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domingo, 16 de novembro de 2008

Graça

Somos todos cheios de graça.

Graciosos ou engraçados, tanto faz, pois me refiro a possuirmos dons, capacidades, concedidas a cada um de nós pela vida.

Nem sempre as reconhecemos, por vezes nos menosprezamos, nos sentindo incapazes de realizar qualquer coisa que seja. Um problema de auto-estima.

A Teoria das Inteligências Múltiplas procura responder o anseio por encontrar qual a especialidade, a habilidade, de cada pessoa, sem exceção.

Divididas em 7 inteligências, percebemos que o senso-comum da inteligência se concentra em apenas uma, mais adequada aos mecanismos sociais da vida moderna.

Recebemos da natureza aparato similar, com mais ou menos destaque em alguma qualidade. Seja como for, dificilmente alguém é 10 vezes mais capaz do que outra pessoa.

Deuses servem apenas para panteões! Idealizações para inspiração, desafio ou exemplo. Intimidados por modelos superlativos nos obliteramos, injustamente. Temor pela aceitação, mecanismo primal, nos condenando ao ostracismo.

Conscientes, ou ao menos avisados, de nossas potencialidades, nos sentimos responsáveis em lhes fazer jus. Independentemente de com quanto fomos agraciados, podemos produzir bons frutos com seu exercício. Universalmente, estamos aptos a contribuir com nossa participação.

Omissão é caminho destinado ao insucesso... De nada adianta guardar para si seus talentos, enterrá-los em algum lugar improdutivo. Cumprindo sua função, eles se multiplicarão. Escondidos, estagnados, terminarão motivo de cobrança da própria doadora...

quarta-feira, 14 de maio de 2008

Dons

Recebemos dons permanentemente, todos os dias!

Nem sempre as pessoas os reconhecem, pois consideram apenas os grandes destaques. Os dons da vida estão presentes em pequenos detalhes cotidianos.

O Dalai Lama, em seu livro "A Arte da Felicidade", expressa os extremos da gratidão quando nos conta agradecer mesmo se for assaltado. O criminoso lhe possibilitou exercitar o seu perdão.

É conhecida a tendência humana de frisar o negativo. Mil grandes realizações sempre serão ofuscadas por um único acontecimento medíocre. Pressão constante por ignorar o conjunto...

Espanta mais quando as pessoas se referem negativamente às crianças. Em tempos pré-natais, é curioso o número de pessoas insistentes em tentar nos assustar com as futuras agruras na criação de filhos.

Piadinhas, num tom de "rito de passagem", surgem de todos os lados, em diversos círculos de convívio. De colegas de trabalho e amigos, soa um tanto como molecagem adolescente. De familiares mais velhos, parece desafio ou cobrança. "Você verá como é bom uma noite em claro...". "É tão gostoso aquele choro fininho...".

Quem desconhece o fato do peso da responsabilidade pela criação da amada prole? Só os mais inocentes ignoram os percalços do cuidado com os pequenos, indefesos e incapazes nas mais básicas rotinas diárias.

Higiene, alimentação, saúde nos competem, pais adultos. Sua única forma de expressão, nos momentos ruins, é o choro, a delicada lágrima clamando por atenção. Alguém será capaz de lhe negar o devido socorro?

Esquecem-se tais pessoas dos inúmeros dias de sorrisos, expressos em seu singelo balbucio, do amor incondicional a nós dispensado? Os olhos das lágrimas, agora olhos de luz, irradiam a energia vital, alimento da alma, reconhecimento de nosso amor.

Sentirão saudades dos pequenos bracinhos, a buscar um abraço, terno e caloroso. Gratuito. Gratuidade dada como dom. O dom da vida! O pequeno dom, crescente, envolvente, transformador da existência de qualquer pai e mãe.

Reconhecer os pequenos e verdadeiros dons é pedra fundamental no caminho da felicidade! Agradeço, diariamente, esses e outros tantos pequenos dons confiados a mim. Procurarei sempre fazer jus a eles.