Mostrando postagens com marcador Humano. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Humano. Mostrar todas as postagens

domingo, 14 de dezembro de 2008

Unificação

Odisséia humana infindável, carecemos de unificação.

A ciência busca há muito tempo uma "Teoria da Grande Unificação". Representação máxima do universo conhecido, seria de pouca utilidade para nossa necessidade imaterial.

Dicotômicos que somos, começamos por precisar a nos unificar. Conciliar os distintos ímpetos naturais e racionais, dissonantes em sua maioria, mas irritantemente presentes.

Outra carência é de nos unificarmos, como grande corpo da multidão de iguais, em natureza. Aceitação da inutilidade dos esforços contrários entre semelhantes.

Em menor escala, a mitologia grega já discorria da separação das pessoas. Mito voltado à união de duas pessoas, seres poderosos foram separados em dois, por enfrentar os deuses, ou pelo menos lhes oferecer risco. Passam a eternidade buscando sua metade, tentando se recompor.

Por fim, necessitamos da reconexão com o divino, com a espiritualidade e com o universo. Só assim reconheceremos a unidade, a familiaridade a nos levar para o respeito à vida, à existência. Integraremo-nos ao fluxo contínuo da criação.

Daí se explica religião, religar, um grande movimento pela reunificação. Só devemos estender nosso entendimento para além do divino, ou talvez entender o divino como algo extremamente cotidiano, próprio de cada um.

No filme "The Matrix", a remoção de determinados indivíduos da tal Matrix parece cisão, isolamento, desconexão. Desconectados estavam enquanto isolados em seus casulos de produção de energia, enquanto simples unidade de baterias alcalinas descartáveis.

Removidos da condição de isolamento, forma reintegrados a situação de consciência, unificados ao livre-arbítrio, "condenados" a desejar a unificação de todos. Cientes da força de união, não pouparemos esforços em criar um grande ser universal, feito de todos nós, aglutinados em um imenso encontro de amor e fraternidade.

domingo, 9 de novembro de 2008

Templos

Templos da vida, moradas do amor!

Humanos que somos, carregamos o germe da energia vital presente no Universo. Sem nossa existência, o amor nunca existiria, somos sua premissa.

Em toda nossa história, construímos templos para buscarmos nossa reconexão com o divino. Erigimos palácios, enfeitamos suas paredes, marcamos um lugar para lembrar.

Comumente confundidos o local com o valor. Esquecemos onde habita o valor imutável, eterno, indiscutível de nossa veneração: o outro, nosso próximo e em nós mesmos.

Investimos pesado para em surpreendentes edificações conquistarmos a divindade. Almejamos o céu! Repetimos as mobilizações, reconstruímos diversas vezes outra nova Torre de Babel.

Em São Paulo, teremos brevemente novos templos gigantescos. De distintas orientações religiosas (católicos, evangélicos e judeus), todos são suntuosas construções para ganhar destaque e brilho, chamar a atenção em meio a nossa cidade.

Contados aos milhares, os lugares disponíveis para o culto impressionam. Em um dos locais, haverá 100 mil deles! Haja fiéis para preencher o espaço e para suportar o tumulto... Fé ou algum outro tipo de impulso, que provoca nossa compreensão.

Outro exemplar será uma réplica do Templo de Salomão. Curiosamente, foi naquele templo que Jesus, de chicote em mãos, expulsos ferozmente os mercadores da fé. Mais do que simplesmente expulsar, ele clamou pela atenção aos verdadeiros templos.

Tais esforços de construção representam maior presença de amor e fé? Nossa metrópole se tornará mais humana com estas estruturas de cimento e pedra? Somente quando cuidarmos dos verdadeiros templos conquistaremos uma comunidade mais fraterna e divina.