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segunda-feira, 20 de outubro de 2008

Horário

Horário de Verão começa na Primavera?

Segundo consta, e ainda não temos jurisdição sobre sua ocorrência, a estação das flores começou há pouco menos de um mês. Ainda falta muito tempo para o Verão...

Esse é o inconveniente causado por não adotarmos sua sigla original DST, passível de ser confundida com as doenças sexualmente transmissíveis. Ninguém quer ficar doente por causa do relógio.

DST ou não, Primavera ou Verão, é tempo de um rosário de reclamações, das mais diversas partes. Maus-humores, rostos de sono, bocejos por todo canto. Culpa do novo horário!

Afetou pouco a mim. Talvez seja conseqüência dos já desregrados horários do período pós-natal. Se bem que nunca foi problema em anos anteriores...

Por sinal, se alguém não vê problema com a mudança de horário é a pequena gentinha lá em casa. Continua mamando como sempre, dormindo com a mesma freqüência, chorando de vez em quando. Só não entende muito bem a insistência dos pais em tentar fazê-la dormir uma hora antes do horário habitual. Quem entende gente grande, não é?

Quanto ao resto da população, parece que 180 milhões de brasileiros foram submetidos a um jet lag quase instantâneo. Porém, nesse caso, não foram eles que voaram por um fuso, mas o fuso que sobrevoou suas vidas. De repente, uma hora completa sumiu dos relógios.

E haja ciclo circadiano! Não deveria ser tão ruim assim. Pelo que soube, para cada 3 horas de fuso alterado, é necessário 1 dia de adaptação. Sendo que foi apenas 1 hora de diferença, o final de semana deveria dar conta do pequeno estrago.

Nítido mesmo é o começo do dia mais escurinho e os finais de dia sempre mais prolongados, com mais claridade. Dá até para entender a história de Daylight Savings Time! Assim como é que se torna possível economizar alguma energia.

Conhecendo o hábito de algumas pessoas, fico desconfiado da efetividade da medida. Só mesmo a medição de algumas "Itaipus" para confirmar seu efeito, na ponta do lápis. Pela sua adoção continuada, somos levados a acreditar que a coisa funciona.

Seguimos assim brincando de controlar o tempo, como se fosse possível. Hábito incurável dessa humanidade. Sacal mesmo é ter de bagunçar todos os relógios da casa para, daqui a alguns meses, voltar tudo ao dantes, como se nada tivesse acontecido.

sexta-feira, 15 de agosto de 2008

Verde

Esverdearam o mundo da TI.

Nem torcedor fanático palmeirense, nem o Menino do Dedo Verde, a cruzada ficou a cargo da maioria dos ditadores de tendência do mundo da tecnologia.

Tema em alta, adotar algum tipo de política "verde", preocupada com a questão ambiental, virou anseio de qualquer CIO desejoso de se manter up to date.

Muitos mais do que se preocupar com desperdício de papel, as idéias brotam em todas as áreas da estrutura da informação. Mesmo porque, apesar dos esforços das corporações, a questão da impressão parece sempre dar em água.

As empresas instalam sistemas de gerenciamento de impressão cheios de recursos, disponibilizam ferramentas para operação de documentos digitais, mas as pessoas parecem adorar a pilha de papéis na mesa.

Aliás, a proximidade a uma impressora ou copiadora parece irresistível. Talvez seja a sensação de controle, possivelmente a única no dia-a-dia de muitos. Ou o calorzinho emanado, para quebrar um pouco o gelo do ar condicionado. Quem sabe aquele cheiro de toner é viciante.

Fato é que os grandes fornecedores de tecnologia, como IBM e Oracle, têm anunciado estratégias e produtos para viabilizar a economia de recursos naturais. Redução do consumo de energia de equipamentos e componentes, com as mesmas características de desempenho. Virtualização de servidores para melhor aproveitamento de seu potencial e diminuição do número de máquinas. O leque de opções dá assunto para um post exclusivo...

Revistas especializadas, blogs de tecnologia, páginas ambientalistas, apontam para a nova vertente. Assunto um tanto nebuloso no passado, o desequílibrio ambiental já pode ser tido como certo, mesmo sem conhecermos suas extensão total, após os diversos estudos publicados pelo IPCC.

Completamente justificável, a iniciativa ocorre muito mais do que pela simples feeling sobre o consumo dos sistemas ativos. Em 2007, Kevin Kelly, editor da revista Wired, estimou em 863 bilhões de quilowatts-hora a energia anual consumida pela TI mundial!

