Mostrando postagens com marcador Buscas. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Buscas. Mostrar todas as postagens

segunda-feira, 13 de abril de 2009

Wolfram

Vem chegando mais um desafiante...

Felizmente há quem deseje ainda desafiar a hegemonia do todo poderoso Google. Afinal, sua participação no mercado é expressiva, mas não totalizante, pois está um pouco acima de 70%.

Diversas vertentes inovadoras surgiram, algumas mais especializadas como o TinEye, outras mais abrangentes como o Cuil, porém todas a procura de superar o tradicional buscador.

As motivações são diversas, mas em sua grande maioria vêm da percepção de deficiências na consagrada forma de indexação operada pelo gigante devorador de páginas.

É comum percebermos que o resultado não é tão satisfatório, ou mistura assuntos demais, ou está influenciado por técnicas de SEM, ou simplesmente cai num buraco negro sem nenhum relação com nosso interesse.

Evidentemente reclamamos da exceção, descontentamento provocado por estarmos mal acostumados... Criamos uma imagem de Oráculo de Delfos para o serviço de buscas do pessoal de Mountain View.

Sabemos que não é bem assim. De qualquer forma, por que não desejar a perfeição? A missão é árdua e desafiante, boa para matemáticos e suas intrincadas análises da natureza através dos números. Devem ter sido instigados desta forma o pessoal da Wolfram.

Seu produto mais conhecido é o software Mathematica. Clássico de longa data nas universidades. Com ele fazíamos de tudo um pouco nas pesquisas e manipulação de dados, criação de modelos, estudos de algoritmos. Funções não faltavam ao programa.

Esse pessoal resolveu entrar no mundo das buscas, oferecendo uma solução com linguagem mais natural. Prometem um serviço onde poderemos postar perguntas que serão respondidas fundamentadas em sua base de conhecimento. Estaremos mais perto de um oráculo...

O WolframAlpha deverá estrear em maio deste ano. Ainda um tanto misterioso, é necessário se cadastrar para postular o privilégio de usá-lo. Tem sido comum essa abordagem de "selecionar" pessoas para terem o gostinho da estreia.

Aguardemos para ver... Já mandei meus dados e espero poder experimentar. Duvido que estejamos diante do santo graal das pesquisas de informação. De qualquer forma é divertido acompanhar a evolução destes mecanismos e poder usufruir do imenso mar de conhecimento disponível, cada vez mais acessível.

segunda-feira, 16 de março de 2009

Kumo

Kumo? Kumo é que é?

Ainda em fase de testes, a Microsoft mudará seu Windows Live Search, reformulando-o e rebatizando-o para Kumo. Segundo prévias, a palavra é uma composição de "nuvem" e "aranha" em japonês.

Observo recentemente o gigante a tentar retomar o passo e assegurar seu espaço. Passo na frenética evolução das soluções computacionais, espaço exíguo no concorrido mercado de TI para sua enorme corpulência.

Podem dar a explicação que quiserem, mas a escolha desse nome parece a escolha do nome da mascote dos jogos Pan-Americanos no Rio de Janeiro, em 2007.

Quiseram escolher um nome simpático, para agradar o grande público, mas ficou foi bem estranho. Acaba vítima de piadas e trocadilhos, sem atingir seu principal objetivo, de representar a imagem do produto oferecido.

Além disso, essa história de inúmeras iniciativas de buscadores querendo tomar o lugar do Google começa a ficar enfadonha. Promete-se muito, mas no final pouco é entregue. Enquanto isso, o buscador de interface minimalista continua a devorar bytes e mais bytes da Internet.

Até o momento, o site está em testes internos. Aliás, o tal nome é considerado um codinome. Espero que a turma de Redmond esteja mais inspirada no momento da definição do nome final e oficial. De resto, pouco se sabe sobre as novas características da ferramenta.

