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sexta-feira, 5 de setembro de 2008

Arqueologia

Indiana Jones influenciou gerações.

Misturar aventura com arqueologia instiga o espírito aventureiro de qualquer. Desbravar perigos em busca da reconstrução da história humana, através da localização de vestígios deixados por civilizações passadas!

Até discípulos mais modernos, como Lara Croft, têm feito história. Começou nos games, virou película, mas continua atropelando a ética moderna, como seu antecessor, e tomando posse de artefatos pelo mundo.

Sabemos bem que o trabalho do arqueólogo está longe de ser tão glamoroso. Ele é feito de muito mais areia e paciência do que muitas pessoas podem suportar.

Além disso, o respeito com as culturas e locais de escavação, elevam o trabalho a outros patamares de sua conduta ética. Já se foi o tempo de pilhar tesouros e simplesmente apinhá-los em seus museus.

Tamanha influência chegou a engenharia de software. Contamos também em nossa área com a arqueologia de software! Há pessoas especializadas neste trabalho e metodologias, técnicas e pesquisas desenvolvidas para esse fim.

Calma. Ninguém pretende escavar XTs a procura de vestígios de algum "16bits sapiens". Nem, muitos menos, investigar códigos antigos do DOS, a procura de mensagens gravadas por antigas religiões do deus Prompt.

Tratando de uma necessidade mais moderna, a arqueologia de software investiga a estrutura de sistemas legados. A constante incorporação ou associação de empresas tornou a necessidade premente. Sistemas existentes, com comprovada carga histórica de dados, dificilmente podem ser dispensados. Acabam integrados.

Para integrá-los, é necessário entendê-los. Qualquer programador experiente sabe o calvário de conhecer um sistema existente. Compreender a lógica de outra pessoa é quase como tentar mapear suas conexões neurais. Quem dera fosse possível...

Triste sina inevitável. Tem se tornado constantemente mais comum. Com o tempo, ganhamos traquejo para fazê-lo. Tarefa árdua e de cuidados igualmente delicados. Sem contar o fato que, no ambiente corporativo, as "pedras" também vêem "rolando" em nosso encalço. Pareço até ouvir o tema do Indiana...

quinta-feira, 3 de abril de 2008

Pangéia

O passado a Deus pertence, também?

Assim como o futuro, nós, de nosso hiato presente, podemos apenas sonhar. Arqueologia e suas vertentes tratam um pouco de sonho.

Bombeiro, astronauta, médico, várias destas profissões são o desejo de muitas crianças. Arqueólogo talvez o seja, depois do advento de Indiana Jones.

Esqueçamos a polêmica de seu comportamento, ao "roubar" tesouros culturais de diversos locais do mundo, para transportar a museus de países ricos. Viver aventuras, em locais distantes, cercado de mistérios e enigmas, é algo muito atraente.

Sabemos que a vida do arqueólogo é mais sisuda e trabalhosa do que isso. Muito trabalho sujo, literalmente, quando atua em campo, muita pesquisa, investigação e abstração, em sua atividade intelectual para recriar o nosso passado.

Há sempre uma dose de fé para acreditarmos em suas teorias. Parecem-nos tão distantes os fatos que, apesar de datações com Carbono 14, e outros métodos científicos reconhecidos, qualquer afirmação soa recheada de muita imaginação. Será que aquele tal povo, vivia como diziam, comia o suposto, acreditavam no descrito?

Se de nossas vidas e costumes já é surpreendente a reconstituição, como não será com o conceito do Pangéia? Supor toda a extensão de terra firme aglutinada em um único continente gera certo deslumbramento. Pensar em quanto o manto terrestre pode se mover, torna tudo menos estático...

Em matéria de sua edição deste mês, a revista Galileu traz a notícia que caminhamos para o Pangéia novamente. Segundo afirmam os cientistas, o processo é cíclico! A movimentação da crosta terrestre é contínua e tende a se ajuntar, com posterior separação e novo recomeço.

Estamos nos movendo a 15mm por ano! Quem será o indivíduo responsável por obter essa medida. Parece até piada para estagiário: vai lá e observa o deslocamento do continente. O assunto é tão sério que se analisa até mesmo a direção do movimento. Vários modelos são discutidos, tentando prever quais as possíveis configurações finais.

E seguimos na procurar do auto-entendimento, mesmo que pelos passos de nosso planeta. Curioso descobrir que tanta preocupação não terá tantas testemunhas assim. O final do processo deve ser só daqui a 250 milhões de anos. Muito tempo, para quem nem sabe se o planeta sobreviverá os próximos 100 anos, com as atuais mudanças climáticas.

Assim como o passado, o futuro só a Deus pertencerá.