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quinta-feira, 15 de janeiro de 2009

Compras

Comprar on-line me assusta um pouco...

Indiscutível a praticidade oferecida pela compra através de meios eletrônicos. Já perdi noção de há quanto tempo faço uso destes mecanismos.

Do conforto de sua casa, em poucos minutos, desde que haja disponibilidade financeira e de estoque, você consegue encomendar praticamente qualquer item, de qualquer lugar do mundo, a qualquer hora.

Sem falar da utilidade dos serviços de comparação de preços. Em poucos cliques, pesquisa pronta. Tudo bem que ficamos restritos há fornecedores cadastrados, mas quem não deseja boas referências?

Às vezes, vale até a pena pesquisar on-line, conhecer ao vivo e voltar para comprar na Internet. Porém já estão providenciando formas de aprimorar o contato com o produto, através de imagens 3D, opiniões de clientes, comparativos técnicos e simuladores virtuais.

Os prazos de entrega se encurtam constantemente. Se bem que, para que prazos mais curtos? Por exemplo, a Livraria Cultura oferece para parte de seu catálogo a entrega no mesmo dia, até às 21:00h, desde que o pedido seja feito até às 15:00h!

Compra feita, ansiedade formada. Pelo recebimento. Os sistemas de rastreamento de remessa minimizam os efeitos. Nos Correios visualizamos a trajetória de uma encomenda, posto a posto, por cada cidade que ela passar. Dependendo das distâncias, conhecemos os caminhos mais inusitados pelo país.

Quem mora em condomínios tem a facilidade de uma portaria 24 horas. Ao chegarmos em casa, lá está o porteiro com o item esperado. Dependendo do volume remetido e frequência de compras, a pessoa deve ficar imaginando o morador sentado no computador e não fazendo outra coisa, além de digitar constantemente o número de seu cartão.

Até abrir as encomendas gera um certo deleite. Na maioria dos casos, intricadas embalagens, preparadas para o bom acondicionamento e proteção. Tem relação até com o sentimento de posse, de conquista... Consumismo.

Reside aí o temor! Como as melhores teorias da conspiração, todo o engenho parece moldado a nos induzir ao consumo e nos consumir... Se as formas tradicionais já eram o terror dos consumistas compulsivos, imaginem com tantos atrativos tecnológicos e firulas.

Fácil, fácil, se bobearmos, estamos perdidos em meio a virtualidade. Sem o contato concreto, com dinheiro virtual e coisa que tais, há um esforço maior em manter a percepção, o senso, o equilíbrio. Sem demonizar aquilo que pode trazer bons frutos, estamos desafiados a nos manter conscientes. O susto inicial pode evitar consequências aterrorizantes.

quarta-feira, 19 de novembro de 2008

Distribuição

Água mole em pedra dura, tanto bate até que fura.

Artistas do passado sobreviviam por se apresentar, por expor sua arte. Isso quando conseguiam sobreviver. Boa parte acabava na miséria mesmo...

Alguns afortunados conseguiam o patrocínio de um mecenas, que lhes garantia o sustento. Mecenas se interessavam pela elevação da arte, do próprio conhecimento humano. Possuíam claramente condições financeiras para desempenhar o papel.

Capitalismo, modernidade e vieram os produtores ou agentes, a indústria do entertrenimento. E ficou mais difícil o acesso aos artistas, o interesse econômico em torno de sua atividade cresceu.

As tecnologias trouxeram o acesso mundial abrangente, a Internet conectou as pessoas e filmes, músicas, obras em geral se espalharam pelo mundo digital.

Uma guerra vem sendo travada, na tentativa de conter a distribuição irrestrita de conteúdo artístico. Desde ações judiciais a criação de ferramentas tecnológicas de proteção, tudo em prol da garantia do retorno financeiro proporcionado.

Porém a força da distribuição é maior. O desejo por compartilhar contaminou a todos. Talvez esteja por trás o mote maior da participação... Já ficou claro que quem troca conteúdo acaba por até comprar mais mídia. Mesmo assim a indústria não cede. E lá se foram Napster, Kazaa...

Sucesso total, principalmente para os artistas, a iniciativa do Radiohead mostrou o quanto pode ser interessante o uso da rede. Mais bandas disponibilizaram partes de seu conteúdo, ou vêm fazendo sucesso no mercado de música para celulares, outra forma de distribuição incontrolável.

A gravadora Trama e seu projeto Trama Virtual parece também frutífero e promissor. Através dos seus sites, trabalhos completos estão disponível para download. Parte deles patrocinados por grandes empresas, com artistas como Ed Motta e a banda Cansei de Ser Sexy.

Agora foi a vez da turma do Monty Python. Ícones do humor nas últimas décadas, patronos de tantos conceitos e idéias do mundo da ironia e comédia. Chegou ao fim a necessidade de vermos pedaços de seus trabalhos em vídeos de péssima qualidade no Youtube. A própria trupe criou seu canal no site e disponibilizou vasta quantidade de material.

Novos tempos, novos mecenas, e aos poucos a pedra vai sendo furada. De alguma forma inédita, alguém vai bancando a diversão das pessoas. Resta descobrir quais as razões e os interesses do novo mecenato...

segunda-feira, 17 de novembro de 2008

Viewzi

Hegemonia nos encurta a visão.

Olhem só o caso do Google... É tão onipresente em nossas buscas pela Internet que nem sempre pensamos em outra alternativa, nem mesmo refletimos se elas existem.

Algumas alternativas aparecem por aqui, em posts anteriores, como o Cuil e o Searchme. Pois é, elas existem e possuem recursos muito interessantes, bem diferentes das espartanas páginas de Mountain View.

