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sábado, 21 de março de 2009

Astronomia

Eram os deuses astronautas?

Povos antigos atribuíam poderes divinos aos deuses visíveis nos céus. Donos do destino do Universo, aqueles seres no olhavam de lá e interferiam em nossas vidas.

Mesmo os gregos, com todo seu amor à sabedoria e sua razão, formularam explicação um tanto mítica para os astros celestes.

Associaram as alturas com a morada do perfeito. Fixaram as estrelas num plano intocável por qualquer mudança. Mesmo sistematizando sistemas celestes, mantiveram a aura de mistério do inalcançável.

Navegadores pela história se guiaram por estas entidades. Protegidos por sua benção e força, confiavam seus rumos e destinos aos desígnios das luzes sobre suas cabeças.

Até formulações menos acadêmicas, como a Astrologia, procuraram se fundar na ordem observável no vasto e imenso horizonte celeste. Tentam condicionar nossa sorte aos ritmos e interações destes imensos errantes siderais.

Mesmo para nossa sisuda ciência, os céus foram mola propulsora para seu avanço. Intrigados com tal divindade, e até temerosos em desafiá-la, cientistas procuraram conhecê-la, desvendá-la, Prometeus modernos atrás do fogo da sabedoria.

E assim desenvolvemos tecnologia, formulamos teorias e seguimos desvendando significativa parcela da natureza. Apesar de tão distantes, os objetos astronômicos provêm infinita fonte de conhecimento. Mundos longíquos que possivelmente jamais veremos de perto.

Kepler, Galileu, Copérnico, Brahe, Sagan, Hawking, e tantos outros grandes pensadores, passaram e passam a vida sonhando com as órbitas e leis do grande enigma celestial. Admiração, reverência e fascínio transformados em fabuloso e belo arcabouço de teorias.

Somos continuamente agraciados com presentes do saber vindos dos céus, através dos estudos da Astronomia e Astrofísica. Devemos muitos de nossos confortos modernos a essas benesses gratuitas. Visto assim, talvez os deuses estejam mesmo por lá, cuidando de nós.

sábado, 7 de março de 2009

Colisão

Passou perto de novo!

Temores de um cataclisma cósmico, causado pelo impacto de algum objeto espacial com nosso planeta, se mostram mais reais do que imaginamos ou do que gostaríamos.

Em posts anteriores, já mencionei as constatações dos riscos naturais ou artificiais. Com um pouco mais de sorte, ou azar (depende do caso), uma destas pedronas acaba acertando a Terra.

E olha que o alvo não é pequeno... Por isso, no começo desta semana, astrônomos pelo mundo puderam observar, sem muito mais a fazer, a passagem de um grande asteroide bem próximo de nós.

O distinto objeto, muito bem identificado, tinha em torno de 20 a 50 metros. Dimensões de uma casa! Algo como se a cena de Dorothy, chegando ao Reino de Oz, pudesse acontecer no quintal de qualquer pessoa. Qual seria a bruxa a atingir?

Enquanto estamos acostumados a observar astros muito distantes, com a necessidade de equipamentos sofisticados como o telescópio Hubble, o visitante desta semana passou entre nós e a Lua! Mais precisamente, cerca de um quinto desta distância. Praticamente um raspão.

Com toda a atenção que temos voltada para o céu, ficamos cientes da imensa massa há apenas dois dias de sua passagem. Nem nos sonhos da ficção, com Armageddon e afins, conseguimos conceber tão escassa quantidade de tempo para tomar uma atitude. Ainda bem ele que não iria colidir.

Refeitos do susto, os astrônomos ainda puderam afirmar que é possível recebermos nova visita, do mesmo errante dos céus, nos próximos anos. Mais um alvo para observação do grande telescópio de vigia, instalado no Havaí. Espero que a experiência sirva para aprimorar o conhecimento sobre detecção...

De qualquer forma, o grande aviso vindo dos céus é para nos lembrar de nossa pequenez. De quanto não conseguimos controlar a natureza. De quanto a vida é finita e desconhecemos o amanhã do próximo segundo. Uma pequena lembrança sem chance de passar desapercebida.

quinta-feira, 1 de janeiro de 2009

2009

2009: Ano Internacional da Astronomia.

