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sábado, 28 de março de 2009

Light

Até onde irá a onda da abertura?

A crise econômica pode trazer protecionismo, intrigas de mercado, mas várias frentes continuam seguindo o caminho da colaboração e transparência.

Software, principal exemplar, nem se precisa mencionar. Projetos e mais projetos abertos estão disponíveis a quem quiser participar ou simplesmente utilizar.

Em outras áreas, como robótica e cervejaria, também observamos a influência do conceito. Há pouco menos de um mês, tive notícia de uma iniciativa no setor automobilístico!

Antigo, competitivo e polêmico, em novos tempos ambientais e mercantis, a empresa de engenharia EDAG apresentou o protótipo do Light Car - Open Source, no salão de Genebra.

Discutir soluções para o carro do futuro era seu principal objetivo, mas bem pode iniciar um trabalho comum e colaborativo para desenvolvimento de novos veículos automotores. Compartilhar experiências e ideias em favor da evolução comum.

Na proposta, o veículo contará com leve chassi de alumínio (reciclável?) e sistema de propulsão totalmente elétrico, além de toda iluminação baseada em OLED, inclusive para a área externa e sinalização. Sintonia com tendências modernas e ambientais.

Com ares de firula, a traseira do carro se assemelha a um painel da Enterprise (na Nova Geração). Futurista e otimizado, condiz com os restos dos sistemas do carro que buscam a eficiência no consumo e utilização.

Parte dos detalhes do carro podem ser vistos em vídeo disponível no YouTube. Mensagens com o a palavra "Charge", na lateral, indicam a situação de carga do carrinho. Ligaremos o carro na tomada como a um celular, transformando-o em um portentoso "gadget", nem um pouco portável.

Indústria focada em gerar desejo de consumo, montadoras pelo mundo têm retorno considerável em investir numa iniciativa de tal porte. De repente, num futuro não muito distante, todos poderemos trafegar com um bólido fruto do esforço de todos, em benefício de muitos. E dá-lhe colaboração!

sábado, 8 de novembro de 2008

Carsharing

Se não pode vencê-los, junte-se a eles!

Mais do que um aluguel tradicional de veículos, muito menos do que a propriedade de um carro, o carsharing surge como uma solução para o transporte nas grandes cidades.

Seguro, manutenção, impostos, estacionamento. Os custos adicionais de um veículo fazem muita diferença, principalmente em metrópoles.

A utilização é esporádica, muitas vezes apenas para o deslocamento de casa ao trabalho. Quem usa o transporte público, às vezes precisa para um passei no fim de semana.

O sistema de carsharing prevê a associação de pessoas para que possam utilizar veículos de uma frota, sem necessidade de reserva, em diversos pontos de uma cidade. Descomplicado e acessível, é parecido com o sistema de aluguel de bicicletas, implantado em alguns lugares do mundo.

Na Suíça, um dos lugares onde o sistema existe, desde 1987, mais de 400 cidades já possuem locais de retirada. As assinaturas são quadrimestrais, anuais ou a pessoa pode se tornar uma cooperada. O pagamento é feito por hora, por trecho percorrido ou quilômetro rodado, com combustível incluso.

Bacana que os pontos de retirada e entrega ficam próximos a estações de metrô e ônibus, para facilitar o acesso ao serviço público de transporte. Podemos retirar um carro para ir até o local mais próximo de transporte, de lá até outro canto da cidade, e então retirar um carro no destino para ir até o local de trabalho.

Ainda assim, enfrentar os congestionamentos de São Paulo não é para qualquer um. Trafegar a 20 Km/h em média exige paciência e perseverança. É fácil perceber que a grande maioria está longe de possuí-las. Preferem uma sinfonia de buzinas e xingamentos.

Com a restrição da circulação de veículos, como o rodízio por placa, exclusão do tráfego de caminhões ou, quem sabe, pedágio em regiões centrais, novas alternativas serão inventadas. Difícil será quebrar o paradigma do automóvel para o brasileiro, afinal infelizmente são todos apaixonados por carro.

quarta-feira, 1 de outubro de 2008

Ecopedal

Atenção! Os videogames ajudam a indústria.

Depois da geração Coca-cola, talvez as gerações seguintes sofreram a influência dos jogos eletrônicos. Talvez não, certamente. Geração Nintendo?

Geração influenciada, novas tendências lançadas a todos os cantos. O aprendizado na infância carregamos para a vida adulta, principalmente quando adquirido de forma lúdica.

Os controles com tecnologia force feedback já não são novidade. Presenteiam os jogadores com alguns sentidos a mais, além da visão e audição.

Nosso computador central agradece quando temos alguma resposta adicional para conduzir nossas ações e condicionamentos. É muito mais legal perceber a resistência do ar, ou de uma frenagem, em um ambiente virtual.

Sem perceber, em nosso mundo real, bem concreto mesmo, às vezes somos privados de utilizar algum dos nossos sentidos, ou eles são mascarados. Dentro de um veículo em movimento, normalmente perdemos a noção das condições externas, principalmente em automóveis com tecnologia e potência.

A Nissan produziu uma novidade, prevista para estrear em 2009, que mudará bastante a sensação ao volante: o Ecopedal. Similar aos controles com force feedback, este pedal de freio reage de acordo com as condições do movimento do veículo.

Algumas vantagens proporcionadas pelo novo sistema são muito bem-vindas. Em determinadas condições, se o sistema notar acerta anormalidade na condução, poderá emitir vibrações para despertar o motorista desavisado ou distraído.

Em questão de segurança, com a determinação de distâncias seguras, de acordo com a velocidade, ele pode oferecer resistência para impedir o aumento da aceleração. Informação plausível em sensores visuais ou sonoros, mas que parece bastante adequada ao sentido do tato.

Além disso, em tempos de preocupação ambiental e crise econômica global, é possível sua utilização para evitar o desperdício de combustível. Apenas se as variáveis forem favoráveis, mais pressão será aceita para aumentar a velocidade.

Quantas outras utilidades não podem ser encontradas? De que outras formas os controles podem evoluir? Prestemos atenção ao mundo da diversão eletrônica. Mais do que diversão, os frutos dessa geração têm potencial para revolucionar muito mais do que equipamentos...