É nessa hora que muitos companheiros, e outros tantos detratores, estão se rejubilando: ele falou visitou algo além do Google! Nunca fui exclusivista ou fundamentalista, só preciso de um bom motivo.

Nem é preciso uma espada de Thundera para ter a "visão além do alcance". Acreditem ou não, para encontrar outros buscadores (meio pleonástico, não?) basta o bom e velho Google! :)

Dos últimos "achados" (hoje é dia...) foi o Viewzi. Despretensioso e sorrateiro, ele está ativo há algum tempo, fornecendo respostas rápidas e com diversas interfaces elegantes, mais ou menos como as buscas específicas oferecidas pelo ator principal das pesquisas.

Com 19 tipos de visualizações diferentes, podemos receber desde uma lista textual com o resultado até uma galeria de screenshots das páginas encontradas. Interessante duas delas direcionadas a assuntos de celebridades, algo bem específico.

Há também duas dedicadas ao mundo das músicas, sendo uma por álbum e a outra por composição. Vídeos e fotos também foram lembrados, ganhando três das interfaces. O site conta até como uma para compras de maneira geral e outra específica para livros na Amazon.

Uma abundância inesperada de opções. Boa sacada uma delas que mistura os resultados dos quatro principais concorrentes: Google, Yahoo, Live e Ask. E por falar no desafio aos concorrentes, usa também o recurso do Google Timelime em mais uma visualização.

Fácil, fácil gastamos um considerável tempo explorando as alternativas e os resultados, é claro. Excelente segmentação para tentar dar conta da imensidão de dados presente na rede. Crítica feita àqueles presentes hegemônicos do establishment...

Paira certa dúvida sem resposta em toda a história... Será tão auspicioso o retorno obtido na produção de mecanismos de busca? Vale o investimento em desafiar os gigantes? Como bem pontuou um amigo, não estarão apenas mostrando curriculum para tentar uma futura aquisição?

segunda-feira, 6 de outubro de 2008

HTML5

E haja planejamento...

Brasileiros que somos, nem sempre estamos acostumados a planejar, principalmente a longo prazo. O pragmatismo penetrou em nossa cultura, nosso modo de ser.

Herança da colonização? Ou de tempos mais difíceis, de futuro incerto? A praga pragmática destrói nossa capacidade de conduzir projetos por longo tempo, com gerenciamento e critério.

Levados pelo fluxo do tempo, só vemos passar, não antevemos. Sem visão à frente como frear, ou acelerar, de acordo com as condições do caminho?

Olha só o caso do HTML, linguagem de hipertexto utilizada na Web... Sua versão 5 tem previsão de aprovação para 2012 e a formalização da atualização final para 2022!

Em se tratando de tecnologia digital, podemos afirmar que projetamos para eras de existência. Principalmente de um artigo já "antigo" e carente de renovação, para atender as demandas dos novos tempos.

A adição de novas tags virá suprir um sem-número de funções resolvidas por outras tecnologias, como o Ajax. Com o passar do tempo, "acessórios" do navegador assumiram funcionalidades para atender as demandas, mas nada como a solução nativa.

Outras tantas tags irão substituir acertos feitos, nos últimos tempos, dentro de tags genéricas como a embed. Claramente uma ajeitada para, temporariamente, prorrogar a criação de uma nova estrutura. O verdadeiro "puxadinho" da programação...

Em tempos de Web fosforescente, novidade bem-vinda é a tag canvas. Com ela correm risco tecnologias como o Flash e o Silverlight. Outra implementação nativa em busca da pureza do código das páginas.

Preciosas necessidades, alguns navegadores e frameworks já suportam a novidade do futuro. Firefox, Safari e Google Gears antecipam a tendência para marcar presença e começar a adaptação. Motivo importante para mais uma concorrida corrida!

Também não é para menos... Com tamanha distância no tempo, quando o novo padrão for lançado, provavelmente já estaremos projetando o HTML25!

segunda-feira, 22 de setembro de 2008

IPv6

Previsões, incursões no tecido do espaço-tempo!

Por mais que tentemos, falta muito para dominarmos a técnica de excursionar pelas dobras do universo e poder realizar com precisão nossas antevisões.

Nem os domínios da tecnologia, obra da invenção humana, conseguimos determinar os limites de sua expansão. Um caso evidente é o protocolo IP.

Nos anos 80, quando estabeleceram seu padrão mais popular, o IPv4, estava preparado para suportar cerca de 4 bilhões de endereços, ou seja, equipamentos conectados na rede.

Naquele momento, com uma rede mundial incipiente, certamente parecia um número enorme, gigantesco, capaz de dar conta de um crescimento portentoso. Significava praticamente um equipamento por habitante do planeta!

Mal poderiam imaginar o crescimento da dependência da Internet e de sua ubiqüidade em nossas vidas. A população aumentou e a posse de equipamentos também. Quantos de nós não possuímos mais de um? Além do fato de nem só de computadores ser feito o acesso, afinal celulares, geladeiras e outros tantos gadgets o fazem.

A nova versão do protocolo, a IPv6, vem em socorro das novas demandas. De cara, com o aumento de alguns bits na formação do endereço, serão suportados 3.4 x 1038 endereços! Cifra digna de ser chamada de astronômica.

Outras características contemporâneas pretendem ser atendidas. Espaço de endereçamento, para comportar a extensão atual das redes corporativas. Qualidade do serviço, aprimorando a troca de informações em serviços mais exigentes, como VoIP ou streaming de vídeo. Suporte a mobilidade, atendendo as necessidades dos nômades virtuais.

Como o esgotamento do IPv4 previsto para 2010, devemos em breve ter notícias da efetivação do novo padrão. Ao usuário comum pouco deve perturbar. Administradores de redes já se preocupam há algum tempo, mas devem estar preparados.

