Mostrando postagens com marcador Evolução. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Evolução. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, 25 de novembro de 2009

Seleção

150 anos!

Raras são as ideias ou teorias a durar, incólumes, por tanto tempo. Principalmente aquelas alvo de acaloradas discussões, contundentes afirmações, desafiadoras do status quo.

Ontem foi comemorado o aniversário da publicação de "A Origem das Espécies", de Darwin. Um século e meio... Longo tempo de irretocável acerto na descrição da natureza.

Se aplicarmos seus conceitos à sua própria obra, poderíamos afirmar que ele vem se consolidando como "a selecionada". Seus memes se multiplicam, demonstram quão bem adaptados são.

Primorosa observação da ocorrência da vida, de tão forte dificulta a imaginação de alguma alternativa, de outra via para o desenvolvimento do universo conhecido.

Para poder apreciar, ou mesmo admirar, mais de perto obra-prima de tamanha magnitude vale a visita ao site The Complete Work of Charles Darwin Online.

Mantido pela Biblioteca da Universidade de Cambridge, conta com livros digitais ou digitalizados, imagens completas de manuscritos, arquivos de áudio. Aliás, um belo exemplo de adoção da mídia digital por uma instituição de 800 anos! Possivelmente outra evidência da evolução...

Gratificantes oportunidades da globalização e acessibilidade do século XXI, quem diria um dia pudéssemos ver o gênio em toda sua caligrafia... Os manuscritos digitalizados são de leitura difícil, afinal "letra" bonita é para poucos, mas por menos que captemos é uma divertida viagem pelas notas e observações do cientista.

E pensar, por exemplo, que parte destes blocos de notas esteve na célebre viagem do Beagle. Reflexões, desenhos, registros, um legítimo blog do século XIX. Fico a imaginar como teria sido Sir Charles em nosso tempo, munido de iPods, GPS, iPhones, Wifi e outras parafernálias...

sábado, 21 de março de 2009

Astronomia

Eram os deuses astronautas?

Povos antigos atribuíam poderes divinos aos deuses visíveis nos céus. Donos do destino do Universo, aqueles seres no olhavam de lá e interferiam em nossas vidas.

Mesmo os gregos, com todo seu amor à sabedoria e sua razão, formularam explicação um tanto mítica para os astros celestes.

Associaram as alturas com a morada do perfeito. Fixaram as estrelas num plano intocável por qualquer mudança. Mesmo sistematizando sistemas celestes, mantiveram a aura de mistério do inalcançável.

Navegadores pela história se guiaram por estas entidades. Protegidos por sua benção e força, confiavam seus rumos e destinos aos desígnios das luzes sobre suas cabeças.

Até formulações menos acadêmicas, como a Astrologia, procuraram se fundar na ordem observável no vasto e imenso horizonte celeste. Tentam condicionar nossa sorte aos ritmos e interações destes imensos errantes siderais.

Mesmo para nossa sisuda ciência, os céus foram mola propulsora para seu avanço. Intrigados com tal divindade, e até temerosos em desafiá-la, cientistas procuraram conhecê-la, desvendá-la, Prometeus modernos atrás do fogo da sabedoria.

E assim desenvolvemos tecnologia, formulamos teorias e seguimos desvendando significativa parcela da natureza. Apesar de tão distantes, os objetos astronômicos provêm infinita fonte de conhecimento. Mundos longíquos que possivelmente jamais veremos de perto.

Kepler, Galileu, Copérnico, Brahe, Sagan, Hawking, e tantos outros grandes pensadores, passaram e passam a vida sonhando com as órbitas e leis do grande enigma celestial. Admiração, reverência e fascínio transformados em fabuloso e belo arcabouço de teorias.

Somos continuamente agraciados com presentes do saber vindos dos céus, através dos estudos da Astronomia e Astrofísica. Devemos muitos de nossos confortos modernos a essas benesses gratuitas. Visto assim, talvez os deuses estejam mesmo por lá, cuidando de nós.

segunda-feira, 16 de fevereiro de 2009

Cultura

Qual o alcance da evolução?

Tal como formulada por Darwin, a evolução guia a perpetuação de modificações ocasionais nas espécies, as quais propiciam melhores condições de adaptação ao meio ambiente.

Sendo assim, peixes conseguem sobreviver embaixo d'água, pássaros voam, antílopes correm velozmente, leões são ferozes e grandes caçadores, apenas porque no caminho trilhado foram bem-sucedidos.

Ao procurar a origem das espécies, o cientista inglês acabou encontrando parentescos nossos, a nos aproximar de outras primatas, com quem provavelmente guardamos algum ancestral comum.

Porém, curiosamente somos bem frágeis do ponto de vista físico, frente à grande maioria dos animais no planeta. Apesar da fragilidade, dominamos o meio ambiente e o submetemos ao ponto de desequilibrá-lo.

O que teria nos dado tamanho diferencial? Ao atingir os limites de nossa capacidade física, desenvolvemos um mecanismo evolutivo sem igual: a cultura.

Ler o livro "Cultura - Um conceito antropológico", do professor Roque de Barros Laraia, nos permite entender parte deste desenvolvimento e suas consequências.

