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segunda-feira, 12 de janeiro de 2009

Imaginação

Imaginação nos leva bem longe...

Tecnologias para mapas e posicionamento são febres do momento. Campeões de audiência na Internet, em publicações especializadas ou no celular mais próximo de você!

Se fornecedores de tais recursos (concorrentes, é claro) juntassem esforços e soluções veríamos o surgimento de um mundo completamente novo.

Ouçam... A Matrix chama! Fugimos, escapamos de visões da ficção, mas ela continua a espreita, esperando o momento certo para vir à realidade e se firmar.

Com os mapas do Google, e sua função Street View, registramos imagens reais de locais marcados em ruas e caminhos virtuais. Uma decoração para facilitar a identificação, a relação entre o concreto e o abstrato.

Milhões de usuários pelo globo, a enviar suas fotos de pontos cotidianos, poderiam mapear qualquer ponto habitado. Até mesmo os mais remotos, dependendo de aventureiros espirituosos. Contribuição valiosa para algo como o Photosynth, da Microsoft.

Quando postei sobre o serviço do Live Labs, nem havia imaginado a possibilidade de união dos serviços. Com o volume possível, afinal colaboração também é pauta do momento, seriam possíveis reconstruções bem completas de localizações de cidades pelo mundo.

Sonharia com algo como o "Ancient Rome 3D", também do Google, só que com imagens realistas, atualizadas nos últimos dias. Encontrar a padaria da esquina, podendo passear virtualmente por suas dependências e conhecê-la sem estar lá.

Os cenários construídos poderiam ser importados em um sistema de gerenciamento de mundos virtuais, como o SecondLife. Com avatares criados à nossa imagem e semelhança, com captura 3D de nossos corpos, estaríamos lá inseridos e capazes de voar!

Para acessar a nova realidade, interfaces Wii novíssimas, ainda não lançadas (quem sabe...). Além dos comandos orientados por movimentação, trariam feedback tátil. Uma interface sensorial capaz de promover a imersão total de nossos sentidos.

Ambiente tentador e viciante. Se com os videogames contemporâneos já é fácil pessoas se viciarem, imaginem com tamanha interatividade e realismo... É verdade que, depois de tantas inovações, menos imaginação será necessária.

Possivelmente tais novidades estejam mais próximas do que imaginamos. Adoramos tecnologias inovadoras e lugares propícios a algumas escapadas. Sonhos correm o risco de se tornar verdadeiros pesadelos. Ou não...

sábado, 4 de outubro de 2008

Geotagging

Privacidade, sei... Sorrateiramente se esvai!

Alie telefonia celular abrangente, tecnologia GPS acessível, Internet em qualquer canto e teremos uma mistura potente para brincar com localização em tempo real.

Geotagging é uma dessas manias do momento. Etiquetar tudo com sua posição geográfica. Brincar de Deus, com jeitão humano, meio criança, de colocar plaquinhas pelo planeta.

Etiquetar coisas, fotos, lugares se tornou insuficiente. Saciar a ânsia do carimbador maluco só mesmo etiquetando pessoas ou a si mesmo!

Diversos serviços Web 2.0 provêem os mecanismos. À distância de um clique e um pouco de vontade. Vai saber se por necessidade de exposição, popularidade em alta ou necessidade profissional extrema.

No Plazes, você pode compartilhar sua localização atual. Integrado com vários outros serviços como Facebook, Blogger e Wordpress, contatos de sua confiança pode saber onde você está.

Um dos principais exemplos da nova tendência, o site tem apoio da Nokia (continuamente conectando pessoas!) e já foi notícia no New York Times. Com ele sabemos que está por perto e quais eventos ocorrem próximos a nós.

Deseja ilustrar suas andanças com fotos e vídeos, acompanhados de seu posicionamento? O GyPSii oferece uma solução. Acessível por celular, propõe o registro de sua vida através de seu pequeno avatar tecnológico. Um registro incessante e autobiográfico. :)

A solução brazuca vem com motes de Twitter. Batizado de "Onde Estou", promete os mesmos recursos de registro e rastreamento. Cadastro simplificado, integração com o Orkut, componentes bem a gosto dos fregueses tupiniquins.

Aplicações variadas podem ser imaginadas para tais tipos de informação. Que tal dicas de alguém que já conhece um lugar? Será bom para trabalhar? Um encontro ocasional facilitado com um amigo? E propaganda direcionada geograficamente?

Passear pelos sites semeia idéias mil. Há vários que merecem menção: Pelago, BrightKite, Whereyougonnabe, Wayn, TripAdvisor. Difícil é conseguir tempo para se cadastrar em todos, experimentar e escolher! Ou usar todos?

Ares de Grande Irmão voluntário! Quem diria, por qual motivo seja, iríamos nos dispor a tanta exposição, a tanto controle, de certa forma. E existem tantas organizações no mundo preocupadas com a privacidade... Revoluções culturais e comportamentais. Quais os limites entre o público e o privado?

terça-feira, 10 de junho de 2008

citIX

"Posso contar a história de Olinda, moço?".

Qualquer pessoa que já visitou Olinda, em Pernambuco, certamente ouviu este chamado de um guia mirim, comum nas ruas da cidade.

Guias em viagens turísticas sempre são uma boa pedida, mesmo com qualidade questionável. Sempre é uma visão de alguém do local. Basta estarmos cientes desta situação.

Conhecer a história, as dicas de lugares, onde devemos e podemos ir, é tarefa árdua para uma única viagem de turismo. Algumas pessoas defendem que em um passeio conseguimos apenas visitar, não conhecer a localidade.

Muitos habitantes de São Paulo, se não a maioria, conhecem apenas uma pequena parte de sua enorme cidade. Que tal se cada habitante contribuísse com seu conhecimento sobre sua metrópole, disponibilizando para quem desejasse visitá-la, ou mesmo para conterrâneos desconhecedores de outros recantos de sua terra?

No site citIX (de City Information Exchange) isso já é realidade. Lá você pode localizar, marcar e compartilhar informações sobre eventos, lugares, instituições, segurança e serviços públicos. Toda contribuição, como se espera, é bem-vinda. Aquilo que se conhece no cotidiano, mais próximo de nossa rotina é o insumo para o trabalho.

Quem desejar, pode depois pesquisar livremente. Vai para alguma cidade desconhecida? Veja se há dicas de bons programas. Será que em seu bairro existe algo que você não conheça? Verifique e se surpreenda. Quem sabe?

É uma iniciativa integradora, comunitária e aproveitando o melhor da tecnologia. Verdadeiro espírito da Web 2.0! Considero-a muito melhor do que seu primo, o site Wikicrimes. Ele serve para pontuar e relatar eventos de violência pelas cidades. Triste conseqüência do desequilíbrio metropolitano moderno.

Nem tudo são flores! É nossa responsabilidade cultivá-las e lhes dar mais atenção. Mais interessante do que mapear e evitar a violência é promover a colaboração das pessoas. A humanização de nossos habitats ó caminho insubstituível para a transformação do espaço público.