Curiosidade eterna e final, até quando os novos parâmetros serão suficientes? Há alguma possibilidade de precisarmos revê-los? Assunto para bons futurólogos, ou bons e metódicos técnicos. Aproveitarei para dar uma olhada se Nostradamus previu alguma catástrofe relativa. :)

segunda-feira, 15 de setembro de 2008

Discomgooglelation

Como viver sem Internet?

Pergunta relevante, merece estudo e atenção. Já há até nome para a síndrome de quem se perturba com a falta de conexão disponível: Discomgooglelation.

Quantas e quantas vezes não me peguei meio irritado, quase desnorteado, com a suspensão do serviço de acesso, seja pela troca de operadora ou por algum problema no provedor atual.

Interessante notar a participação da expressão 'google', em meio à construção do termo. Sinal ou conseqüência da importância dada aos serviços da empresa no entendimento da grande rede.

Expressar essa nova "doença", patologia, tornou necessário o uso de tantas letras... Remetem até a palavras como supercalifragilisticexpialidocious, esta com sentido muito mais divertido e suave. Quem sabe um dia a relação com a tecnologia também ganhe essa conotação.

Mas voltando aos males, talvez outros serão associados, num breve futuro, a existência das ferramentas virtuais. É notória a mudança de nosso padrão de memória com a freqüente utilização dos mecanismos de buscas. Quem nunca se pegou "esquecido" de algum fato, antes facilmente recordado e recorreu a algum são longuinho virtual?

Fruto da ubiqüidade crescente da conexão, caminhamos para sua presença em qualquer dispositivo imaginado. Telefones (celulares, nem é preciso mencionar), consoles de videogames, aparelhos de GPS. Chegaremos a um paralelo com a rede de distribuição de energia elétrica.

Diferença notável é a comunicação que a Web proporciona. Sem energia elétrica perdemos muitas facilidades, mas a redução intensa da perda de comunicação é experimentada apenas com as novas tecnologias. Para o bem ou para o mal, é crescente o número de pessoas apoiadas nelas para ampliação de sua dimensão social.

Toda e qualquer doença dissocia o homem de si mesmo. Natural ou artificial se faz necessária a busca do equilíbrio, para a solução ou a serenidade no enfrentamento. Diversas compensações a vida cobra. Os benefícios da conexão são indiscutíveis. Compensam a instabilidade em sua falta ou melhor aprender a não esquentar, para fugirmos às garras da teia?

sexta-feira, 12 de setembro de 2008

Miguxês

"ah Si KaMoexXx ViXXi iXXU!!!!!".

Se você não compreendeu, nem desconfia o que significa, a frase acima, desconhece completamente o Miguxês. Talvez nem nunca venha a ter contato, mas vai saber até onde história irá...

Idiomas são expressões máximas de uma cultura, de um povo, de seus costumes. Portam modos de pensamento, concepções, estruturas de raciocínio. Quase podemos afirmar: "Diga-me como falas e te direi quem és"!

Sou um curioso das línguas, muito distante de um acadêmico incorrigível, mas curto bastante conhecer suas formações e meandros. Quem sabe existe alguma relação com meu jeitão um tanto eloqüente...

Postei, há pouco tempo, algo sobre o Leet. O miguxês é outro socioleto oriundo do mundo digital. Bem adolescente, deriva da expressão miguxo, corruptela de amiguxo, sinônimo de amiguinho. Por algum motivo (:)) é mais usado por meninas.

Quem desejar facilitar o aprendizado, conta com o tradutor on-line português para miguxês, o Miguxeitor. No serviço, poderá descobrir que há 3 variantes da mesma língua: O Miguxês Arcaico, o Moderno e o Neo-Miguxês. As traduções produzidas em cada um são bem distintas e progressivamente ininteligíveis.

Curioso descobrir que o conjunto arcaico está relacionado ao antigo ICQ, um dos primeiros mensageiros instantâneos. Estamos falando nem de 10 anos, mas para o mundo virtual já se torna algo ancestral e primitivo.

Vários elementos influenciam esse socioleto. Algumas terminações lembram um jeito jocoso de imitar o sotaque mineiro, ou mineirim, se preferirem. Substituições como i por ee, q por k, influências da língua inglesa.

Outras particularidades, como a omissão de acentos, originariamente uma adaptação a teclados e programas em inglês, virou corroboração com o desconhecimento da língua lusa. Os s's trocados por x's, sugerem algum problema fonoaudiológico.

Viemos dos grunhidos para a construção de idiomas rebuscados, espalhados pelo mundo. Em princípio, paralelamente houve transformação radical em nossa capacidade de raciocínio. Depois de ouvir uma conversa monossilábica de dois garotos no Metrô, e conhecer esse viés tecnológico de um novo idioma, não me espantarei se um dia encontrar alguém grunhindo de novo por aí...

Em tempos de reforma ortográfica, a se iniciar implantação em 2009, arranjamos ainda mais alguns itens para "discutir". Como seria um país que adotasse o miguxês como língua oficial? Espero que o pessoalzinho saiba distinguir a brincadeira de uma prova da escola, pq seNAUm fiCAh DifiCIU...TiU..................

terça-feira, 9 de setembro de 2008

Buraco

Algo se perde em meio à Internet.

Refiro a algo além do tempo em sites inúteis, navegação à deriva ou divagações infundadas em teorias conspiratórias. Pacotes de dados desaparecem diariamente...

Buracos negros, entidades astronômicas muito difundidas, apesar de pouco conhecidas, mesmo pelos cientistas, batizaram tal fenômeno da grande rede.

