criativas e destrutivas?

Atenção, mais uma vez, é a melhor saída. Onde estamos, o que usamos, como transmitimos... É inútil arrancar os cabelos. Até no universo de zeros e uns, com tanta exatidão e certeza, em parte ainda, o futuro a Deus pertence.