Conseguimos suplantar nossas limitações com uma característica aprimorada e transmissível por gerações, bem diferente das qualidades adquiridas pela genética, em toda a natureza.

Um pássaro praticamente já nasce equipado com seu canto. Significados, representações, são repetidas por todos os elementos de sua espécie. Estratégias de predadores se mostram similares. Filhotes destes desde a infância brincam e reproduzem estes mecanismos, obtidos a custa de milhares de gerações.

Nós, cada indivíduo de nosso grupo, conseguimos recriar e inovar, aprimorando ou não, para em seguida transmitir aos outros. Nossa última evolução é uma propriedade do conjunto aliada a capacidade individual. Dom estranhamente distinto e peculiar.

Por outro lado, vivemos em nossa história um acúmulo de conhecimento que parece desconhecer limites. Sobrepomos ideias e técnicas, criando um bolo de informação sempre crescente e interdependente. Patrimônio perene e incalculável.

As crianças precisam começar o aprendizado cada vez mais cedo, para estarem aptos a utilizar as últimas tecnologias disponíveis em sua contemporaneidade. Por quanto tempo poderá durar o ciclo de reprodução da cultura, de forma prática e plausível?

E se, um dia, chegarmos aos limites de tempo hábil e capacidade neural para assimilarmos o conhecimento acumulado pela civilização? Novos indivíduos não conseguiriam usufruir da herança cultural e nem muitos menos repassá-la... Então, para onde caminharia nossa próxima etapa evolutiva?

quinta-feira, 22 de janeiro de 2009

Estio

Novamente às voltas com a ficção científica...

Por diversos posts reflito sobre a questão. Basta procurar por ficção, Asimov ou outro termo associado, neste blog. Natural para quem se diz aficionado?

Preocupações com o sonho humano, com sua habilidade em sonhar... Seria apenas a aspereza da contemporaneidade a nos exaurir e incapacitar, embrutecer?

Dia desses, li algumas opiniões a discutir os motivos do nosso atual estio científico ficcional. Giram em torno da tecnologia moderna, como eu já venho aventando.

Avançamos tão rápido tecnologicamente que nem temos tempo de vislumbrar o futuro? A velocidade nos dá poucas condições de entender plenamente o momento, poder conhecê-lo, para conseguir então projetar quais seriam os possíveis desenvolvimentos, ou quais desejaríamos.

Quem sabe, por outro lado, temos condições muito melhores de antecipar as inovações e os rumos a seguir, ao ponto de ficar sem graça "brincar" de adivinhar. Perdemos o lúdico em decorrência da sisuda certeza do advir.

Há quem culpe o ritmo da vida. Passamos tão rapidamente nossos dias que, quando nos damos conta, já é amanhã. Falsa sensação de viver continuamente o futuro! Para que então sonhar com ele, se está sempre tão "presente"? É questão de pouco tempo...

Também se postula a falta de conhecimento. Isaac Asimov, Carl Sagan, Júlio Verne eram, antes de mais nada, conhecedores da ciência e seus meandros. Acadêmicos profissionalizados têm hoje pouco interesse me especular sobre o mundo que deveria diverti-los?

Sem ciência ficcional ou mitologia popular sinto a humanidade um pouco menos humana. Prefiro uma outra versão, mesmo que assombrada por demônios. Mais graça e mais cor pontuavam os mistérios da vida, impulsionavam desejos de descoberta e sobrevivência.

sexta-feira, 14 de novembro de 2008

Parentesco

Longe dos olhos, mas perto do coração.

Se considerarmos válida a Teoria da Evolução, há cerca de 10 milhões de anos, uma ancestral comum deu origem a 5 grandes primatas: gorila, orangotango, homem, chimpanzé e bonobo.

Gorilas conquistas suas áreas e as defendem com grande agressividade. É comum o infanticídio quando dominam um novo grupo. Ainda bem que não nasci gorilinha, tendo que me defender de tamanha brutalidade ou ser seu agente.

Orangotangos passam a vida nas árvores, solitários, encontrando fêmeas para acasalar e nunca ver seus filhos. Viver nas alturas ajuda a se proteger dos grandes felinos que coabitam suas paragens. Uma vida nessas alturas faria o gênero de poucas pessoas.

Chimpanzés fêmeas, em seus períodos férteis, ficam com suas órgãos sexuais inchados a ponto de precisarem sentar de lado. Certamente nenhuma representante da espécie humana gostaria de passar alguns dias no mesmo com imenso volume entre as pernas. Já lhes basta a TPM!

Bonobos, de tão pacatos, comumente acabam dominados por grupos de fêmeas mandonas. Crescem em grupos harmônicas, com organizações claramente matriarcais. Inúmeros machos humanos morreriam loucos em situação igual.

Nós desenvolvemos uma complexa linguagem. Produzimos cultura e a comunicamos através de gerações. Conseguimos nos adaptar, superar nossas fraquezas biológicas através deste vínculo diferenciado e especial. Por isso nos sentimos privilegiados...