Objetos celestes assim conhecidos, provavelmente fruto da história final de estrelas, possuem massa suficiente para produzir atração gravitacional em dimensões tais que nem a luz é capaz de escapar de suas garras.

Daí vem seu nome. Também de certo mistério em torno de suas reais origens e mecanismos, pois ainda são estudados com afinco e fonte de muita divergência e discussão.

No mundo virtual, suas causas também sobrevivem sob uma aura carente de investigação. Por diversos motivos, informações trafegando pela rede mundial somem inesperadamente, sem serem recebidas no destino ou informarem as origens.

Como no mundo das estrelas, cientistas construíram um mecanismo para rastrear e permitir o entendimento do fenômeno: o Hubble Virtual. Como o Hubble dos céus, ele está de olho, a espreita de qualquer manifestação.

Comandado pela Universidade de Washington, o estudo já identificou quase 1 milhão de pontos onde dados simplesmente evaporam. No site do estudo podemos observar em um mapa a localização e as durações médias dos buracos negros virtuais, com informações atualizadas em tempo real.

Ficamos com a impressão de que nossa criação, uma das invenções mais integradoras da humanidade, foge ao nosso controle. Acaso estaremos perdendo o cuidado com sua manutenção? A profusão de conexões quase infinitas gera bugs nos protocolos de roteamento? Ou os piores pesadelos da ficção científica viraram realidade e o monstro ganhou vida, numa versão cabeada?

Respostas levarão algum tempo e bastante estudo. Na prática, as perdas podem ser inevitáveis ou inerentes, quem sabe... Serve para sabermos que a transmissão não é 100% garantida, está longe da perfeição. Aliás, nem podemos culpar os bits, pois sabemos o quanto é fácil nos perdermos em meio a tanta informação.

terça-feira, 12 de agosto de 2008

Ning

Ninguém duvida mais do sucesso das redes sociais.

Basta observarmos o movimento em torno do Orkut, do Facebook ou do MySpace. Em nichos específicos, ou determinadas regiões, todos detém elevados índices de acesso.

Em pouco tempo se tornaram figurinhas carimbadas em qualquer navegador. Tão presentes, se torna quase impossível não possuir um perfil em algum deles.

Desde o último mês, a revista Info vem patrocinando diversos encontros para discutir o tema. Os seminários vêm discutindo diversas vertentes do assunto, inclusive seu uso empresarial.

A tendência parece confirmar algumas previsões de Ester Dyson, guru da tecnologia, em seu livro "Release 2.0". Analisando os grupos humanos, ela postula que grandes aglomerações penam devido ao anonimato possível nestas situações.

Sendo assim, as relações humanas são privilegiadas em grupos menores, comunidades com interesses comuns bem específicos. Algo como cidades do interior digitais. As redes sociais podem gerar essa relação de confiança entre as pessoas. Porém, devido ao seu sucesso, elas vêm ganhando dimensões superlativas, trazendo mais uma vez a questão-problema.

Surgiu nos últimos tempos uma nova alternativa: o Ning. Através deste site podemos criar redes sociais personalizadas. Todas as características passam por definição, de padrões visuais até funções da rede. Com ele as redes podem ganhar novamente uma característica mais exclusiva, restrita a um pequeno grupo de interesses.

Por trás dessa inovação está ninguém menos do que Marc Anderseen. Fundador da Netscape, dentre outros empreendimentos pioneiros digitais, sua presença garante certeza de novos ares chegando. Aposentado se quisesse, ele se empenha constantemente em novas fórmulas bem sucedidas.

Experimentar é fácil. Basta se inscrever e sair personalizando sua própria rede. Escolha o tema e o perfil, o resto é só tempo para aprender como utilizar adequadamente o serviço. O gerenciamento é viabilizado por diversas ferramentas para controle, monitoramento e configuração.

As redes sociais digitais espelham nossas redes de relação no mundo real. Gregários que somos, sempre arranjamos uma maneira de nos integrarmos e colaborarmos. Na nova onda, importante encontrarmos nossa conexão, para não ficarmos a deriva nessa informaré.

sábado, 2 de agosto de 2008

Cuil

Desafiar sempre vale a pena.

Lançada com toda pompa e circunstância, no final do mês de julho, uma nova ferramenta de busca chamada Cuil vêm para enfrentar o gigante Google.

Criada por ex-funcionários do adversário, promete aprimorar os resultados de pesquisas realizadas, uma vez que, segundo eles, o já antigo número um não vem cumprindo a tarefa adequadamente.

Deixemos bem claro que o desafio é apenas na área de pesquisas. O Google também começou por lá, mas hoje a empresa apresenta uma miríade de soluções on-line de porte, possivelmente jamais oferecida por qualquer outra.

O novo desafiante promete acompanhar a vertiginosa evolução da Internet. Para isso, mais do que contar com clusters gigantescos, fazendas de servidores a perder de vista, eles dizem possuir um mecanismo de indexação revolucionário, baseado na relação entre palavras dentro de um mesmo texto.

Quando realizamos uma pesquisa, a página de resultados é bem interessante. Muito além do espartano estilo do concorrente, são apresentados diferentes contextos da informação. Entre páginas diretas e grupos de dados, a impressão é de um serviço mais refinado na seleção.

Batizado com uma palavra do irlandês antigo, seu nome chama atenção por significar "conhecimento"! Reside nesse, e em outros pontos, uma desagradável prepotência de seus criadores. Pode ser só marketing, mas eles se intitulam "a maior ferramenta de buscas do mundo", seja lá o que isso significa...

Apesar de todo "conhecimento", pesquisas feitas em português, por exemplo, ainda apresentam resultados estranhos, fora quando excluem nomes conhecidos de nosso meio, como se inexistissem na grande rede. Talvez seja apenas efeito da juventude do sistema.

