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quarta-feira, 25 de fevereiro de 2009

Medicina

Nada como a boa e velha medicina trekker...

Sonho de qualquer paciente, as soluções apresentadas no seriado Star Trek, sempre foram as menos intrusivas, ao menos do ponto de vista físico.

Deitados em visionárias máquinas, tais quais as futuras ressonâncias magnéticas, tudo podia ser monitorado e controlado, até de seres com metabolismo pouco conhecido.

Em alguns episódios, o Dr. McCoy se aventurou em tratar de Vulcanos, por exemplo. Tudo bem que os companheiros de orelhas pontudas guardavam algum parentesco genético com a espécie humana, mas a tecnologia da Enterprise ajudava bastante.

Os recursos portáteis eram mais interessantes ainda. Com tamanho bem reduzido, e apenas alguma proximidade do paciente, era possível realizar o diagnóstico rápida e precisamente. Para certos procedimentos, a cura também partia dali mesmo.

Era uma ousada visão da medicina. Mesmo atualmente, se pensarmos bem, não estamos muito longe da Idade Média. Temos muito mais assepsia, drogas inovadoras, procedimentos diagnósticos avançados, mas o principal elemento nas curas ainda é o próprio corpo.

Aliás, em muitos casos, o próprio corpo muitas vezes é o problema, seja pelo mau funcionamento ou pelo simples processo natural do envelhecimento. Lutamos conosco mesmos em boa parte das patologias. Quanta rebeldia...

De qualquer forma, nossa medicina avança bastante e inúmeras soluções são surpreendentes! Há pouco tempo, tive notícia de uma vinda de Israel. Eles sabem fazer bem mais do que guerra por lá... Parece que o deserto instiga a inventividade.

O professor Abraham Kazir, da Universidade de Tel Aviv, apresentou uma forma de sutura com laser, ou algum feixe ótico conhecido, que parece saído das histórias dos caubóis do espaço. A impressão é de que nossa carne acaba fundida no processo, como se nunca tivesse sido cortada.

Podemos assistir a demonstração em vídeo disponível no Youtube. De cair o queixo! Ainda por cima, para completar o quadro, o próprio professor cita a referência ao universo trekker. Inspiração ou coincidência? Difícil precisar, mas dá pra curtir a ideia.

Tomara tenhamos um dia várias soluções com esse jeitão. Muito menos sofrimento, muito mais humanização. Se a dor é inevitável, em algum determinado momento, por que não minimizá-la? Só acho que será difícil alguém encontrar solução para a morte. Essa jamais nos deixará.

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2009

Teleporte

"Diário de bordo. Data estelar 41200.2..."

As visões da Star Trek têm nos perseguido, ou nós perseguido suas visões. Depois de alguma semelhança com o Holodeck, recentemente li uma notícia mais reveladora ainda.

Sonho de consumo de muitos paulistanos, cansados do caótico trânsito da cidade, cientistas conseguiram desenvolver o embrião de mais uma tecnologia trekker: o teleporte!

Tudo bem que está longe de ser o espetáculo do equipamento da USS Enterprise, mas nunca é demais sonhar... Os cientistas conseguiram teleportar um átomo à distância de um metro.

Brincadeira relacionada à história da onda-partícula. Para os menos avisados, ou não iniciados na ciência, vale a pena comunicar que o mundo é pouco diferente do que vemos.

Partículas subatômicas se comportam ora como partícula, ora como onda. Significa dizer que há certa indecisão da matéria. Sem falar em singularidades, como no caso onde é possível a mesma partícula passar por dois buracos ao mesmo tempo, no mesmo instante.

Nasceu daí algumas ideias a fundamentar a experiência. Enquanto tudo estava no reino da teoria, ficava um pode ser... Só que a alma inquieta humana vai atrás da imaginação. Acaba por realizar o impensado. Desafia a natureza e consegue confrontá-la, descobrindo um pouco mais sua estrutura.

Certamente há um longo caminho a trilhar. Uma coisa é transportar uma partícula, o que já levou considerável custo de energia e dinheiro. Outra bem diferente é levar um complexo conjunto estruturado delas, de maneira prática e economicamente viável.

Somente o tempo dirá... Levará anos, décadas, séculos ou milênios? Prefiro não arriscar. Vai saber se alguma luz surgirá inusitadamente, revelando uma peça chave do quebra-cabeça. De repente alguma visão não convencional muda os ângulos e transforma o problema em algo simples.

De qualquer forma, seria ótimo decidir ir para casa, depois de um longo dia de trabalho e apenas programar o transporte. Em questão de segundos estaríamos na sala de casa! Chega de aperto no Metrô, buzinada na Radial, catraca emperrada na lotação.

