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domingo, 1 de março de 2009

Aliança

Ninguém negará que somos privilegiados.

Consideremos as condições para surgimento da vida, seu desenvolvimento até nossos padrões atuais e chegaremos a conclusão que fomos agraciados com condições extremamente especiais.

A existência fez uma aliança conosco. Combinou de nos proteger e guiar para a perpetuação da humanidade. Apesar das adversidades, sem sombra de dúvida ganhamos benção divina e perpétua.

Procuramos vida pelos confins do Universo, esperamos sua viabilidade, mas admitimos ser uma busca difícil e quase inglória. Reunir novamente as mesmas condições ocorridas por aqui é um grande desafio. E olha que o lugar da procura é bem grande, para não dizer infinito...

Como toda aliança tem seu sinal, qual melhor para ser eleito do que o arco-íris? Por mais explicações que encontremos para ele, sua universalidade onde quer que seja visto no globo terrestre serve bem ao propósito.

Vejamos que a aliança é com toda a vida, não somente para o homo sapiens e sua soberba. Nosso destino está intrinsecamente ligado ao destino de todo a maravilhosa e gigantesca rede de seres a coabitar o terceiro planeta (a partir do Sol).

Conscientes dessa aliança, levemos conosco a certeza de que, mesmo com os sabidos dissabores possíveis, as coisas conspiram a nosso favor. A força maior move as engrenagens para nosso benefício, ainda que num espectro mais global.

Curiosamente, fazemos bastante força contra. Seja por ignorarmos tal condição, seja por sermos um tanto rebeldes sem causa. Renegamos frequentemente a aliança, lutando com o mundo, minando as estruturas herdadas e tão demorada e cuidadosamente criadas.

Perspectivas melhores precisam ser avistadas. Devíamos confiar mais neste amor divino. Pautar nossas escolhas em colaboração com tal complô "pró-felicidade". Destacar e valorizar as boas colheitas é questão de aceitação e acordo pleno da situação naturalmente venturosa.

domingo, 8 de fevereiro de 2009

Castigo

Nem tudo são flores...

Vivemos, amadurecemos e aprendemos paulatinamente essa máxima. A vida tem as duas faces, inexoráveis, com alegrias e tristezas, prazeres e dores, sucessos e insucessos. Simplesmente é assim.

Desde imemoráveis tempos, atribuímos tais casualidades a algum poder maior, controlador dos destinos de todos. Os gregos veneravam seus deuses do Olimpo. Seres onipotentes a brincar com as formiguinhas aqui embaixo.

Religiosos e religiões pelo mundo e pelos tempos associam as agruras da vida a toda sorte de castigos recebidos por nossos erros, ou de nossos ancestrais.

Pensadores da sociedade e do mundo atribuem parte dos males a injustiças e causas humanas. Frutos da cadeia de eventos motores da enorme engrenagem do mundo.

Em verdade, o que menos há é mérito, ou demérito. Qualquer um está sujeito às circunstâncias da existência. A velha sabedoria já diria que para morrer basta estar vivo. É fato.

Ninguém deseja viver dissabores. Batalhamos por toda nossa história para fugir dos males que podem nos afligir. Da segurança do cotidiano à busca pela saúde, reforçamos o buscar constante do bem maior, da felicidade suprema e inconstante.

Busca infrutífera. A inevitável sina exclui escapatórias. Devemos aprofundar nossa consciência e compreender o descompromissado fluir da vida. Ou alguém ainda crê num deus vingador? Quem sabe no complô de maldades dos poderosos do planeta? Precisamos lembrar que as coisas ruins são apenas uma possibilidade...

Questão de foco. As angústias pela fuga do irrecusável destino se intensificam por pensarmos apenas com pessimismo. Se não há saída, valorizemos e vivamos intensamente as coisas boas. Com serenidade, saberemos apreciar a beleza dos desígnios da energia vibrante do existir. Seja qual for nosso caminho...