Pesa também sobre eles essa história de todos serem ex-Googles. Como bem pontuou um amigo de trabalho meu, quem garante essa empreitada não ser uma jogada do próprio desafiado? Em sua condição hegemônica, poderia tentar dar uma temperada no mercado, para ele não terminar insosso.

A nós, pobres mortais, só nos resta observar e usar. De repente, temos em mãos uma nova etapa na evolução do acesso a Web. Qualquer coisa, além disso, ficará na mera especulação. O conhecimento a respeito disso só eles mesmo é que têm... No mínimo, é um desafio à investigação.

segunda-feira, 28 de julho de 2008

Geocaching

Piratas, ilha do tesouro, mapas, histórias e aventuras divertidas!

Crianças adoram os mistérios envolvidos nas viagens do bucaneiros e afins pelos mares. Na verdade, tendo em vista o sucesso da franquia "Piratas do Caribe", adultos também continuam cativos.

Sonhar com os desafios e a vida emocionante destes aventureiros marcou muitas infâncias. Quanto não valeria passar apenas um dia à procura de algum baú escondido, enterrado em ilha deserta.

Mudanças na vida e nos costumes, mudança na tecnologia. A versão da caça ao tesouro ganhou novo nome em nossa época: geocaching.

Esconda um tesouro, em caixa hermética, ou bem protegida, no mínimo. Acesse o site oficial da brincadeira, registre-se gratuitamente e cadastre as informações do novo conjunto de preciosidades.

Feito o cadastro, qualquer usuário registrado do site pode pesquisar esse possível ponto de esconderijo. Com o auxílio de equipamentos de GPS, e alguns pistas deixadas pelo responsável pela ocultação do tesouro, irá sair à procura de mais uma aventura!

Se conseguir achar, o combinado é deixar alguma coisa na caixinha, para contribuir com a fortuna. Também pode ser feito o registro, através de texto em folha contida no recipiente. Desejando levar uma lembrança, é permitido retirar algum objeto contido no conjunto escondido.

As descobertas podem ser informadas no site, pois seus itens podem ser rastreados, para conhecermos o seu provável destino. Onde irá parar um chaveiro escondido no Brasil? De que remoto local pode ter sido trazido uma moeda encontrada?

É isso mesmo, a brincadeira está espalhada por todo planeta. Em praças, campos, shoppings, bibliotecas, ou onde quer que a imaginação do pirata levá-lo a esconder sua pilhagem. O único compromisso, apesar da brincadeira com "pilhagem", é não vandalizar, para a diversão continuar.

Antiga brincadeira, levada a interessante releitura dos novos tempos. Colaboração, posicionamento por satélite, comunidades de Internet, excelentes elementos do melhor do mundo da tecnologia. Que tal criar seu próprio tesouro? Ou prefere singrar os mares à procura destes valiosos achados (ou seriam escondidos?). Só faltam o rum, a perna de pau e o papagaio, sejam quais forem suas representações tecnológicas digitais...

segunda-feira, 21 de julho de 2008

Leet

(4|\| j00Z U|\|D3r$74|\|D /\/\3?

Difícil entender a frase acima? Linguagem alienígena? Forma de comunicação de alguma civilização extraterrestre?

Longe disso... Aliás, bem mais perto. Esqueçamos inglês, espanhol ou chinês. Se a Internet continuar a crescer, indefinidamente, a língua mais provável a se tornar candidata será a Leet.

Tamanha conhecida como Leetspeak, adotada por usuários desde os anos 80, como forma de elitizar algumas comunidades (origem inclusive do nome), é uma transcrição de letras do alfabeto latino por caracteres da tabela ASCII.

As transcrições podem ser diversas. Há algumas formas simples, como da ilustração deste post. A frase "Are you leet" se transformou em "R U 1337". Se observarmos com cuidado, quase é possível ler diretamente, com a consonância da transcrição.

Fica mais fácil a tradução com o auxílio de uma ferramenta. O site brenz.net disponibiliza um tradutor Leet/Inglês. Para experimentar, procure traduzir a frase inicial deste texto. Com textos mais extensos, surgem curiosos mosaicos de caracteres, praticamente indecifráveis. Haja prática para lê-los diretamente!

O maior ícone da webcultura também tem seu representante, afinal a página de busca do Google está traduzida em boa parte das línguas existentes no mundo. Transcrita no endereço www.60073.com, todos os links internos são apresentados no modo leet.

Idiomas são frutos da cultura humana. Sua criação, como no caso do esperanto ou o toki pona, desvelam a nossa diversão em nos comunicar e formar laços. Apesar de artificiais, descendem das raízes expressivas das sociedades.

Capacidade de expressão sempre foi diferencial homo sapiens. Elo para nossa integração, garantiu a evolução e adaptação da espécie. Em novos tempos, novos elos são aprendidos. Ganhar novas habilidades reforçam nossa pluralidade e capacidade de ampliação dos horizontes do pensamento.

sexta-feira, 13 de junho de 2008

Fim

Haverá um fim para a Internet?

Não estou pensando em finalidade. Sabemos que existem diversas. Aliás, o grande trunfo é possuir variadas, ser flexível e proporcionar distintos usos. Acaba por assumir funções muitas vezes inimagináveis.

Tampouco estou pensando em limites. Mesmo sabendo de sua existência, a sensação é de inexistência. É tão difícil determinar até onde vai... No máximo, alguns fazem brincadeiras com a suposta página limite.

O fim está empregado com o sentido de término, extinção, desintegração. Será possível? De alguma forma, pode toda a estrutura regredir e deixar de existir?