Para efeito de comparação, estamos falando de duas vezes o consumo do Brasil, ou 5% do consumo mundial! Se levarmos em conta a quantidade de recursos ociosos, mas ativos, já vemos o quanto há para ser feito. Quantas páginas, blogs, e-mails e outros tantos itens da nova economia digital não estão num limbo, perdidos ao acaso, mas consumindo recursos?

Urge corrermos para controlar o dispêndio inútil de tanta energia. O planeta agradece e o bolso também. Melhor aproveitar a boa vontade do momento e esverdear, antes dos líderes tecnológicos amarelarem e a coisa ficar bem mais preta!

sábado, 14 de junho de 2008

Consumo

Como é árduo o caminho do sucesso!

Desde de seu anúncio, o console PS3, da Sony, enfrenta uma grande desafio na disputadíssima guerra dos consoles de games. Seus concorrentes jamais brincam em serviço.

Vindo da Microsoft, o XBOX 360 conta com o apoio da sólida presença de mercado de sua criadora. É claro, possui também recursos gráficos impressionantes e games para lá de surreais.

Já a Nintendo, tradicionalíssima no mundo dos jogos eletrônicos, com algumas décadas de experiência, abalou com seu Wii e seu inovador joystick. Com inteligência superou qualquer expectativa.

Nos últimos tempos, o PS3 tem sido criticado devido ao seu consumo. Consumo também move a indústria dos jogos, fazendo ocorrer disputas em lojas a cada lançamento. Porém, não preocupa o consumismo envolvido, mas o consumo de energia do console.

Certo instituto de pesquisa australiano verificou que este mimo tecnológico consome, mensalmente, 3 vezes mais energia do que um refrigerador! É uma quantidade significativa, principalmente se levando em conta ser apenas diversão...

Após seu lançamento, o alerta já havia sido feito, pois se observou um consumo muito maior do que sua versão anterior. Mesmo com relação aos outros consoles, o consumo é maior. Só que enquanto estávamos nesse universo soava apenas como disputa. Comparado a vida cotidiana o aviso se destaca.

Como explicar ao filho adolescente que suas horas de jogatina contribuem para os problemas ambientais do planeta? Sem mencionar o fato de avaliarmos apenas o consumo... Imaginem se somássemos outros fatores, como componentes de fabricação, seu descarte posterior, elementos químicos envolvidos.

Apesar dos jogos em rede, a diversão em videogames é um tanto quanto hedonista. Sem perceber, nossa sociedade cria um modo de vida que, até subliminarmente, consome nossas próprias estruturas. É algo autodestrutivo!

Desconheço as vantagens plenas de chegar ao topo de um mercado. Tampouco sou um entusiasta da mania indiscriminada por jogos. Com tanta energia gasta para disputar a liderança, poderíamos gastar alguma para pensar em como poupá-la.

segunda-feira, 11 de fevereiro de 2008

Energia

Energia é a capacidade de realizar trabalho.

A definição acima, oriunda da Física, procura definir um vasto espectro de potencialidades das entidades conhecidas por nós na natureza.

Em tempos de otimização do consumo de energia elétrica, ficamos sabendo do aumento de sua utilização por parte dos datacenters espalhados pelo mundo.

Apesar das tecnologias de virtualização, o aumento da utilização da tecnologia da informação, e conseqüente dependência nossa, têm produzido uma demanda crescente por energia elétrica.

Já não é novidade a preocupação com o impacto ambiental proveniente do consumo excessivo de energia...

Kevin Kelly
, editor-executivo da revista Wired, estima que a energia consumida pela estrutura da Internet já representa 5,3% do consumo de energia anual no planeta. São cerca de 868 milhões de KWh, ou seja, toda a energia produzida em 10 anos de Itaipu!

Manter os datacenters ligados tem um alto custo e, pelo que observamos nos últimos tempos, é praticamente impossível pensarmos em dispensá-los. Eles são essenciais para a manutenção do funcionamento de empresas, instituições, governos... do mundo.

Datacenters ficam ligados e disponíveis 24 horas por dia. É a disponibilidade exigida pelo mundo conectado, on-line em todos os sentidos. Eles são a representação da potencialidade existente no acesso a informação.

Sabemos utilizar conscientemente todo esse potencial? Serão esses dados armazenados, em Googles, Wikipedias, websites, tão necessários em 100% dos casos? Alguém está preocupado em definir a essencialidade dos recursos utilizados?

Chegará o momento de uma ação indispensável de avaliação e otimização do consumo de nossa indústria da informação. Apesar do imenso potencial inerente, nossos recursos não são infinitos.