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quinta-feira, 1 de janeiro de 2009

2009

2009: Ano Internacional da Astronomia.

Bem que os biólogos desejaram transformá-lo no ano da Biologia. Referência a comemorações darwinianas, tal qual em 2005, Ano Internacional da Física, celebrou a teoria da relatividade de Einstein. Não deu...

Depois de um turbulento ano, ao menos economicamente, direcionamos nosso olhar para o céu, para o universo a nossa volta.

Os astros fascinam a humanidade por toda sua história. Quem seriam aqueles entes luminosos, presentes no céu noturno, a nos olhar altivamente, impassíveis a nossa sorte mundana?

Certas pessoas conceberam significados míticos aos tais personagens, fundaram a astrologia e derivados. Outros tantos se inquietaram e procuraram ir além. Desafiaram os deuses e lhes deram uma descrição física, natural.

Mundos tão distantes, praticamente observados por inferência, pela suposição da universalidade das leis físicas. Discutimos aquilo que, possivelmente, jamais verificaremos de perto. Pelo menos num futuro próximo...

Independentemente da verificação, o interesse por tais mundos, mesmo tão distantes, desenvolveu e desenvolve nossa ciência. A busca do entendimento destes gigantes propicia a compreensão de nossa realidade.

Começamos o ano com muitas promessas estrelares. O lugar-comum é Barack Obama, envolto por tamanha expectativa frente ao ineditismo de sua situação. Novos prefeitos estarão estreando em todo Brasil. Inícios de ano prometem esperanças e renovações, possibilidade de melhoria e recomeço.

Que um ano inspirado nas estrelas não nos tire o pé do chão. Estejamos preocupados em realizar as mais importantes concretizações de aspirações comuns e frutíferas a todos, fortalecidos na fraternidade no amor. Desejo que possamos ter saúde e paz para a conquista da tão almejada felicidade.

Feliz 2009!

domingo, 19 de outubro de 2008

Coríntios

Imensos desafios a vida nos apresenta.

Numa semana repleta de eventos desafiadores a nossa compreensão, talvez devamos lembrar a força maior, capaz de transformar plenamente a existência de todo ser humano.

Baseada na primeira carta de São Paulo aos Coríntios, há uma conhecida canção, entoada para nos lembrar da importância de amar. Que ela possa hoje fomentar nosso espírito de esperança...

Se eu não tiver amor,

eu nada sou, Senhor!
Se eu não tiver amor,
eu nada sou, Senhor!

O amor é compassivo,
o amor é serviçal,
o amor não tem inveja,
o amor não busca o mal.

REFRÃO

O amor nunca se irrita,
não é nunca descortês,
o amor não é egoísta,
o amor nunca é dobrez.

REFRÃO

O amor desculpa tudo,
o amor é caridade,
não se alegra na injustiça,
é feliz, só na verdade.

REFRÃO

O amor suporta tudo,
o amor em tudo crê,
o amor guarda a esperança,
o amor sempre é fiel

domingo, 28 de setembro de 2008

Batismo

Batismo, momento de iniciação!

Com suas raízes bem distantes no tempo, marca a transmissão de um legado, uma missão, um compromisso, um presente. Presente da participação em uma vida consciente do amor.

Sendo presente, é proposição, jamais imposição. Pais e padrinhos emitem o convite e cuidam, enquanto possível, para que ele seja lembrado.

Convite feito de vivência, exemplo de vida, modelo. Convite cunhado com a própria alma, com a doação de seu ser e o testemunho concreto no cotidiano.

Pais se comprometem em presentear com mais do que a vida biológica. Encontram mais um pedaço do coração para doar na construção da vida espiritual. Contribuem cada qual com sua parte na formação do novo coraçãozinho.

Padrinhos são mais importantes do que meros substitutos em tempos piores, como na falta dos pais. São modelos de conduta na fé. Inspiração e inspiradores do sopro, do ânimo, na fraternidade e na solidariedade humana.

Esqueçamos o ensino do egoísmo, do individualismo. Isso o mundo se encarregará de ensinar. Mais forte devemos ensinar a partilha e a caridade. A preocupação com o bem comum, em prol de todos. Sem exclusão, sem preconceito, sem distinção!

Primeiro sinal da graça em sua vida cristão, o sacramento nos motiva à celebração! Celebrar a vida e seu exercício pleno. Comemorar a irmandade universal de toda a pessoa humana. Jubilar pelo dom da existência em toda plenitude de sua beleza.

Somos irmãos de todos, batizados ou não. Católicos, espíritas, budistas e muçulmanos, ou seja qual for a denominação, estamos inegavelmente conectados através de nossa humanidade. Batizados, nos diferenciamos apenas pela indiscutível ciência transmitida desta universalidade do amor!

domingo, 7 de setembro de 2008

Reunião

"... onde dois ou três estiverem reunidos em meu nome, eu estarei ali no meio deles." [1]

Humanos, gregários que somos, vivemos nos reunindo, em alguma causa comum ou conflito comum. O simples ato da reunião evoca compartilhamento...

O cerne das motivações se encontra sempre presente. Revela nossa alma, expõe nossas intenções e nos guia. A existência da reunião é força motriz de sua existência.