Numa bem elaborado teoria da conspiração, o pessoal do iPower, conhecidos por seus vídeos virais, propõe a possibilidade e marca até data: 2012!

Baseados em uma série de argumentações, um pouco malucas, um pouco sãs, eles acreditam que a força das companhias dominantes da grande rede acabará por extinguí-la, devido ao uso do poder econômico.

Para propagar sua mensagem, como não poderia deixar de ser, postaram um vídeo no Youtube, com toda sua argumentação e proposta. Vale a pena perder uns minutinhos, para ver e ouvir esses belgas encucados.

Culpa da propaganda? Ou da concentração massiva de audiência? Talvez fruto da ganância das grandes empresas? Pode ser apenas uma paródia com as teorias apocalípticas do fim do mundo, para o mesmo ano.

Fato é que, alguém já se pensou sem Internet, definitivamente? Outro dia me espantei com meu comportamento, por ficar offline apenas algumas horas... Imagina para todo o sempre! A expansão do seu uso, em nosso cotidiano, atingiu tal proporção que é difícil pensar em um apocalipse internáutico.

Pelo sim, pelo não, continuo torcendo por sua força, independentemente de instituição ou tecnologia. Sua representação da capacidade humana de união é seu espírito mais forte. A Gaia da Internet jamais se extinguirá!

quinta-feira, 5 de junho de 2008

Paralelo

Quantos de você há por aí?

A pergunta parece estranha, mas pessoas com nomes comuns sabem bem o que é ter muitos homônimos. Felizes ou ruins coincidências, eles podem gerar situações inusitadas.

É diversão antiga na Internet pesquisar seu próprio nome e descobrir o inusitado. Com o alcance da rede, é possível localizar outras versões de você mesmo nos lugares mais distantes do planeta.

Pessoas com nomes mais distintos encontram menos, mas mesmo assim encontram. A exclusividade não é propriedade de ninguém. Ou o mundo é muito grande, ou nossa criatividade pequena.

Criatividade é raridade em Portugal, afinal é inegável a profusão de Marias, Manoéis e Joaquins. Lá a brincadeira na Internet é no mínimo trabalhosa. A lista será longa...

Nem é culpa de nossos patrícios. Em seu país, há uma série de regras para nomear uma pessoa. Normalização sob tutela do Instituto dos Registros e Notariado, de seu Ministério da Justiça, há até uma lista de nomes admitidos. Daí ser mais fácil optar pelos mais comuns!

Mas o mundo também é grande! Nomes não são tão "próprios" assim...

Trabalhei com um rapaz, há alguns anos, que tinha um nome bem incomum. Quando ele foi se cadastrar, em um serviço de e-mail gratuito, se espantou ao constatar não ser o único, na verdade já era o trigésimo primeiro. Sua vida nunca mais foi a mesma.

A pesquisa é como uma visita a universos paralelos. Naquela época eu recomendei ao rapaz que procurasse conhecer as pessoas. Quais seriam as origens de seus nomes? Em que países estariam? Como seriam?

Jim Kileen foi longe e encarou o desafio. Procurou, e encontrou, diversos homônimos seus. Fez contato e produziu um documentário com sua aventura. O trabalho pode ser conhecido no site Google Me The Movie, ou ao assistir seu DVD.

Abstrair as diversas possibilidades sobre nossas vidas nos leva a repensar a única que temos. Questões comuns ao mais reles mortais, sempre vivemos com os "e se ...?". Independentemente dos "ses", o segredo é se encontrar intimamente com seu eu, nas alegrias e nas tristezas de suas escolhas, pois dele nem a morte o separará.

sexta-feira, 16 de maio de 2008

Monopólio

Monopólio bom só mesmo com o Banco Imobiliário.

A história de dominar e conquistar o mundo deveria ficar apenas a cargo do ratinho Cérebro. Na evolução do mercado empresarial, principalmente da Internet, algumas corporações acalentam o sonho megalomaníaco.

Alguém já reparou a quantidade de produtos e marcas representados pela Unilever? Das mais diversas áreas, sua linha permeia inúmeras necessidades de nossa vida cotidiana.

Outros tantos exemplos são similares, como americana P&G ou a coreana LG. Os maiores conglomerados do planeta estendem seus tentáculos num movimento de diversificação impressionante.

Colecionar pequenos outros negócios, ou associar outros de maior porte, também é tendência em TI. Recentemente, HP encampou a EDS, em mais um negócio bilionário. Isso depois de outras históricas aquisições, com nomes tradicionais como Compaq e Digital.

Gigantes quase seculares, como a IBM, não ficam para trás. Ela também vem engolindo diversos outros negócios, expandindo sua estratégia para variadas áreas de serviços associados. Uma das notícias mais recentes, a aquisição da Cognos, também teve contornos bilionários.

Na Internet, a corrida entre Google e Yahoo é bastante divulgada. Há quem considere mais uma disparada da primeira do que uma corrida. De qualquer forma, os bons moços, de origens fuçadoras, também têm seu afã comprador bem desenvolvido.

Toda forma de monopólio poda potenciais. Elimina possibilidades. Ocorre que nos limites de expansão a alternativa para muitos empreendimentos e diversificar, buscar novas oportunidades. Utilizam assim seu potencial econômico e intelectual para garantir sua continuidade.

Conhecemos parte desta história com o mercado de telefonia no Brasil. As poucas opções a disposição nos garantem que tipo de atendimento? Ocorre fenômeno semelhante no mercado bancário. Sentimos também a diferença que o cliente tem feito para seus fornecedores de serviços financeiros...

Se a tendência seguir, num futuro bem próximo teremos apenas uma única corporação, produzindo e fornecendo tudo que há disponível no mercado. Estaríamos bem próximos da concretização de muitos devaneios da ficção científica. Devaneios? Científica? Ficção?

quarta-feira, 7 de maio de 2008

SaaS

O rei está morto!

