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domingo, 23 de novembro de 2008

Rei

Afinal, quem reina em nossas vidas?

Monarquias já se foram... Tudo bem, alguns países ainda sustentam seus ícones da realeza, mas bem longe de qualquer modelo absolutista. Símbolos de sua pátria, provavelmente existirão por muito tempo.

Nós já convivemos com nossos reis, príncipes e princesas. Conhecemos em aulas de história a saga dos monarcas portugueses, patriarcas de nossa nação. Aliás, estamos ainda nos 200 anos da chegada da família real.

Por muito tempo povoaram nosso imaginário, com suas aventuras, muitos cavaleiros e castelos. Fábulas, como a "Nova Roupa do Rei", usaram de sua alegoria para contar diversas morais da vida.

Mas qual daqueles modelos nos interessaria em tempos modernos? Quais de seus valores importariam para nosso discernimento contemporâneo?

Seja como for, buscamos líderes. Carecemos deles. Repletos de ideais, nos espelhamos em suas pessoas. Um grande líder reina pelo exemplo, muito mais do que pela força. Guia através da proposição. Conduz mesmo sem que percebamos...

Além de guia, sua imagem serve como elemento de coesão. Resplandece em meio ao povo, para reunir em torno de um sentimento comum. Inspira ao melhor de cada um, para o empenho na batalha pela vida.

Rei e reinos se apresentam, na procura de nos conquistar. O reino do poder econômico, com a proposta do aconchego financeiro, da boa aposentadoria. Há também o reino do poder político, recheado de meandros para garantia do melhor favor. Viabilizar a inserção social, para garantir o apoio condicional.

Desnudados assim, não parecem tão convidativos. Falta-lhes a preocupação maior em sua proposta... O interesse único e inexorável, maior do que qualquer outro motivo: o ser humano. Pedra fundamental em nossa vida, provavelmente de tão comum acaba esquecida.

Há muito tempo um reino foi proposto, por um rei desnudado. Um rei sem exércitos ou coroa. Coroa até lhe deram, na tentativa de sua nobreza retirar. Sua mensagem permanece viva, conquistando povoando confiantemente, pois sua proposta envolve a chave para uma vida melhor. Seu reino é o reino do amor!

quinta-feira, 14 de agosto de 2008

Domínio

Em tempos de P2P, direitos autorais estão em voga.

Proteger a propriedade intelectual permeia diversas discussões, principalmente as referentes à indústria musical e a cinematográfica.

Discussões à parte, o Brasil possui lei instituída para tratar o assunto. Cumprida, garante o respeito aos produtores. Nem sempre evita as distorções de registros sobre princípios ativos em nossas plantas.

Material mais antigo e tradicional, livros se adequam plenamente aos conceitos regidos pela lei. Como em outras partes do mundo, após determinado período de existência, as obras passam a ser de domínio público.

Cansamos de testemunhar editoras imprimirem textos de domínio público, em edições de qualidade material questionável e pô-las à venda. Mesmo com preços seguramente baixos, certamente apuram retorno significativo, com a distribuição em grandes volumes.

Difícil definir, em muitos casos, se a obra já está em domínio público, ou não. Nessa condição, interessante a publicação até em meios digitais, divulgação de clássicos da literatura através de não tão clássicos meios.

Compatível com sua adesão à Internet, como meio de acesso público facilitado a população, o governo federal disponibiliza o portal "Domínio Público". Há lá uma considerável quantidade de títulos, todos disponíveis para download.

A pesquisa se dá através de mecanismo na página principal. Os critérios disponíveis são Tipo de Mídia, Categoria, Autor, Título e Idioma. Sim, o primeiro item está correto... A biblioteca poderia ser batizada de midiateca, pois também conta com vídeos e imagens armazenadas.

Boas sugestões também surgem na seção "Destaque", logo no início do acesso. Temas como "Poesia de Fernando Pessoa" ou "Publicações sobre educação" levam a uma lista associada a proposta. Há recursos em idiomas além do português, como o inglês, o francês e até o esperanto.

Iniciativa louvável, sem pretensão de lucro, só poderia surgir mesmo do representante do poder público, entendido como bem intencionado. Em um mundo com tecnologia gradativamente mais ubíqua, bibliotecas digitais nestes moldes podem propiciar o domínio ao público de suas opções para instrução ou curiosidade.