Encontremo-nos periódica ou esporadicamente, celebramos nossa humanidade, exercemos a distinção natural a nós concedida.

Escolher, acolher e defender as inspirações de nossas reuniões se mostra primordial. Jamais devemos esquecer nossa causa, deixar as dificuldades ou obstáculos do cotidiano ofuscarem o tesouro precioso de nossa dignidade.

Percalços e armadilhas do destino pretendem desagregar o bom arranjo. Desequilibram e assombram prolíferas associações. Instigam vontades de nosso egoísmo, do individualismo dicotômico latente em cada um de nós.

Os efeitos da luta entre as forças se transpiram no grupo. Seu resultado apontará o sucesso de algum dos lados da balança, para o bem ou para o mal. Como encarar nossas grandes reuniões, metrópoles modernas, tantas vezes insensíveis e omissas com o irmão mais necessitado?

Se, ao nos reunirmos, somos expressão máxima de nossa vocação, do personagem presente entre nós, quem este em nossas vidas cotidianas? A quem representamos no nosso dia-a-dia? Quem está no meio de nós?

Felizmente sempre é possível identificar agrupamentos iluminados, de homens e mulheres com o reflexo mais sublime e luminoso. Mentes e braços em prol do encontro mais elevado com nossa natureza, como preconizou o mais inspirador de todos. Que o desejemos e que ele esteja, e permaneça, sempre em nosso meio!

domingo, 29 de junho de 2008

Assemelhar

O amor nos faz assemelharmo-nos.

Olhar ao outro, com amor, é como olhar no espelho. Vemo-nos humanamente refletidos. Reconhecemos a semelhança entre as pessoas, isentos de qualquer idiossincrasia.

Lembramos da máxima "não fazer ao outro, aquilo que não desejamos para nós". Prefiro até melhorá-la, com "fazer ao próximo, o que desejamos para nós".

A visão no espelho não se trata daquela visão de parque de diversões, distorcida, jocosa para ser engraçada. Ao invés de desfigurar, transfigura.

Também se afasta da visão do espelho retrovisor. Aquela olhadela no farol para ver se há perigo. Disfarçadamente olhar, e ignorar, as mazelas a nos cercar. Olhos esticados a procura de ajuda, seja com venda ou com um simples pedido.

Dia 29 de junho, de todos os anos, são celebrados dois grandes mestres deste olhar do coração: São Pedro e São Paulo. Um foi exemplo do amor maduro e sereno. O outro portador do amor jovem e apaixonado. Ambos souberam transformar seus olhares para enviar a mensagem universal da fraternidade.

Uma vez que se enxerga a imagem no espelho da alma, jamais conseguimos esquecê-la. Alguns tentam negligenciá-la, mas seus ecos o perseguem constantemente, fazendo-os sentir o peso da mais íntima confessora: a consciência.

A elevação do semelhante à condição de felicidade é gerador da mais plena realização. Ápice do assemelhar é o desejo de plenitude do outro. Desejo motivado apenas pela simples satisfação de quem amamos.

Muitos são as cortinas a cobrir os inúmeros espelhos presentes em nosso caminho. Porém, as cortinas não são suficientes para encobrir os reflexos das repentinas luzes lançadas sobre eles. O pequeno brilho através das frestas destes tecidos é nosso alerta para a atenção aos grandes sinais da vida humana.

domingo, 3 de fevereiro de 2008

Bem-aventuranças

"Bem-aventurados os que têm um coração de pobre, porque deles é o Reino dos céus..."

A mensagem na montanha, proferida a tanto tempo, nos guarda um desafio de compreensão e de vida. Entender quais são os valores importantes é uma tarefa árdua, não aqueles eleitos pela nossa sociedade, mas os eleitos pela Vida.

Nossa realidade contemporânea elege valores bem diferentes, propondo um novo discurso de bem-aventuranças. Algo mais ou menos assim:

Bem-aventurados os participantes do Big Brother, pois poderão ganhar R$ 1 milhão reais.
Bem-aventuradas as celebridades, pois elas têm acesso a qualquer coisa no mundo.
Bem-aventurados os políticos, pois podem através de seu cargo 'arrumar sua vida'.
Bem-aventurados os empresários espertos, pois sempre conseguem se dar bem.
Bem-aventurados os valentões, pois ninguém se mete com eles.
Bem-aventurados os com bons advogados, pois conseguem boas brechas como solução.

Em um mundo individualista e consumista esses são os nossos despojos. Restam cacos da nobreza humana, transformada em recursos por uma satisfação pessoal e sem futuro, um encher-se de vazio, uma construção de castelos de areia, a aguardar as próximas ondas para os levarem.

A escolha pode ser pessoal, mas o prêmio é comum, do grupo todo, não há escapatória. O que fazemos, como agimos, fazemos para todos, sempre. A espécie humana é grandiosa em suas individualidades, que são insignificantes individualmente.

Grandes conquistas são conseguidas com o apoio dos outros, mesmo quando não percebemos conscientemente. É uma grande rede, uma trama de vidas, conectada e intricada. Nossa evolução ocorreu e ocorre assim.

Qual discurso preferimos? Quais bem-aventuranças escolhemos? É difícil distinguir entre as opções?