Entronizado por décadas, como senhor absoluto das soluções computacionais, o PC está com os dias contados como principal player, ao menos para alguns analistas.


Globalização, colaboração e Internet são algumas das motivações da revolução francesa da tecnologia da informação. Se fosse o atual responsável, Jean-Nicholas Pache teria criado o conceito de SaaS (Software as a Service), ícone dos novos tempos visionários.

Com ele, a existência de programas apenas em uma máquina é passado. As aplicações em rede podem ser acessadas de qualquer local, pelos mais diversos dispositivos. Handhelds, thin clients, celulares e outros gadgets, se tornam alternativas para acesso a informação.

Procurar vender software como serviço é uma tentativa a completar já quase uma década. Entre dificuldades tecnológicas, organizacionais e comportamentais, motivos diversos existem para a demora na adoção de tais soluções.

Softwares são tratados como mercadoria desde o princípio. Conflituoso é aceitar o imaterial concretamente negociado. No princípio, com a tecnologia existente, se tornou mais fácil represar os caminhos possíveis dos programas. A limitação de sua cópia era mais simples. Novas tecnologias, novas formas de troca e o controle se perdeu.

Nunca o controle fez muito sentido. Como dimensionar o valor do etéreo? Programas de computador possuem mais "peso" por sua potencialidade, do que pela sua quantidade de bits e elétrons. Caso especial de avaliação do custo-benefício.

Dessa forma, uma grande idéia é encarar a questão como venda de serviço. Um aluguel de recurso, com todos os custos envolvidos consolidados. Um único preço por um pacote de soluções. Encargos e preocupações diversas são dispensados.

Faltava apenas a tecnologia para ter acesso a tais recursos. Links velozes, armazenamento abundante, plataformas distribuídas compõem o status quo atual. Resta aos fornecedores o posicionamento para participar do mercado, oferecendo soluções.

Gigantes da computação correm para tanto. Até programas de escritório já são comuns: GoogleDocs, Zoho, Thinkfree, dentre outros. Qual será o interesse da Microsoft no Yahoo? A estrela de Redmond procura incessantemente alternativa ao modelo de plataforma que a consagrou.

Como toda nova onda, muitos fumaça é gerada. O spray das águas torna o horizonte nebuloso. Boas referências e muita pesquisa são essenciais. Outras tantas ondas podem surgir. Melhor conhecer a geografia da praia, para não acabar arrastado a areia pelo vagalhão sucessivo da maré.

segunda-feira, 5 de maio de 2008

Craigslist

Já ouviu falar do Craigslist?

Pois é, muita gente não ouviu e talvez nunca ouça. Enorme sucesso pelo mundo na Internet, supera hoje em acessos até a Amazon, mas é pouco divulgado.

Eu mesmo conhecia sua versão americana, existente desde 1995, mas fiquei sabendo nesta semana de sua localização para São Paulo. No fundo, a notícia da revista Época anuncia sua "inauguração" em 8 novas cidades brasileiras.

O site é o maior portal de classificados gratuitos da Internet. Negócio de inusitado sucesso, em março de 2008 foram 40 milhões de usuários, 10 bilhões de páginas visualizadas e 30 milhões anúncios colocados. Ufa! Volume para muito poucos...

Sabe quanto é o custo para publicar anúncios em suas páginas? Zero! Eis a inusitada situação. Depois de anos de trabalho em grandes corporações capitalistas (IBM, Bank of America...), Craig Newmark decidiu criar uma lista de classificados grátis, para os amigos, por pura diversão.

Praticamente uma utopia hippie, seu criador não aceita conversa com investidores, vive modestamente e dispensa pretensões de mega crescimento. Apenas no ano 2000 começou a cobrar por anúncios de empregos, em 10 cidades americanas e de imóveis na cidade de Nova York. O restante continua gratuito.

Promovido no boca a boca, de e-mail em e-mail, numa das primeiras manifestações do marketing viral. Com toda essa singeleza, a empresa faturou US$ 55 milhões em 2007, com previsão de US$ 81 milhões de faturamento para 2008!

Desafio para o entendimento das mentes capitalistas. É possível a boa intenção bastar para o sucesso? Desejar o suficiente é uma boa alternativa, em contrapartida ao desejo de sempre mais? Revolução bem feita é assim!

Seu logotipo é indubitavelmente adequado. O "Símbolo Paz e Amor", utilizado como ícone do empreendimento, é quase um desafio, uma cutucada no establishment. Com seu jeitão anos 70 de ser, eles tomaram boa parte da receita de classificados dos jornais impressos. Incômoda pedra no sapato de quem já vem perdendo mais fatias para outras iniciativas.

A Internet novamente é palco e promotora de mudanças. Viabilizadora de novos meios, subverte as estruturas ao dispor condições de reinvenção. Grandes idéias, ideais flower power finalmente se concretizam, em tempos futuros.

Sonho humano e semente incutida em cada alma, a ação em grupo sempre se demonstra valiosa alternativa. União de esforços pelo bem comum! Que muitas outras "listas" sejam possíveis sempre.

sábado, 5 de abril de 2008

Doodle

Empreitadas de sucesso se edificam nos detalhes.

Já repararam nas mudanças do logotipo do Google, em algumas datas especiais? Pois é, o simpático desenho mutante, conhecido como doodle, em inglês, merece estrutura considerável para seu desenvolvimento.

Com o tamanho do conglomerado desta empresa, devem existir muitos pontos para se preocupar. Não por isso o cuidado com este simpático representante foi esquecido.