Ilusão do próprio umbigo! Nossos poucos milhões de anos de existência são um átimo na natureza. Os dinossauros dominaram o planeta por dezenas de milhões de anos e se extinguiram. Quem pode garantir nossa soberania e continuidade?

Compartilhamos 96,3% (como se os décimos fizessem diferença...) do DNA com orangotangos. Somos irmanados geneticamente em 98% com chimpanzés e bonobos, ou seja, praticamente irmãos. Se um cientista alienígena nos estudasse, provavelmente nos agruparia e diferenciaria pelas roupas e quantidade de pelos!

Olhando bem, a agressividade presente no transporte público em final de dia, o desrespeito de diversas pessoas pelas crianças e os mais velhos, as fugas que alguns encontram para os desafios da vida e a relação conturbada existente entre casais problemáticos, bem lá no fundo do coração vivemos a fazer macaquices.

terça-feira, 23 de setembro de 2008

Evolução

Incompreendida e polemizada, eis a Teoria da Evolução.

Escolher palavras uma tradução nem sempre é uma tarefa grata. No caso, talvez o melhor seria "desenvolvimento", removendo a carga de superioridade.

Etimologias à parte, Darwin se preocupou em seu trabalho na descrição de como a vida seguiu seu caminho para culminar na diversidade imensa que observamos.

A beleza de sua teoria está na percepção do poder do caos em gerar uma ordem observável! A perfeição mora na capacidade de causar imperfeições.

Atribuímos essa influência, essa intervenção, a causas naturais, espúrias e sem motivação específica. No jogo de dados da vida, ganha quem tiver a sorte de receber as melhores condições para sobreviver. Não há sina.

O desenvolvimento humano atingiu a condição de influenciar no processo. Certamente, muitos indivíduos fadados ao insucesso conseguem sobreviver graças a perversão da ordem natural provocada pelo homo sapiens.

Intervimos, acima de tudo! Tanto para o bem, quanto para o mal. Poluímos e curamos doenças. Extinguimos animais e criamos vida em tubos de ensaio. Brincamos com o destino do universo como deuses imberbes, inaptos a sua função final.

Diante deste fato, fico a duvidar de nosso futuro. Estaremos bloqueando o curso natural da evolução? Comprometemos assim nossa capacidade futura de desenvolvimento e adequação às condições da natureza? E então me vejo laçado no mesmo erro conceitual, autor da dita incompreensão...

Quem disse que nossa complexa estrutura social não é produto e motor da máquina da evolução? As adaptações podem nem ser mais de ordem física / fisiológica, mas a predisposição a certas condições continuarão determinando nossa transmissão de legado. Ou, de repente, são determinadas por alguma genética incompreendida.

No romance "A máquina do tempo", de H. G. Wells, o autor prevê um futuro onde desaguaríamos em diversas espécies derivadas do homem moderno, conectadas numa estranha cadeia alimentar. Triste e bizarro fim para uma espécie metida à divindade...

Ao observar as condições e valores dominantes de nossa época atual, facilmente nos preocupamos com o futuro de nossos descendentes. Ânsia plantada em todo ser vivo, o cuidado com a prole é mais uma das tais molas desse teatro genético. Fazer o quê, né?

sábado, 15 de março de 2008

Spore

Nós, seres humanos, fazemos questão de nossa filiação.

Desde que soubemos sermos imagem e semelhança do criador, não cansamos de perseguir o objetivo de fazer jus a nossa herança. Insistimos em brincar com a vida.

Tentamos clonagem, decodificamos DNAs, manipulamos populações inteiras, mas o sucesso nestas empreitadas é um tanto quanto duvidoso. Ainda estamos longe de alcançar a capacidade de nosso pai...

Então recorremos ao mundo dos jogos, afinal a tecnologia é mais dominada do que nunca. Nossos computadores são continuamente aprimorados e o poder de processamento só aumenta.

Um aguardado blockbuster, para incrementar nossos sonhos criadores, é o game Spore. Depois de sucessos como Sim City, e toda sua descendência, seu criador Will Wright idealizou este projeto ambicioso.

No jogo, começamos com um organismo unicelular. De acordo com nosso desempenho, vamos evoluindo e nos tornando mais complexos. Quando atingimos condições, começamos a desenvolver sociedades e tecnologias.

É possível chegar até a tecnologia espacial, momento em que nos é permitido navegar pelo espaço e conhecer outros mundos. Isso significa, para quem estiver conectado, a possibilidade de visitar a experiência de outros jogadores pelo nosso planeta real.

Anunciado em 2006, já são quase 2 anos de espera e muita expectativa. Os anúncios de lançamento datam o evento para este ano, em diversos períodos, de acordo com a região. Lá fora a promessa é para este mês, mas no Brasil deveremos recebê-lo só em setembro.

A comunidade de jogadores brasileiros criou o site Sporando, há algum tempo, para saciarem um pouco a sede de notícias, enquanto esperam o lançamento. No site se podem conhecer imagens, eventos e opiniões sobre o jogo. Eles arriscam até preparar histórias e idéias

Muito está prometido, veremos o quanto será entregue. O desejo é pelo menos poder exercitar um pouco mais nossa mania de grandeza. Será que ao menos estes mundos conseguiremos preservar?