Conhecendo o histórico da companhia, certamente abarcará boa parte das ideias recentemente apresentadas por novos participantes do mercado. Depois de uma repaginada, com uma boa organização melhorada, será alardeado como a "maior inovação" dos últimos tempos.

Quem sabe, em breve teremos novidades. O mercado não tolera a demora. A onda pode passar e a empresa ficar à deriva. De qualquer forma, a iniciativa me deixa com a pulga atrás da orelha... Será que o mercado de propaganda na rede, impulsionado por produtos como os sites de busca, ainda é um bom negócio?

quinta-feira, 5 de março de 2009

TinEye

Reconhecimento de imagens é coisa para humanos.

Pois bem... Era! Diversos mecanismos tecnológicos surgidos nos últimos tempos provam que essa capacidade pode ser aprendida por nossas criações, nossos pequenos monstros de Frankenstein.

O último que conheci foi o buscador TinEye. Serviço web gratuito, ele consegue localizar uma imagem, enviado um arquivo ou uma url, através de sua crescente base de pesquisa, coletada pela grande rede.

Mesmo com sensíveis alterações, não apenas de contraste e brilho, mas inserção de textos ou recortes, consegue identificar imagens provenientes da mesma fonte.

Por exemplo, pesquisei a imagem utilizada no meu post "Surreal", do artista Li Wei. Foram encontradas 22 cópias pela Web, algumas com legenda ou com um crop diferente da postada, incluindo algumas montagens e outras de tamanhos diferentes do original.

Realizei outra pesquisa interessante a partir do meu avatar, presente no perfil do meu blog. Como eu utilizei uma ferramenta de criação disponível na Internet, o buscador encontrou diversos avatares similares ao meu. Outras versões (são 26) da minha imagem real? Vale a pena conferir...

Curti observar até mesmo a distribuição ao redor do planeta. As várias versões do meu ser estão espalhadas praticamente pelos 5 continentes. Pena que com fotos o resultado não ocorra por similaridade. Poderíamos ver muitos sósias espalhados por aí.

Voltando as fotos, o serviço é uma ótima pedida para verificar o uso indevido de algo com direitos autorais restritos. A base de pesquisa ainda não é ampla, mas já conta com mais de 1 bilhão de registros. É questão de tempo para a cobertura se tornar muito mais abrangente.

No blog do site há uma dica legal de utilização: como caçador de mitos! Usaram o exemplo de uma foto presente no site BoingBoing, mostrando uma cobra gigante nadando em um rio em Borneú. A pesquisa revela a imagem original e denuncia a montagem. Acabaram com a graça dos sites de mistérios. Ou não...

Fico a pensar a imensidão de redundâncias existentes pelas páginas. Procurei uma imagem do Rio de Janeiro e usei como base de pesquisa. Localizei 128 imagens! Pensando em Lavoisier, imaginem como isso é comum. Aplicado à infinidade de imagens disponíveis, a progressão geométrica deve ser singular!

Maravilhas da tecnologia moderna, a explorar as inovações da inteligência artificial. Certamente consegue fazer o mesmo reconhecimento que nós faríamos, só que com uma atenção triplicada aos detalhes, num tempo infinitamente menor. Os filhos sempre acabam superando os pais.

segunda-feira, 17 de novembro de 2008

Viewzi

Hegemonia nos encurta a visão.

Olhem só o caso do Google... É tão onipresente em nossas buscas pela Internet que nem sempre pensamos em outra alternativa, nem mesmo refletimos se elas existem.

Algumas alternativas aparecem por aqui, em posts anteriores, como o Cuil e o Searchme. Pois é, elas existem e possuem recursos muito interessantes, bem diferentes das espartanas páginas de Mountain View.

É nessa hora que muitos companheiros, e outros tantos detratores, estão se rejubilando: ele falou visitou algo além do Google! Nunca fui exclusivista ou fundamentalista, só preciso de um bom motivo.