Bem que os biólogos desejaram transformá-lo no ano da Biologia. Referência a comemorações darwinianas, tal qual em 2005, Ano Internacional da Física, celebrou a teoria da relatividade de Einstein. Não deu...

Depois de um turbulento ano, ao menos economicamente, direcionamos nosso olhar para o céu, para o universo a nossa volta.

Os astros fascinam a humanidade por toda sua história. Quem seriam aqueles entes luminosos, presentes no céu noturno, a nos olhar altivamente, impassíveis a nossa sorte mundana?

Certas pessoas conceberam significados míticos aos tais personagens, fundaram a astrologia e derivados. Outros tantos se inquietaram e procuraram ir além. Desafiaram os deuses e lhes deram uma descrição física, natural.

Mundos tão distantes, praticamente observados por inferência, pela suposição da universalidade das leis físicas. Discutimos aquilo que, possivelmente, jamais verificaremos de perto. Pelo menos num futuro próximo...

Independentemente da verificação, o interesse por tais mundos, mesmo tão distantes, desenvolveu e desenvolve nossa ciência. A busca do entendimento destes gigantes propicia a compreensão de nossa realidade.

Começamos o ano com muitas promessas estrelares. O lugar-comum é Barack Obama, envolto por tamanha expectativa frente ao ineditismo de sua situação. Novos prefeitos estarão estreando em todo Brasil. Inícios de ano prometem esperanças e renovações, possibilidade de melhoria e recomeço.

Que um ano inspirado nas estrelas não nos tire o pé do chão. Estejamos preocupados em realizar as mais importantes concretizações de aspirações comuns e frutíferas a todos, fortalecidos na fraternidade no amor. Desejo que possamos ter saúde e paz para a conquista da tão almejada felicidade.

Feliz 2009!

segunda-feira, 19 de maio de 2008

Splash

Tupã criou Jaci. Sendo assim, então ele seria Theia?

Como nossos índios, estamos acostumados à eterna presença da companheira noturna da humanidade: a Lua. Inspiradora de muitos homens, já inspirou até algumas linhas deste blog.

Em muitos desenhos animados ela é representado como feita de queijo. Brincadeira pela aparência concedida por suas visíveis crateras.

Pouquíssimo homens puderam visitá-la. Privilégio de ilustres escolhidos para participar do Projeto Apollo, com a participação mais arriscada: colocar seus pés em solo lunar.

Apesar das inúmeras amostras trazidas de lá, pouco se sabe e muito se especula sobre suas origens. Quem foi cismar de questionar de onde ela veio?

Material errante aprendido em nossa órbita, a ponto de se acumular e formar nossa mascote celeste? Filha da formação de nosso planeta, permanentemente unida pelas condições astrofísicas? Ou resultado de um grande impacto com outro objeto celeste?

Completamente por acaso, assim como o fenômeno em questão, tomei contato com a última teoria esses dias. Parece ser uma das mais prováveis boas explicações, principalmente pela semelhança na composição geofísica dos dois entes siderais (Terra e Lua).

Batizada de Big Splash, a teoria postula a colisão de um extinto planeta do sistema solar, Theia, com nosso planeta, há muitos milhões de anos. Em uma grande troca de materiais, o gigante errante teria se fundido ao nosso lar, com a liberação de imensa quantidade energia e material, que formariam nosso futuro satélite.

Há muito para discutir ainda, incongruências e condições, em meio à enorme número de variáveis, numa dimensão temporal inimaginável (a não ser para os imaginativos postuladores da teoria). Que semente brota em idéias tão inusitadas?

Fato ou não, a teoria nos faz recordar os riscos, apesar de pequenos, de colisões com objetos existentes próximos a nosso sistema planetário, ou no universo. Como seria nossa existência em uma eventualidade deste porte? Motivo suficiente para também nos lembrarmos de nossa pequenez no gigantesco universo. Sábios esses nossos colegas tupis... Peçamos proteção a Tupã!