Sobra uma pergunta no ar... Se todos os meus átomos forem transferidos e, hipoteticamente, seja possível rematerializá-los em outro lugar, organizados exatamente como sou, ainda assim serei eu? Terei as mesmas lembranças e consciência? Hein?

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2009

Holodeck

Jamais imaginei que veria um Holodeck.

Bom, não que encontre um hoje em dia, mas estamos num caminho bem próximo. Algums tecnologias esbarram no atendimento de necessidades bem parecidas.

Eu achava o máximo os episódios da Star Trek - A nova geração, quando os tripulantes faziam uso daqueles compartimentos de realidade simulada.

As utilidades eram as mais diversas: estudar alguma estratégia, matar as saudades de casa, filosofar sobre algum assunto ou simplesmente se divertir.

Faz bem pouco tempo, coisa de alguns anos, havia uma febre por videoconferência nas empresas. Muito mais do que um chat via Web, com hardware apropriado e bons links de comunicação, se conectavam salas de reuniões de empresas em lugares distantes.

Participei de uma destas, com um escritório em Boston, como se as pessoas estivessem na sala ao lado. Redução de custos com viagem, agilidade de decisão e uma série de outras vantagens eram vendidas.

Recentemente, três grandes fornecedores, ligados a teleconferência e comunicações, Cisco, HP e Polycom, lançaram novos produtos com o conceito de tele presença.

Com equipamentos de conexão de alta velocidade, monitores full HD e softwares inteligentes de conferência, eles prometem um ambiente de imersão capaz de criar a sensação (ou ilusão) da presença real de todos os envolvidos.

Até as fotos dão uma boa ideia do efeito. Com telas cobrindo a parede, perdemos os referenciais próximos, e com a alta definição, ganhamos profundidade e nitidez similares ao ambiente real. Um show tecnológico! Claro que com custos proporcionais...

Como sugeriu um amigo, se colarmos uma mesa bem próxima a parede, com um tampo com tecnologia Microsoft Surface, podemos passar um documento digital, de um lado para o outro, apenas empurrando com a mão! Vai ser difícil duvidar que o interlocutor não está ao alcance da mão.

Se quiséssemos ir mais longe, quase literalmente, poderíamos pensar em uma sala com todas as paredes e tetos com monitores, cobrindo toda sua extensão. Com um programa de realidade virtual sincronizando tudo e estaríamos ambientados em outros lugares, ao clique do mouse!

Se juntarmos Google Maps, StreetView, Ancient Rome 3D e Wikipedia, para ficar nos mais óbvios, teríamos uma visita surreal ao mundo enciclopédico, com passeios bem realistas pelo espaço e o tempo. Tentações demais para se perder e sumir por horas...

segunda-feira, 4 de fevereiro de 2008

Faroeste

Faroeste era o gênero preferido de meu pai.

Suas memórias vinham de tempos antigos, do cinema na infância, com as histórias de famosos caubóis e suas aventuras. O chamado bang-bang marcou seu imaginário e ele continuou a assistir até séries na TV.

Eu observava com interesse, mas não via tanta graça nos ilustres Bonanza, Laredo, James West, Laramie, dentre outros. O bacana era estar em companhia dele, curtindo aquelas histórias.

Ontem me peguei assistindo Star Trek (a série original). Mesmo com todo o seu desejo futurista, num fundo ela não difere muito de um bom western.

Diversos elementos do gênero comparecem: a disputa entre valentes, a luta contra o inimigo estrangeiro, a perseguição a um vilão extremamente mal-intencionado, a conquista de belas mulheres, a exploração de terras desconhecidas.

O visual é bem diferente. Os phasers têm muito mais funções, além de atirar. Suas "carruagens" são bem mais avançadas. A emoção da aventura continua igual, instigando nosso espírito desbravador, indo onde nenhum homem jamais esteve!

Assisti diversas vezes, diversos episódios, sem nem lembrar muitas vezes a ordem. Rever as aventuras é uma boa opção para momentos de ócio. É certo que existem outras séries, de tantos outros gêneros, também assistidas, mas esta tem um sabor especial.

Passou o tempo e as novas gerações da série mudaram bastante, principalmente na questão do comportamento das personagens, lhes dando um aspecto mais polido, mais politicamente correto.

Hoje são outros tempos, outros gostos, de certa forma transformados. A apresentação de ontem foi em excelente companhia, mas bate a saudade da boa companhia de meu pai. Espero ser um dia companhia tão boa para meus filhos...