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sábado, 15 de novembro de 2008

Sinais

Não estamos sós?

Pergunta residente no pensamento de considerável número de pessoas... Conseqüência da curiosidade humana pelo desconhecido. Em princípio, já contatamos todo mundo em nosso planeta, faz tempo buscamos pelo universo.

Há anos colaboro com o projeto SETI, uma grande rede de processamento de sinais de telescópio, a procura de evidências da existência de vida inteligente extraterrestre.

Bem além da ficção científica, o projeto acadêmico, conduzido na Universidade Berkeley, se motivou com a obtenção de um sinal a cerca de 30 anos.

Em outra instância, grandiosos e intrigantes, sinais produzidos pelo corte de vegetação, em diversos locais do planeta, sugerem mensagens criptográficas deixadas por alguma outra civilização ou ser extraterrestre.

O assunto foi tema do filme "Sinais", estrelado por Mel Gibson e Joaquin Phoenix. A aventura com o toque de mistério espacial semeia perguntas e provoca curiosidade. Pena a trama procurar explicar, dar uma resposta definitiva, as causas do fenômeno.

Sua ocorrência pelo mundo coloca a discussão num espectro distante. Porém, nesta semana foi a vez de uma região brasileira, em Ipuaçu, Santa Catarina. Os tais desenhos apareceram em meio a uma fazenda, fazendo com que seu proprietário considerasse se tratar de alguma molecagem.

Molecagem um tanto dispendiosa... O porte do trabalho é o bastante para dificilmente passar despercebido. Devem ser necessárias máquinas, tempo e experiência suficientes para realizá-lo. Além do fato de ser assemelhado com as outras ocorrências mundiais.

Já se foi o tempo de nosso ET de Varginha... O caso com ares de Área 51 tupiniquim provocou alarde há 12 anos, mas esteve aquém de apresentar alguma evidência mais concreta. Muita especulação e teoria da conspiração... Agora o mistério é inegável!

Brincadeira bem bolada? Conspiração mundial de ufólogos? Fogos de artifício de governos? Tentativa de contato de civilizações mais avançadas? Especulações, apenas especulações... Só que num planeta tão vigiado por satélites, tão registrado pelas mais diversas tecnologias, é bem provável que alguém já saiba a resposta.

quinta-feira, 5 de junho de 2008

Paralelo

Quantos de você há por aí?

A pergunta parece estranha, mas pessoas com nomes comuns sabem bem o que é ter muitos homônimos. Felizes ou ruins coincidências, eles podem gerar situações inusitadas.

É diversão antiga na Internet pesquisar seu próprio nome e descobrir o inusitado. Com o alcance da rede, é possível localizar outras versões de você mesmo nos lugares mais distantes do planeta.

Pessoas com nomes mais distintos encontram menos, mas mesmo assim encontram. A exclusividade não é propriedade de ninguém. Ou o mundo é muito grande, ou nossa criatividade pequena.

Criatividade é raridade em Portugal, afinal é inegável a profusão de Marias, Manoéis e Joaquins. Lá a brincadeira na Internet é no mínimo trabalhosa. A lista será longa...

Nem é culpa de nossos patrícios. Em seu país, há uma série de regras para nomear uma pessoa. Normalização sob tutela do Instituto dos Registros e Notariado, de seu Ministério da Justiça, há até uma lista de nomes admitidos. Daí ser mais fácil optar pelos mais comuns!

Mas o mundo também é grande! Nomes não são tão "próprios" assim...

Trabalhei com um rapaz, há alguns anos, que tinha um nome bem incomum. Quando ele foi se cadastrar, em um serviço de e-mail gratuito, se espantou ao constatar não ser o único, na verdade já era o trigésimo primeiro. Sua vida nunca mais foi a mesma.

A pesquisa é como uma visita a universos paralelos. Naquela época eu recomendei ao rapaz que procurasse conhecer as pessoas. Quais seriam as origens de seus nomes? Em que países estariam? Como seriam?

Jim Kileen foi longe e encarou o desafio. Procurou, e encontrou, diversos homônimos seus. Fez contato e produziu um documentário com sua aventura. O trabalho pode ser conhecido no site Google Me The Movie, ou ao assistir seu DVD.

Abstrair as diversas possibilidades sobre nossas vidas nos leva a repensar a única que temos. Questões comuns ao mais reles mortais, sempre vivemos com os "e se ...?". Independentemente dos "ses", o segredo é se encontrar intimamente com seu eu, nas alegrias e nas tristezas de suas escolhas, pois dele nem a morte o separará.