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quarta-feira, 5 de novembro de 2008

Holograma

Obi-Wan... Obi-Wan...

Mais ou menos por aí começava a mensagem holográfica da princesa Léia, em Star Wars. Quem não lembra do R2D2 reproduzindo-a para Luke?

A técnica da holografia procura reproduzir imagens tridimensionais. Em nossos mais distantes sonhos, poderíamos observar a imagem de uma figura como se estivesse realmente a nossa frente.

Ficções à parte, visitei certa vez uma exposição de imagens holográficas. Sem todas as firulas da fantasia, e bem estáticas por sinal, impressionavam na representação.

Esverdeadas, devido a uso de lasers desta cor para sua materialização, elas eram uma experiência inédita, intrigante, embora dessem um tom de Cidade das Esmeraldas ao local da exposição.

Ontem, na rede americana de televisão CNN, durante a transmissão dos resultados da eleição naquele país, uma mostra das tecnologias atuais para holografia foi apresentada ao vivo, por dois de seus âncoras.

Jessica Yelin surgiu, de corpo inteiro, transmitida holograficamente direto de Chicago, onde ela estava. Imagem capturada através de 35 câmeras de alta definição, pode ser vista em vídeo no Youtube, com todo seu realismo e o halo azul, como uma aura a circundar sua imagem.

Idéia amada por uns, odiada por outros. Há quem considerou o tal halo muito tosco. Tendo em vista a inovação, é querer ser muito exigente. Acho que o mais desagradável foi Jessica se comparar a Léia... Uma verdadeira blasfêmia, heresia!

De qualquer maneira, inegável a surpresa causada. As possíveis perspectivas de utilização, o aproveitamento com criatividade em fórmulas certamente inusitadas de apresentação de notícias, cobertura de eventos, exposição de aulas, treinamento em empresas.

Tudo bem que estamos bem longe da experiência vivida em Tatooine. Prefiro assim, pois apesar de toda aquela tecnologia, digamos que o ambiente era meio árido. Não custa nada sonhar, com o desenvolvimento das tecnologias contemporâneas. Quem sabe, em breve, posso mandar um pendrive com uma mensagem "Ô manhê... Manhê!".

sexta-feira, 18 de abril de 2008

Apoio

Formar alianças carece de exercício para os americanos.

Em diversos momentos de sua história, alianças com os mais diferentes personagens mundiais foram questionáveis, ou renderam um apoio um tanto quanto controverso.

Quem diria, um dia os Estados Unidos apoiaram Fidel Castro. Lá nos idos dos anos 50, com a ditadura de Fulgêncio Batista incomodando nossos amigos yankees, ele foram investir no jovem militar.

Sorte deles hoje o jovem possuir muito menos juventude. Mas formam os 40 anos de combate ideológico sensivelmente marcantes. Em parte, este foi o embate a consumi-lo.

Também faz pouco tempo, a 'Guerra Fria' era assunto contemporâneo, e num esforço de marcar presença na região do Oriente, eles apoiaram o pequeno Afeganistão.

Posteriormente dominada por uma cultura religiosa extremista, se tornou peça de enfrentamento da tão combatida potencial mundial. Após muitos embates, um questionável motivo foi encontrado para o combate. As conseqüências são recentes, deveríamos saber de cor a história.

Mesmo a Arábia Saudita, sempre mantendo boas relações com seu grande cliente, vez ou outra resolve lhe pisar os calos. De quando em quando, produz filhos ilustres, opositores ferrenhos do grande capitalista ocidental. É dispensável discorrer sobre o mais recente...

Se começarmos a enumerar, a lista poderá ficar razoavelmente maior. Nos quatro cantos do planeta, do Ocidente ao Oriente, independentemente da raça, cor ou religião. Sempre haverá um sócio a terminar por ser um estorvo econômico e político.

Terão eles dificuldades em escolher os amigos? Ou são capazes de sempre deteriorar as relações iniciadas pacificamente? Acaso seu poder atrai e provoca tais tipos de reações? São eles estigmatizados por algum ato do passado?

Seu eterno garoto propaganda, o Uncle Sam, marcou a história convocando voluntários. As associações voluntariosas conseguidas na sua política externa mostra um grande número de desacertos. Falta simpatia ao chamado!

"Diga-me com quem anda e te direi quem és", "Com amigos assim, quem precisa de inimigos?", "Antes só do que mal acompanhado", bordões populares coerentes com a perspectiva daqueles indisponíveis ao encontro entre povos, de modo aberto e bilateral.

Antes da escolha de amigos vem a escolha de postura de vida.