Nem é preciso uma espada de Thundera para ter a "visão além do alcance". Acreditem ou não, para encontrar outros buscadores (meio pleonástico, não?) basta o bom e velho Google! :)

Dos últimos "achados" (hoje é dia...) foi o Viewzi. Despretensioso e sorrateiro, ele está ativo há algum tempo, fornecendo respostas rápidas e com diversas interfaces elegantes, mais ou menos como as buscas específicas oferecidas pelo ator principal das pesquisas.

Com 19 tipos de visualizações diferentes, podemos receber desde uma lista textual com o resultado até uma galeria de screenshots das páginas encontradas. Interessante duas delas direcionadas a assuntos de celebridades, algo bem específico.

Há também duas dedicadas ao mundo das músicas, sendo uma por álbum e a outra por composição. Vídeos e fotos também foram lembrados, ganhando três das interfaces. O site conta até como uma para compras de maneira geral e outra específica para livros na Amazon.

Uma abundância inesperada de opções. Boa sacada uma delas que mistura os resultados dos quatro principais concorrentes: Google, Yahoo, Live e Ask. E por falar no desafio aos concorrentes, usa também o recurso do Google Timelime em mais uma visualização.

Fácil, fácil gastamos um considerável tempo explorando as alternativas e os resultados, é claro. Excelente segmentação para tentar dar conta da imensidão de dados presente na rede. Crítica feita àqueles presentes hegemônicos do establishment...

Paira certa dúvida sem resposta em toda a história... Será tão auspicioso o retorno obtido na produção de mecanismos de busca? Vale o investimento em desafiar os gigantes? Como bem pontuou um amigo, não estarão apenas mostrando curriculum para tentar uma futura aquisição?

sábado, 2 de agosto de 2008

Cuil

Desafiar sempre vale a pena.

Lançada com toda pompa e circunstância, no final do mês de julho, uma nova ferramenta de busca chamada Cuil vêm para enfrentar o gigante Google.

Criada por ex-funcionários do adversário, promete aprimorar os resultados de pesquisas realizadas, uma vez que, segundo eles, o já antigo número um não vem cumprindo a tarefa adequadamente.

Deixemos bem claro que o desafio é apenas na área de pesquisas. O Google também começou por lá, mas hoje a empresa apresenta uma miríade de soluções on-line de porte, possivelmente jamais oferecida por qualquer outra.

O novo desafiante promete acompanhar a vertiginosa evolução da Internet. Para isso, mais do que contar com clusters gigantescos, fazendas de servidores a perder de vista, eles dizem possuir um mecanismo de indexação revolucionário, baseado na relação entre palavras dentro de um mesmo texto.

Quando realizamos uma pesquisa, a página de resultados é bem interessante. Muito além do espartano estilo do concorrente, são apresentados diferentes contextos da informação. Entre páginas diretas e grupos de dados, a impressão é de um serviço mais refinado na seleção.

Batizado com uma palavra do irlandês antigo, seu nome chama atenção por significar "conhecimento"! Reside nesse, e em outros pontos, uma desagradável prepotência de seus criadores. Pode ser só marketing, mas eles se intitulam "a maior ferramenta de buscas do mundo", seja lá o que isso significa...

Apesar de todo "conhecimento", pesquisas feitas em português, por exemplo, ainda apresentam resultados estranhos, fora quando excluem nomes conhecidos de nosso meio, como se inexistissem na grande rede. Talvez seja apenas efeito da juventude do sistema.

Pesa também sobre eles essa história de todos serem ex-Googles. Como bem pontuou um amigo de trabalho meu, quem garante essa empreitada não ser uma jogada do próprio desafiado? Em sua condição hegemônica, poderia tentar dar uma temperada no mercado, para ele não terminar insosso.

A nós, pobres mortais, só nos resta observar e usar. De repente, temos em mãos uma nova etapa na evolução do acesso a Web. Qualquer coisa, além disso, ficará na mera especulação. O conhecimento a respeito disso só eles mesmo é que têm... No mínimo, é um desafio à investigação.