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sexta-feira, 20 de fevereiro de 2009

Ilusão

"There's no spoon".

Tememos demais nossas próprias criações. Imaginamos mirabolantes teorias conspiratórias, à nossa captura. Não há o que temer, são medos infundados. Ou há?

Na ficção científica, já não é de hoje, contamos histórias de como pode ser perigoso brincar com a tecnologia ou a ciência. Mecanismos artificiais desenvolvidos, em algum momento, acabam por se virar contra nós.

Foi assim desde o monstro de Frankestein, ou outros ancestrais, até a sofisticada engenharia presente em Matrix. Perdemos o controle e terminamos reféns.

Porém, como sempre, é apenas ficção... Basta pensar no mundo virtual vivenciado por Neo e companhia. Demorará muito até conseguirmos conexões neurais e simulações como as apresentadas por lá.

Falta muito à medicina e à neurociência para possibilitar tamanha intervenção em nossos neurônios. Que dizer, então, sobre o poder de processamento necessário para um controle daquele porte.

Tudo isso porque sonhamos com algo chamado inteligência artificial. Confusão constante, pois comumente relacionamos com a ideia de consciência, que são assuntos bem distintos. Poderíamos pensar em máquinas com inteligência, mas não necessariamente com consciência. Principalmente, com vontades...

Lembra um pouco até teorias como a evolução memética. Mudança de foco sobre a história da existência no universo conhecido. No fundo, quem estaria evoluindo e existindo de fato seriam os memes, utilizando nossa existência para se perpetuar.

Vendo desta forma, intriga nossa postura com relação à utilização da tecnologia contemporânea. Somos tão dependentes dela que praticamente somos capazes de afirmar que a tornamos imprescindível. E continuamos a atualizá-la, versões e mais versões!

Escravos da evolução de gadgets, dominados pela eletrônica presente em nossas vidas. Temos a ilusão de que nós os criamos, mas quem pode assegurar que não somos apenas o meio para seu desenvolvimento? Plataforma celular construída para sua viabilização.

De alguma forma, existiria tal inteligência propulsora dessa evolução, nos usando para acontecer. Sem condição de voltar atrás, fomos condenados a mantê-la, promovê-la e perpetuá-la. Revelado esse novo viés da verdade, nos espantaremos quando alguém nos disser: "Benvindo ao deserto do real"!

segunda-feira, 12 de janeiro de 2009

Imaginação

Imaginação nos leva bem longe...

Tecnologias para mapas e posicionamento são febres do momento. Campeões de audiência na Internet, em publicações especializadas ou no celular mais próximo de você!

Se fornecedores de tais recursos (concorrentes, é claro) juntassem esforços e soluções veríamos o surgimento de um mundo completamente novo.

Ouçam... A Matrix chama! Fugimos, escapamos de visões da ficção, mas ela continua a espreita, esperando o momento certo para vir à realidade e se firmar.

Com os mapas do Google, e sua função Street View, registramos imagens reais de locais marcados em ruas e caminhos virtuais. Uma decoração para facilitar a identificação, a relação entre o concreto e o abstrato.

Milhões de usuários pelo globo, a enviar suas fotos de pontos cotidianos, poderiam mapear qualquer ponto habitado. Até mesmo os mais remotos, dependendo de aventureiros espirituosos. Contribuição valiosa para algo como o Photosynth, da Microsoft.

Quando postei sobre o serviço do Live Labs, nem havia imaginado a possibilidade de união dos serviços. Com o volume possível, afinal colaboração também é pauta do momento, seriam possíveis reconstruções bem completas de localizações de cidades pelo mundo.

Sonharia com algo como o "Ancient Rome 3D", também do Google, só que com imagens realistas, atualizadas nos últimos dias. Encontrar a padaria da esquina, podendo passear virtualmente por suas dependências e conhecê-la sem estar lá.

Os cenários construídos poderiam ser importados em um sistema de gerenciamento de mundos virtuais, como o SecondLife. Com avatares criados à nossa imagem e semelhança, com captura 3D de nossos corpos, estaríamos lá inseridos e capazes de voar!

Para acessar a nova realidade, interfaces Wii novíssimas, ainda não lançadas (quem sabe...). Além dos comandos orientados por movimentação, trariam feedback tátil. Uma interface sensorial capaz de promover a imersão total de nossos sentidos.

Ambiente tentador e viciante. Se com os videogames contemporâneos já é fácil pessoas se viciarem, imaginem com tamanha interatividade e realismo... É verdade que, depois de tantas inovações, menos imaginação será necessária.

Possivelmente tais novidades estejam mais próximas do que imaginamos. Adoramos tecnologias inovadoras e lugares propícios a algumas escapadas. Sonhos correm o risco de se tornar verdadeiros pesadelos. Ou não...