Mostrando postagens com marcador Colisão. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Colisão. Mostrar todas as postagens

sábado, 7 de março de 2009

Colisão

Passou perto de novo!

Temores de um cataclisma cósmico, causado pelo impacto de algum objeto espacial com nosso planeta, se mostram mais reais do que imaginamos ou do que gostaríamos.

Em posts anteriores, já mencionei as constatações dos riscos naturais ou artificiais. Com um pouco mais de sorte, ou azar (depende do caso), uma destas pedronas acaba acertando a Terra.

E olha que o alvo não é pequeno... Por isso, no começo desta semana, astrônomos pelo mundo puderam observar, sem muito mais a fazer, a passagem de um grande asteroide bem próximo de nós.

O distinto objeto, muito bem identificado, tinha em torno de 20 a 50 metros. Dimensões de uma casa! Algo como se a cena de Dorothy, chegando ao Reino de Oz, pudesse acontecer no quintal de qualquer pessoa. Qual seria a bruxa a atingir?

Enquanto estamos acostumados a observar astros muito distantes, com a necessidade de equipamentos sofisticados como o telescópio Hubble, o visitante desta semana passou entre nós e a Lua! Mais precisamente, cerca de um quinto desta distância. Praticamente um raspão.

Com toda a atenção que temos voltada para o céu, ficamos cientes da imensa massa há apenas dois dias de sua passagem. Nem nos sonhos da ficção, com Armageddon e afins, conseguimos conceber tão escassa quantidade de tempo para tomar uma atitude. Ainda bem ele que não iria colidir.

Refeitos do susto, os astrônomos ainda puderam afirmar que é possível recebermos nova visita, do mesmo errante dos céus, nos próximos anos. Mais um alvo para observação do grande telescópio de vigia, instalado no Havaí. Espero que a experiência sirva para aprimorar o conhecimento sobre detecção...

De qualquer forma, o grande aviso vindo dos céus é para nos lembrar de nossa pequenez. De quanto não conseguimos controlar a natureza. De quanto a vida é finita e desconhecemos o amanhã do próximo segundo. Uma pequena lembrança sem chance de passar desapercebida.

sábado, 14 de fevereiro de 2009

Murphy

Azar acontece até no espaço.

A famosa Lei de Murphy não escolhe hora, nem lugar, está comprovado! Terça-feira desta semana, dois satélites artificiais colidiram, em órbita.

Nem a data deu sorte... O evento poderia ter ocorrido ontem, sexta-feira 13, dia estigmatizado em muitas culturas, mas seria muito preciso para a fatídica lei.

Se o espaço fosse pequeno, exíguo, até acreditaríamos de cara. O que não falta lá em cima é espaço! Tudo bem que o lixo abunda por aquelas bandas, alguns milhares de objetos, mas mesmo assim é muita coincidência.

Em tempos de humores estremecidos, adivinhem ainda qual a nacionalidade dos ditos cujos: um russo e um americano. Parece provocação da época da Guerra Fria.

Porém a Lei de Murphy é sábia. Se fosse a vinte e poucos anos atrás, mesmo que os dois lados quisessem, jamais conseguiram provocar a colisão de seus artefatos. A própria lei realizaria todos os esforços para impedir.

Os dois trambolhos, um pesava 500 kg e o outro cerca de 1 tonelada, devem ter gerado uma tremenda chuva de pequenos pedaços. Ou viraram mais lixo pulverizado naquela região, ou terminaram seus dias como uma bela coleção de estrelas cadentes, ao se queimarem na entrada da atmosfera.

Já acharam um culpado: algum operador negligente russo. Isso porque o satélite russo estava desativado e deveria ter encerrado carreira incinerado na re-entrada, como o destino de qualquer outro na mesma situação, segundo o código de conduta acertado entre os países detentores de tal tecnologia.

Reavivamos um dos nossos maiores temores. Não, não me refiro à guerra em escala global. O temor é quanto a colisão de algum objeto espacial com nosso planeta. Tal fenômeno causaria estragos severos no ambiente terrestre, como deve ter ocorrido no período da extinção dos dinossauros.

Ao menos assim o programa Orbital Debris, da NASA, se faz valer. Ele rastreia qualquer objeto com mais que 10 centímetros orbitando a Terra. Há também os projetos e missões, como o Deep Impact, para estudar e nos proteger de grandes objetos cósmicos em rota de colisão com nossa casa. Ganharam credibilidade.

É primeira vez que um fenômeno destes aconteceu. Esperamos que a baixa probabilidade deixe outros à beira da impossibilidade. Possuo pouca habilidade para astro de filme do tipo Armageddon. Nem sempre lembramos disso, mas o planeta água é a única moradia viável conhecida para a humanidade.