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domingo, 22 de março de 2009

Hinos

"Salve lindo pendão da esperança..." [1]

Sabe aquele hino? Pois é... poucos ainda sabem. Os hinos vão caindo no esquecimento, pelo menos os cívicos. Patrióticos, desportivos ou religiosos, os hinos são uma antiga tradição, muito bacana de evocar.

Quem nunca viu os olhos marejados de um torcedor, em final de campeonato, cantando o hino do seu clube, em comemoração de mais uma conquista.

Nós e nossos símbolos... Eles estão por aí para nos unir, irmanar, em causa ou interesse comum. Resumem anseios, desejos ou sentimentos exaltados em suas letras.

No meu tempo (lá vem o tiozinho falando de novo) cantávamos o Hino Nacional Brasileiro todos os dias, antes do início das aulas, logo pela manhã.

Mais do que cantá-lo, estudávamos sua letra e música em aulas de educação artística. Dele e de outros: Hino da Independência, Hino à Bandeira e o Hino da Proclamação da República. Na época nem sempre curtia, achava até maçante, mas nunca mais esqueci. Hoje valorizo bastante tê-los conhecido.

Comentando sobre o assunto no trabalho, um colega "nativo" de outra cidade lembrou também cantar o hino de seu município todos os dias. É hoje um dos poucos em seu convívio a conhecê-lo, com direito a nome de compositor e letrista!

Cheguei a lembrar que conhecia o hino da cidade de meu pai. Um compacto de vinil mora em nossa casa há décadas, com letra e música bastante ouvida. Aproveitei até para contribuir com a Wikipedia, disponibilizando a informação guardada há 40 anos na família.

Fiquei surpreso ao procurar o hino da cidade de São Paulo e descobrir que ele não existe. E olha que a prefeitura decretou lei que torna obrigatória sua execução antes de cerimônias oficiais (?!). Um concurso criado em 2007 pretende elegê-lo. Tá demorando, não?

Pessoas conhecem de cor hinos religiosos e desportivos. Cantam-os sem vergonha e com orgulho. Se cidadãos desconhecem hinos de seu país, estado ou município, ou não se sentem à vontade de proclamá-los, ou nem sequer fizeram um, deve estar faltando motivos para se orgulhar e celebrar. Triste situação.

quinta-feira, 5 de fevereiro de 2009

WikiAnswers

"E a resposta está..."

Programas de quiz exercem um atrativo sobre qualquer pessoa. Misto de desafio e curiosidade, queremos saber a resposta correta ou arriscá-la.

Há quem nem se manifeste, com medo de errar... De qualquer jeito, em sua mudez, fica matutando e aguardando a revelação, para conferir se pensou corretamente.

Alguns programas, como o "Show do Milhão", envolvem prêmios em dinheiro. Um instigar a mais para se expor e testar os conhecimentos em público.

Grande barato é também a resposta binária. Sim ou não. Faltam lugares para meio-termo. Extremos de glória ou fracasso. Um impulso impensado e tudo pode ir por água abaixo.

O mundo do quiz ganhou um grande aliado virtual, o WikiAnswers. Depois de consagrar a Wikipedia no reino das enciclopédias, Jimmy Wales lança nova empreitada no mundo das perguntas e respostas.

Com todo seu poder e conhecimento para armazenamento e gerência de conteúdo, o esforço foi organizar no novo formato. Uma estrutura simples de interrogações e soluções escondidas, reveladas apenas depois de algumas escolhas.

Milhares de categorias agrupam os quizes, para facilitar a escolha de uma área de interesse. Escolhida a pergunta, se já tiver sido respondida, recebemos a resposta. Em alguns casos, bem completa e detalhada, com digressões sobre o assunto.

Se ainda não estiver respondida, podemos responder, observar o andamento, discutir com outras pessoas, compartilhar ou pesquisar a resposta. Todos os recursos utilizam ferramentas disponíveis no próprio site.

Para usá-lo e participar, basta fazer um cadastro. Ele permitirá que você envie perguntas, responda outras ou ajude na solução. Existem ainda alguns programas e áreas que também concedem prêmios em dinheiro. Vale a pena ler o regulamento.

Um montão de diversão para bastante tempo. E o melhor, de graça e colaborativo! Quem sabe até se transforma numa maneira lúdica de estudar algum tema. Oportunidade e conteúdo não faltarão. E então, quer arriscar a primeira pergunta?