Além de ser um aspecto bem humorado, mostra a obsessão pela atenção com os mínimos detalhes, que fazem do site e todas as suas iniciativas sinônimos de sucesso.

O responsável por esse toque alegre pode ser conhecido em uma página da empresa. Um artista com o trabalho visto por milhões de pessoas, todas as vezes que foi apresentado. É grande responsabilidade!

Tanta que resolveram dividi-la com outras pessoas. Eles tornaram o pequeno representante do negócio em motivo de incentivo. Criaram o concurso "Doodle 4 Google". Direcionado a estudantes adolescentes, anualmente são recebidos desenhos feitos por estes que podem ser usados pela empresa.

Na página do concurso, eles expressam claramente sua intenção em promover o desenvolvimento da criatividade dos jovens. Podem estar formando novos colaboradores no futuro... É uma pena as inscrições serem restritas aos Estados Unidos.

Vários recursos são disponibilizados no site, para colaborar na elaboração dos doodles. São mais algumas mostras do empenho da empresa em criar algo motivador, e não apenas realizar um simples campanha de marketing.

Juntando as pequenas partes conhecidas, vamos entendendo os caminhos trilhados para construir inovação. Tudo sem grande mistério, apenas sinceridade, trabalho e disposição. Mistério mesmo só a coincidente rima de Google com Doodle. Vai entender...

terça-feira, 25 de março de 2008

Tubos

Boas idéias ganham filhotes aos tubos.

Isso parece mais concreto no caso do Youtube. O motivo de seu sucesso pode ser discutido por várias vertentes. Da exposição narcisista ao ímpeto documentarista humano, o site é sucesso incontestável.

Na esteira de seu sucesso, novos sites surgem, normalmente mais especializados e com porte bem menor.

Observo neste incipiente movimento uma semente do processo de expansão, mencionado a cerca de um mês neste mesmo blog. O mundo on-line cresce continuamente e as pequenas cidades caminham para futuras megalópoles.

Para os loucos por calçados, daqueles com tendências a Imelda Marcos, há um site só com vídeos sobre sapatos: o shoetube.tv. Um rol completo sobre o assunto ao apresentar tendências, lojas, coleções, opiniões. Um verdadeiro exagero para quem apenas vê no sapato um utilitário.

Mais acadêmico e extremamente útil, o TeacherTube pretende promover o intercâmbio de informações entre professores. Aquela aula perfeita, uma inovadora forma de exposição de certo conteúdo ou simplesmente a divulgação de um novo assunto, tudo posto em vídeo para fortalecer o encontro de ensinadores pelo mundo.

Aos apreciadores da boa mesa ou para os chefs de plantão, profissionais ou amadores, há o Wine and Food Tube. Diversas áreas da gastronomia e enologia, espalhadas pelo mundo e nas mais diversas culturas, estão presentes no site, para apreciarmos em pequenos vídeos. Só não dá pra provar os sabores pela Internet...

Mesmo sem a palavra 'Tube' envolvida, as terras brazucas possuem suas iniciativas. O Videolog é um deles, genérico como a principal referência, traz ares tupiniquins para o compartilhamento de vídeos.

Esses são alguns poucos exemplos. Uma rápida pesquisa apresenta uma grande quantidade a conhecer. Se for o caso, também são fartos os tutoriais e matérias sobre construção do seu próprio Tube. Com tantas opções, em áreas e regiões, todo cuidado é pouco para não acabar entubado.

segunda-feira, 24 de março de 2008

Dropbox

Espaço nunca é demais!

Desde o surgimento dos primeiros serviços de armazenamento on-line, adotei várias destas alternativas, principalmente para utilização como backup de meus arquivos.

Nos primórdios, foram campeões o Disco Virtual, do UOL, e o Porta-Arquivos, do Yahoo. O primeiro restrito a assinantes, o segundo aberto a inscrições gratuitas, têm uma interface rústica, em tempos de Web 2.0, mas cumprem bem sua função primária: armazenar arquivos.

Novas formas de armazenamento surgiram. Dedicadas a arquivos específicos, em verdade são ferramentas típicas da nova web, mas passíveis de classificação com espaços de armazenamento especiais. Temos, por exemplo, o Picasa e o Docs, do Google, assim como o Flickr, do Yahoo.

Recentemente, a Microsoft disponibilizou o SkyDrive, dentro da sua iniciativa Live.com, procurando oferecer solução uma ambiente de trabalho on-line. É exclusivamente armazenamento, com recursos mais modernos de interface.

Todas as soluções oferecem muitas vantagens, concorrem pelo aumento de espaço disponibilizado, mas são extremamente dependentes da conexão, são completamente on-line. A ubiqüidade dos serviços da Internet não possuía paralelo no universo dos dados.

Em fase beta, como manda a nova etiqueta dos lançamentos, o Dropbox vem preencher essa lacuna. Gratuito e muito completo, oferece alternativa moderna, flexível, compartilhável e segura.

Possui interfaces locais e web. Permite o sincronismo de arquivos onde quer que estejamos. Classificação por tipos distintos, com respectiva possibilidade de edição. Lixeira própria. Histórico de eventos e alterações, com controle de datas e usuários. Todo arquivo armazenado pode ser compartilhado de forma controlada.

Algumas facilidades oferecidas são pensadas para as necessidades atuais. Os arquivos podem ser disponibilizados em blogs, e-mails e sites. Um álbum de fotos é simplesmente arrastado e publicado.

Armazenamento facilitado e farto vem de encontro a tendências wireless, assim com storageless, como os novos MacBooks, claramente despreocupados com grandes espaços de disco. Em espaços vastos e tão diluídos será fácil perder um arquivo. É melhor deixar de jogar as coisas de qualquer forma...