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quinta-feira, 26 de março de 2009

Torcicolo

Um torcicolo incomoda muita gente...

Hoje fui contemplado com um, inesperado e chato. Situação detestável, ficar com o pescoço travado, movimentos curtos e limitados, sem muitas alternativas ou soluções.

Às vezes acontece quando dormimos de mau jeito, como no sofá, por exemplo. Acordamos com a musculatura toda bagunçada e, dependendo do momento do despertar, com uma tromba de sono enorme.

Tem dias que ocorre naquela bobeada num exercício. Começamos o movimento inadequadamente, ou tentamos superar os limites, e sentimos o pescoço retesar.

Duro também aqueles que são frutos de viagens em posição incômoda. Veículo lotado, malas ou objetos por todo lado e nos ajustamos numa postura desconfortável. Final do percurso e nossa estrutura não aguentou o castigo.

Surpresa quando ele vêm de uma virada repentina do olhar. Para alguns é punição, por ter dado aquela secada no alheio. Para outros é azar, por ter precisado desviar repentinamente, ou prestar atenção em algum problema eminente.

Lembro também dos torcicolos maternos e paternos. Bebê no colo, sendo acalmado, acalentado ou nanado, e mantemos a cabeça para baixo, em constante vigília e preocupação. Com a tensão do momento misturada, travamento na certa. Esse é o dos que menos importam. Tudo pela prole.

Chato é que, mesmo alongando, em qualquer caso, dificilmente ficamos cem por cento na hora. Alivia, relaxa, mas tem que esperar passar. Não tem muito remédio. Estarás limitado por algum tempo! Deve residir aí a chateação: limitação.

Consolo é saber que melhora. Uma boa noite de sono. Poupar um pouco o corpo. Cuidar um pouco mais dos movimentos. Vou ficar quietinho e aguardar. Ajeitarei cadeira ou poltrona para ficar menos sofrível. Quando melhorar, não posso esquecer de lembrar o quanto é bom estar sem ele a me travar.

segunda-feira, 25 de agosto de 2008

OpenID

Pagamos pela nossa preguiça...

Tudo bem que ela não é exclusividade humana. Também devemos admitir ser muito bom um momento dela. Porém, é desaconselhável comprometer outros aspectos da vida em sua troca.

O que há de comum entre Yahoo!, Google, Windows Live, CNN, Wikispaces, dentre outros? Deixando de lado estratégias conquistadoras dos mercados virtuais, todos aderiram ao OpenID.

Sistema de identificação, provido por uma rede distribuída na qual a identidade dos usuários corresponde a uma URL ou XRI. Qualquer servidor, a executar o protocolo, pode verificá-la.

A idéia é facilitar a vida das pessoas, com tantos serviços e senhas para lembrar. Com o serviço, precisaremos recordar, ou guardar, apenas uma informação de identidade.

Já conheço essa história de facilidade... Somos capazes de lembrar muitos números de telefone, datas comemorativas ou endereços mais complexos do que uma senha. Bastou ser uma senha, ou melhor, algumas, para começar a "chiadeira". Quem trabalha com sistemas sabe o quanto é comum um gerente delegar a posse de sua senha para uma secretária ou subordinado...

Depois, quando o desastre acontece, não há reclamação que baste. Haja vista o ocorrido nos últimos tempos com os tokens, distribuídos por grande parte dos bancos. O ambiente hostil do serviço bancário na Internet obrigou a maioria das instituições a adotar medidas rígidas de segurança, mas os clientes acham isso "incômodo".

Com o OpenID se cria mais um problema para os administradores de segurança. Basta descobrir uma única identidade para se ter acesso às informações, em todos os serviços que o usuário possui. A robustez do serviço está garantida agora, mas quanto tempo levará para se encontrar pequenas brechas? Aliás, nem precisamos disso... Quantos usuários sabe tratar adequadamente suas assinaturas digitais, quando as possuem?

Problema posto, momento de lembrar dos tempos de teoria da escola. Segurança em TI não é apenas identidade. Edifício fundando em três pilares são necessários identidade, autenticidade e integridade! Por esse motivo o sistema foi batizado de ID e os próprios autores desaconselham seu uso em comércio eletrônico e sistemas bancários.

Sempre é bom lembrar velhos conceitos... Neurose, ou não, os cuidados na terra digital sempre são imprescindíveis. Tenham certeza, mais do que o trabalho de atentar aos requisitos de segurança, reparar os estragos causados dará muito mais preguiiiiiiiiça.

sábado, 19 de abril de 2008

Conforto

Mudanças nos removem da zona de conforto.

Alguns podem se incomodar mais, outros menos, mas fato é toda pessoa sentir o efeito de mudanças. Mudanças de comportamento, de emprego, de vida ou de residência, todas são promotoras de instabilidade.

As residenciais são as mais concretas, mais fáceis de se perceber o deslocamento. Formamos vínculos com nosso local de viver, com nosso sítio. Existem pessoas mais nômades, existem as mais fixas. A ligação sempre existirá, seja qual for seu tempo.

Quanto mais tempo em um local, mais elementos acumulamos, sem perceber. Na preparação da mudança tomamos consciência de quanto mantemos conosco. Inventariamos grande parte de nossa vida, ao recordar os diversos itens adquiridos durante nossa permanência em algum lugar.

E são tantas coisas, mesmo que poucos, para organizar e levar...

Arranjos neurais, estruturas em rede de neurônios, representam nossas informações cerebralmente armazenadas. Quanto mais as reforçamos, mais fortificamos a rede. Com mais tempo de existência, se periodicamente as ativamos, mais reforçamos.

Sentir a mudança deve guardar relação com essa forma de armazenamento neural. Mudar implica formar novos arranjos, guardar novas estruturas de memória e procurar otimizar as antigas. É trabalho árduo para um cérebro, depois de construí-las por tanto tempo.

Sem dúvida deve-se gastar muita energia... Para ambas atividades!

Importante é não reagir negativamente. Resistir à situação de alteração. Melhor é encontrar o aprendizado proporcionado. Perceber a importância da reavaliação, de pesar as novas condições, às vezes até mesmo os novos valores.

Certo mesmo é que na vida só não se altera a contínua mudança.