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sexta-feira, 9 de janeiro de 2009

Acordar

"O ser humano quando acordo é outro ser".

Ouvi este comentário, nesta semana, num programa de TV que nem me lembro qual. Coisa rápida, coisas do zapping.

Não que eu estivesse acordando, estava desperto, talvez perto de ir dormir, pois já era noite. Mesmo despretensiosa, a frase me chamou a atenção.

Conheço muita gente que o despertar tem todo um ritual. Daquelas pessoas para as quais a manhã só começa lá pelas 10:00h... Nem pense em reclamar, principalmente pela manhã.

Invariavelmente eu acordo pronto, bem diferente desse batalhão do clube de oníricos. Desconheço quais os motivos desse ritmo lento, desse engatar aos poucos.

Mais engraçado é o humor associado. Normalmente um certo mau humor. No mínimo apatia. Jeitão calado de poucas conversas. Se quiser provocar ao extremo, procure discutir algum assunto, ou então a relação, durante o café matinal. Saia correndo.

Viram bichos. Nem que seja lá no fundo de sua mudez, de seu olhar sisudo. Alguns exemplares nem fazem questão de omitir. De outro modo, anunciam, com a voz ou olhar, para qualquer incauto desavisado.

É divertido. Pelo menos eu acho assim... Essa história de colocar o despertador uma hora antes do horário (quando não é mais tempo...), e ficar prolongado, enrolando, até chegar na marca do pênalti. Muitas vezes a solução é sair correndo, para "não perder" a hora.

Despertar é tão bom. Receber as graças de um novo dia, em uma vida com tantas coisas para fazer! Quais serão as causas desse comportamento dos sonecas prolongados? Haverá relação com a vida moderna, com a preguiça ou com o stress?

Melhor mesmo respeitá-los, mesmo que para evitar encrenca. O mundo do sono também é delicioso. Cada um com sua quantidade. Seres de todos estes tipos, insones e sonâmbulos, humanos pelo dia ou indefinidos pelo acordar, sempre serão representantes da maravilhosa diversidade homo sapiens. A todos eles, um bom dia, sempre!

quinta-feira, 20 de novembro de 2008

Humor

Um pouco de humor pode mudar tudo.

Os gregos tinham lá suas teorias... Curioso pensar que quatro elementos poderiam determinar a saúde e a doença das pessoas, principalmente com os nomes: sangue, bílis amarela, bílis negra e fleuma.

Mais maluco ainda imaginar que tal teoria conduziu o pensamento de filósofos e médicos por cerca de 21 séculos! Tempos difíceis para ficar doente...

De qualquer forma, eu me referia ao estado de espírito das pessoas. Tanto o bom quanto o mau. Ambos ecoam no ambiente quando manifestados.

Sabe aquele "nuvenzinha negra" que às vezes surge em cima da cabeça de alguém? Pois é, o sinal do mau humor traz uma névoa aos seus arredores...

É difícil se sentir confortável próximo de alguém com o humor estragado. Sentimos a emanação de sua negatividade e nos abatemos... É essencial tentar transmitir alguma alegria para tentar resgatá-lo de seu poço de escuridão. Na impossibilidade, é melhor deixar a pessoa em paz. Quem sabe em algum momento o sentimento passa.

Já o bom humor contagia com facilidade e rápida aceitação. Só mesmo o muito mau-humorado para não se contaminar com alegria esfuziante de alguém de bem com a vida. O sorriso é capaz de iluminar os lugares por onde passa, de colorir a vida.

Até nos piores momentos o bom-humor pode colaborar. Dia desses, em pleno volta para casa, com o Metrô sem caber mais uma alma que seja, houve o momento do aperto maior na estação Sé. Onde já não cabia ninguém, couberam mais 30!

Um rapaz apertado pela turba começou a gritar: "Isso, aperta mais! Eu mereço! Sou um filho da p. mesmo!" Seu tom jocoso e irônico tirou metade do pessoal da sisudez costumeira. E continuou: "Preciso mesmo, já quase não estou suado... Eu adooooro esse aperto!". O outro resto não agüentou seu tom de piada, e em pouco tempo metade estava na gargalhada. No mínimo estavam com um sorrisinho nos lábios.

Se não há solução, pelo menos que seja um momento alegre. Grande segredo é transformar nossos momentos em bons momentos. Para que viver de maneira soturna, ensimesmado a cada percalço? Ninguém duvida que o melhor é sorrir e o quanto é gostoso! Vale lembrar a pergunta de alguns pára-choques: você já sorriu hoje?